terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Presentes criativos a evitar para a namorada

Com a época de Natal chegando, a procura por presentes criativos para oferecer é mais forte do que nunca. Apesar de ser importante pensar no presente certo, é também muito importante pensar em quais os presentes de que se deve manter afastado.
Nesse sentido, aqui fica uma lista dos presentes que não deverão fazer parte da sua lista para este Natal. Nunca ofereça presentes - por mais que lhe pareçam ser presentes criativos - que façam lembrar limpezas, cozinha, ou qualquer outra tarefa doméstica, mesmo que a sua namorada esteja muito necessitada, não é nada romântico e ninguém gosta de receber um presente desse gênero na noite de Natal.
Evite procurar presentes em quiosques ou em lojinhas de preços únicos. Normalmente só vendem bugiganga e normalmente as mulheres tem um faro infalível para detectar presentes comprados “em cima do laço”.
Da mesma forma, não compre presentes demasiado caros. Para além de ficar com um rombo considerável na sua carteira, poderá dar a ideia errada em relação ao que ele pode esperar no futuro. Não vai querer que ela fique com o namorado pelos seus presentes caros, não é?
Não lhe compre nada que já lhe tenha dito que também quer para si. Ele pode sempre ficar a pensar que lhe deu com a intenção de usar também e isso é de mau tom.
É absolutamente proibido oferecer alguma coisa que insinue que ela precisa mudar alguma coisa no seu corpo. Por isso um aparelho de ginástica está absolutamente fora de questão mesmo que ele tenha dito que queria muito um. Ela só diz isso para você dizer “Não precisas nada! Estás perfeita.
A mensagem é clara: procure bem por aquele presente criativo que ela goste, mas mais cuidado ainda para não comprar algo que ela deteste. Em caso de dúvida mais vale ir pelo seguro e comprar algo que tenha a certeza que ela vai adorar.

Presentes Criativos para o Namorado

Procurar por um presente criativo para namorado é uma das tarefas mais difíceis agora que o Natal se aproxima. A tendência natural das namoradas é tentar encontrar presentes diferentes, mesmo que isso signifique que se compre um presente que não temos a certeza que o namorado vá gostar.
Um presente criativo nem sempre se avalia por encontrar um presente que ele nunca tenha recebido. Se a pessoa em causa é um apaixonado por uma determinada área -livros, carros, esportes, etc - é provável que vá adorar receber um presente que pertença à sua paixão. Mas isso não significa que não se possa mesmo assim oferecer um presente criativo.
Dentro dos presentes que o namorado adora receber, podemos encontrar algo que confira uma certa originalidade. Um bom exemplo são os livros.
Um livro é um presente muito comum, e por isso uma namorada mais empenhada poderá não considerar esta como uma boa opção para um presente criativo para namorado, mas na verdade um livro pode ser um presente bem original. Poderá procurar uma edição especial de um livro que namorado goste muito, dar uma volta pelas lojas de livros usados ou antigos (sebos) e tentar encontrar uma 1ª edição de um livro do seu agrado ou ainda procurar por um livro que esteja a ser lançado por esta altura para oferecer namorado.
Se se tratarem de tipos de presentes que esta abordagem não seja possível, existe ainda uma outra solução para dar alguma criatividade a um presente banal. Que tal um clipe com uma seleção de fotos, estilo, "melhores momentos"ou um cd personalizado com suas músicas preferidas, daquelas que fazem parte da história de vocês? Pode acreditar que este presente criativo para o seu namorado vai deixá-lo muito contente!

Discutindo a Relação no Restaurante

Era um jovem casal. Entraram num restaurante de comida natureba. Parecia um casal normal, cada um com seu estilão alternativo, estilo "bicho-grilo". Escolheram uma mesa, serviram seus respectivos pratos e começaram a comer. Não havia muitas demonstrações de carinho entre aqueles jovens, um sentou na frente do outro, um baixou a cabeça e comeu enquanto o outro ensaiava um diálogo. Parecia mais um monólogo.

Era visível que o clima estava tenso entre os dois. A moça falava, falava e o rapaz monossilabicamente respondia, mais concentrado em sua refeição. A garota mal tocava no seu prato.

- Se tu começares assim, eu vou embora. - ameaçou a menina.

O moço, nem lhe deu as horas, continuou a refeição, como se nada havia lhe sido dito.

- Quer dizer que tu vais ter que ir lá casa dela? - indagou a menina.
- Sim, eu vou sair daqui e vou passar lá. - respondeu ele.
- O que é que tu vais fazer lá?
- Vou dar uma passada rápida, só pra conversarmos um pouco. É ali no Bom Fim.
- No Bom Fim? E tinha que ser logo no Bom Fim, no meu bairro. É perto da minha casa?
- Não.
- Ela mora na Barros Cassal então, ali onde eu morava?
- Já te falei que não.

A moça olhava para os lados, para os outros clientes, como se pedisse consolo ou até mesmo socorro. A sua comida estava toda no prato. O rapaz continuava a refeição, como se estivesse sozinho. O clima era de total desolação para a menina.

- Tu é que sabes, mas só te digo uma coisa, com certeza não faltará alguém para me ligar e dizer que eu sou uma mulher maravilhosa. E ninguém precisa me dizer isso porque é isso que eu sou!
- Não, tu não és.

Silêncio ensurdecedor.

- Então quem sabe tu vais correndo procurar esta mulher. É, vai agora lá pra casa dela! Fica lá, ela sim deve ser maravilhosa! Só me diz uma coisa, eu a conheço? É uma das minhas amigas? Quem é?

E o moço, nada. Resmungou algo que só a menina ouviu.

- Pronto. Eu já sei. É ela! Só me responde! - esbravejou a garota.
- Eu conheço ela já faz um tempo. Olha, as coisas estão dando certo, mas não é nada definitivo... afinal de contas, não existe mais eu e você. Vamos ser realistas.
- É não estava mais rolando...
- Então...
- Eu não sei o que eu estou fazendo aqui. Sinceramente. E com uma pessoa que não me dá o menor valor. Tu não me mereces.

Foi só o tempo de eu ir ao banheiro, voltar e não encontrar mais aquele polêmico casal. Será que era um casal? Namorados, ex-namorados, "ficantes"ou amantes? Não sei e nem nunca saberei.

O final desta história eu não soube, talvez nem eles mesmos saibam.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Atividade Paranormal

Neste fim de semana eu fui ao cinema. Vi o tal "Atividade Paranormal". Estava com uma expectativa de ver um filme de suspense, pensei que ia ser um filme do tipo "I see dead people"... Ouvi comentários de que o filme era daqueles de levar uns "cagaços"... Bom, pensei, vamos ver o dito cujo!

O filme tratava de um casal que resolveu filmar as suas noites de sono, porque durante elas aconteciam fenômenos paranormais no qual eles buscavam ter mais informações. A sinopse prometia, no mínimo ser um filme de suspense.

Chegando no cinema, peguei uma sala lotada e tive que sentar bem na frente. O cinema estava cheio de adolescentes e emos, cada um falando mais bobagem do que o outro, dando risadinhas e fazendo de tudo para aparecer mais do que o filme, atitudes que não só incomodaram a mim, mas a outros expectadores. "- Cala a boca, baranga!" - gritou um dos incomodados.

O filme era chato, eu confesso que até cochilei numas partes. E só acordava quando ouvia um grito de suspense ou uma risada. Foi literalmente engraçado, algumas cenas eram de arrepiar sim, mas a maioria era de se mijar de rir. Não sei qual o fenômeno que aconteceu naquele cinema, mas as cenas de sonambulismo causavam gargalhadas e o riso era contagiante.

A cena final foi inacreditável, eu não vou contar, mas posso adiantar que foi um filmezinho fraco. E sinceramente, deixou muito a desejar. Mais inacreditável não foi só a minha reação, mas a reação coletiva. Todos saíram rindo do cinema, como se este tivesse sido um filme de comédia.

Da próxima vez, eu juro que acerto no filme!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Leila Lopes

Fiquei muito triste com a morte da Leila Lopes. Eu, particularmente não ouvia falar dela desde os tempos que ela estrelou seus filmes pornôs. De uma hora para outra fiquei sabendo de forma súbita que a "professorinha Lu" havia morrido em instâncias misteriosas.

Uma amiga minha me perguntou o porquê do choque por sua morte. "Por acaso ela era tua parente?" -indagou-me minha amiga de forma irônica, como lhe é bem peculiar. Não é esta questão. Para falar a verdade eu nem era fã de Leila Lopes e pouco sabia sobre sua vida, apenas que ela era gaúcha de Esteio. A questão é que a morte sempre me choca. A morte é um assunto que me instiga e ao mesmo tempo me deprima.

Noticia-se que Leila teria se suicidado. Eu acho isto muito triste. O que teria levado uma mulher de 50 anos bonita e inteirona como ela se matar. Motivos ela poderia ter de sobra, mas a morte não justifica, nem acaba com eles. Se realmente a Leila o fez, ela fugiu, e deixou um problemão para os que ficaram. Imagina a dor das pessoas que a amavam, a culpa por não ter feito mais, por não ter estado mais presente e de repente tê-la tirado daquela maré de solidão e tristeza que ela só extravasou através de um ato que muitos consideram corajoso, o de tirar a própria vida. Eu diria que corajoso são aqueles que conseguem ficar, que por pior que a situação lhes pareçam, escolhem viver como uma opção.

Entre outras coisas que me deixaram tristes e um tão quanto revoltada, foi a falta de sensibilidade do ser humano. Como as pessoas são capazes de explorar a dor alheia de uma maneira tão insensível e inacreditável. Quando Leila esteve doente, sem saber a doença que lhe acometia, um suposto fã teria publicado um vídeo entrevistando uma Leila abatida, em um leito de hospital e lhe fazia perguntas do tipo, se era verdade que ela estava usando fraldas e se ela tinha medo de morrer. Olha, eu não teria a classe que ela teve, porque mesmo visivelmente sensibilizada, ela respondeu.

Também ouvi várias piadas de humor negro e sinceramente, me incomodou. Quem somos nós para julgarmos os outros. Ninguém tem teto de vidro.

Espero que onde Leila estiver, seu espírito finalmente descanse em paz.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Porque eu sei que é amor

Isso foi uma das coisas mais bonitas que eu já li.

Porque eu sei que é amor. Eu não peço nada em troca. Porque eu sei que é amor. Eu não peço nenhuma prova.
Mesmo que você não esteja aqui, o amor está aqui. Agora. Mesmo que você tenha que partir. O amor não há de ir, embora.
Eu sei que é pra sempre. Enquanto durar. E eu peço somente. O que eu puder dar.
Porque eu sei que é amor. Sei que cada palavra importa. Porque eu sei que é amor. Sei que só há uma resposta.
Mesmo sem porquê, eu te trago aqui. O amor está aqui. Comigo. Mesmo sem porquê, eu te levo assim. O amor está em mim. Mais vivo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sábado, dia de ...


Meu humor não anda lá grandes coisas nestes últimos dias... Estou que nem uma montanha russa de emoções! Mas estou me esforçando, acreditem, para virar esta página.

Sábado é dia de quê? Dia de visitar os amigos, passar um tempo consigo mesma, almoçar fora, tomar uma cervejinha com os amigos, rir, falar bobagens e capotar na cama de tão frenético que foi o dia! Pois é. E foi isto mesmo que eu fiz. Eu sei que eu tenho uma grande inclinação à melancolia, se me deixar, sou capaz de ficar o dia inteiro na cama, lendo e dormindo, dormindo e lendo. E este é um dos meus programas preferidos. Hoje por exemplo, eu troquei um dia lindo de sol com piscina, porque queria me dar ao luxo de dormir sem hora pra acordar.

Este sábado foi diferente. Eu estava numas pilhas de fazer algo que provavelmente iria me magoar depois. Mas não fiz. Ao invés de alimentar a minha dor, levantei, tirei a urucubaca e fui ao dentista. No sábado, ir ao dentista, ninguém merece... resolvi convidar uma amiga pra almoçar, mas ela me mandou uma outra mensagem mais tarde, se desculpando, mas não estaria apta a almoçar... Respirei fundo. Pensei, faço ou não faço. Não fiz. Fui almoçar sozinha, afinal de contas, posso ser uma ótima companhia para mim mesma. Mas os pensamentos voltaram a me rondar... que sofrimento! Não, não faça. Fui visitar meu amigo que fazia um tempo que eu não o via. Ri, me diverti e dei risada. Na volta pra casa, a melancolia já começou a me fazer companhia. Estava quase que desistindo de olhar pra mim, honrar meus compromissos, ser boa pra mim mesma... mas graças a Deus eu tenho uma família e amigos que gostam muito de mim e me dão forças pra continuar a viver com dignidade.

Antes de ir a um churrasquinho com os amigos, eu vi mais um especial Por Toda a Minha Vida sobre Claudinho e Buchecha, no YouTube. Bah, foi muito emocionante. Chorei. Logo depois sequei as lágrima e 'bora pro churras!

Comecei meio tímida, mas sabe, fazia tanto tempo que não me divertia no meio de pessoas alto-astral. Fazia horas que eu não era a Cibele, divertida e brincalhona e graças aos meus amigos isto foi possível. São as minhas queridas amiga, que me põe pra cima, me dão conselhos, me fazem sentir que eu sou importante e querida na vida delas. São os meus amigos que me dão vazão para eu ser uma pessoa mais leve. São gurias e guris do bem. E é bom saber que estou de volta e que sempre sou bem recebida!

Foi tão bom fazer tudo isso que ao chegar em casa, eu nem tive tempo pra pensar em qualquer coisa, estava exausta e feliz.

No outro dia, contando para minha irmã mais nova as minhas aventuras, ela ainda me aconselhou e me deu forças para levantar, acordar e viver. O dia estava lindo, quente e ensolarado. A minha sobrinha parece ter adivinhado os meus pensamentos e me convidou para ir na piscina. Mas pensando bem resolvi ficar em casa e descansar, ter um tempo só pra mim. Foi bom.

É bom saber que mesmo quando as coisas não dão certo, nada melhor que um dia após o outro.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Vida louca, vida breve

Adoro os especiais "Por Toda a Minha Vida" e na última quinta-feira foi apresentado o especial sobre a vida do Cazuza. Gostei, comecei a vê-lo, mas acabei dormindo, achei bem interessante, mas como não consegui assisti-lo até o fim, acessei o Youtube para vê-lo na íntegra.

Um artista talentoso, exagerado, como diria sua música. Alguém que conseguia mostrar o melhor e o pior de si. Morreu jovem (por que os bons morrem cedo?), mas deixou um legado: sua música.

Sedutor, bonito, gostava de homens e "mulheres de todos os sexos", como deixou escapar um famoso apresentador da Rede Globo de Televisão, ele tinha uma vida inteira pela frente se não fosse a "maldita". Esta ainda desconhecida numa época em que todos pensavam ser imortais, as pessoas se amavam meio que livremente, pensando que ninguém era de ninguém...

Cazuza foi corajoso enfrentando o preconceito, mostrando sua cara e lutando até os últimos momentos de sua vida... Não foi fácil a sua batalha.

Sua vida foi, como eu diria, uma vida louca, vida breve...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Uma nova fase


Coloquei o aparelho. Meu Deus do céu, que coisa horrível, eu recém coloquei e já estou com vontade de tirar! Que se fodam meus dentes tortos! Já vi que este aparelho vai dar o que falar...

Estou me sentindo estranha, está difícil de comer, de falar, até de dormir... Todos dizem que é só o começo, mas eu estou louca para aproveitar o ensejo e virar vegetariana, porque está tão difícil de comer carne!

Este foi o meu primeiro fim de semana de aparelho e eu já dei um jeito de fazer a "exposição da figura". Na verdade, eu estava me sentindo um "alien" e não tinha nem coragem de olhar para as pessoas, sorrir, então, nem pensar!

Eu sei que eu estou fazendo do meu aparelho um bicho de sete cabeças e que tem tanta gente que usa e tem uma vida normal, come carne, beija, ri e se diverte... Eu sei que vou te que me acostumar, afinal de contas ele vai habitar por pelo menos uns 3 anos na minha boca... Não sei se aguento. Está muito ruim!

Vamos ver como será o desenrolar desta novela, por enquanto é só.

E tenho o dito.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Estou com raiva do mundo

Estou puta da cara! Quero gritar, esbravejar, mandar tudo a puta que o pariu! Estou com raiva do mundo.

Hoje acordei azeda, queria dormir mais, mas tinha que acordar mais cedo para não perder o "busão"!

Sonhei que tinha um monte de dinheiro, que quanto mais mexia nas minhas bagunças, mais achava dinheiro que estava escondido no meu bolso. E hoje a realidade que me esperava é que o meu futuro não tão previsível quanto eu esperava e garantias financeiras eu não tenho... Sou uma professora de Inglês, que se desdobra em mil pra sobreviver!

E esta semana pra variar, estou sofrendo de uma ressaca moral que teima a me deixar em paz. Em função da minha impulsividade, impetuosidade, pavio curto e passionalidade, acabei chegando no meu limite de tolerância e encenei uma cena que colocaria o Programa Márcia Goldschmidt no chinelo! Ai, que vergonha... bom, os incomodados que se retirem e eu podia ter evitado, não foi bonito... mas convenhamos, quem está "tão" bem, não vem contar vantagem!

Isso sem contar a irritação que estou sofrendo por causa dos meus dentes! Vou colocar aparelho amanhã, finalmente! Não aguento mais a porra destas "borrachinhas separadoras" que se coloca nos dentes antes de eles montarem o aparelho. Dói, não consigo mastigar, e o pior de tudo é que eu, que vivo querendo emagrecer sinto uma fome voraz!

Para terminar o rol das minhas reclamações, eu pre-ci-so emagrecer. Urgente. Como eu vou ir para a praia, assim?! Preciso voltar a ser a Cibele de antigamente, seca, magérrima!

Bom, na verdade eu não estou com raiva do mundo, estou é de mal comigo mesma, mas é só uma maré ruim. Quem sabe já que eu comecei aqui, levando com bom e na esportiva, logo, logo ela vai passar...

domingo, 8 de novembro de 2009

Quero casar

Eu quero casar! Calma, não estou desesperada, mas sim, eu sonho todo dia, com o dia em que me casar... Não sei se é ilusão de menina, de mulher, não sei o que eu acho que vai acontecer, se vai ser como a minha catarse, se vai acontecer uma mágica, se vão estourar fogos de artifícios... Não sei, não me perguntem o porquê, mas eu sonho com esta cerimônia e eu espero não morrer antes de ela acontecer na minha vida.

Vocês tem ideia, tamanha é a minha fixação pelo casamento? Eu já imagino como serão as músicas, o vestido, a dança, a cerimônia, a recepção... Sabe que uma vez eu cheguei a sonhar que eu iria me casar, mas como não havia noivo, as minhas irmãs resolveram cancelar a cerimônia. E eu pensei "que cancelar, que nada, se não tem noivo, eu vou me casar comigo mesma!" Pode isso?

Brincadeiras a parte, quem não sonha em ter alguém para compartilhar os bons e os maus momentos, alguém, que tu possas confiar que estará ao teu lado quando tu precisares, que saiba dividir, que te acolha e que te cuide, que te respeite, que entenda e compreenda que pra haver dois tem haver antes, a individualidade de cada um e que não te exija dar mais daquilo que tu possas oferecer. Pois o meu sonho com o casamento, vem com todo este pacote incluído e eu ainda não encontrei o meu eleito.

E enquanto eu não o encontrei, vou continuar sonhando...

domingo, 1 de novembro de 2009

Segredos da menina

Tristeza total. A menina acabara de perder seu único irmão mais velho de uma família só de mulheres. Fora seu pai, a menina perdera uma de suas principais referências masculinas. O companheiro, o irmão mais velho, o amigo se fora para sempre. No meio de penumbras e sombras a menina ficou sozinha com sua tristeza e desolação. Nada tinha mais graça.

Era uma casa velha, humilde e simples. A menina movida por algum impulso, resolveu entrar. Entrou numa sala escura, onde apenas uma porta interna iluminava o pequeno cômodo. Seguindo este feixe de luz, a menina foi parar em um quarto de dormir. Lá havia uma senhora idosa, de cabelos compridos e brancos. A menina timidamente, se dirigiu à senhora, que lhe deixou totalmente à vontade.

Naquele momento nada havia, apenas um silêncio ensurdecedor. A cabeça da menina estava vazia, ela perecia não estar em lugar nenhum. Parecia anestesiada, flutuando pelo quarto, a menina observava os bibelôs na cômoda, vez e outra se atrevia a pentear o longo cabelo da anciã.

Silêncio no quarto. A menina por um segundo esqueceu porque estava ali.

"-Sabia que o teu irmão não é teu irmão?"

Aquilo veio como uma bomba na cabeça da menina, como assim, ela não estava entendendo que insanidade era aquela.

E a senhora, alheia aos sentimento da menina ainda completou:

"- Nem tua irmã é tua irmã... Eles não são filhos do teu pai. A tua mãe teve um outro marido antes do teu pai e ele se matou na frente deles quando os teus irmãos eram pequenos, porque a tua mãe queria se separar dele..."

Chega! Aquilo já era demais! A menina já não podia escutar nenhuma palavra vinda daquela mulher. Saiu correndo e chorando, rezando para que tudo que havia escutado tivesse sido um grande mal entendido, um pesadelo. Será que a menina havia enlouquecido?

Cheia de perguntas a menina ficou e sem nenhuma resposta a menina cresceu. Cresceu e virou uma mulher que sempre preferira ignorar os fatos, ou seja, não saber para evitar sofrer e se machucar. Até hoje ela é assim.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Eu voltei...


Fazia tempo que eu não aparecia mas agora vou voltar...
Me aguardem!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Era uma vez na Arabia

Era uma vez uma princesa árabe que havia sido prometida para um rico empresário de Dubai. Ela era muito jovem e cheia de planos, mas nenhum de seus planos envolviam seu futuro marido, pois seu casamento teria sido arranjado pelos seus pais, que queriam vê-la casada e tirar de sua cabeça suas idéias de estudar e morar no exterior.
Diferente de suas irmãs, a princesa tinha uma personalidade muito forte e não poderia conceber estas idéias tão ultrapassadas de seus pais. Ela não podiam mais suportar fazer seus passeios acompanhada do irmão, do motorista, ou das criadas, como aceitavam passivamente suas irmãs. Já as suas irmãs casadas eram submissas aos maridos, o que lhe causava grande revolta. Não poderia deixar de pensar que com seu futuro marido seria diferente.
Pois bem, mas de nada adiantou a sua rebeldia e data do casamento já estava marcada e a princesa estava apavorada! O que poderia fazer? Não conseguiria se imaginar beijando um estranho, o que dirá dividindo a cama e sua intimidade com ele! Isto lhe causa um tremendo pavor! Estava perdida.
Pobre princesa. Queria fugir, mas sabia que seria encontrada. Queria ser salva, mas ninguém poderia o fazer.
Nem ela sabe o fim desta história. Ninguém sabe.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Listerine

Outro dia fui ao supermercado com a minha sobrinha Carol e vivemos uma cena cômica graças a mim. O que não é cômico contado por mim?

A história começou mais ou menos assim: Um dia me senti amolada, com um desconforto gástrico, o que me causou náuseas. Quando chegamos ao super, não aguentando meu mal estar, resolvi deixar a Carol fazendo as compras e passei numa farmácia dentro do supermercado mesmo. Lá esperei por uma fila gigantesca até ser finalmente atendida. Até então meu estado estava sob controle. Pedi um "sal de Andrews" e um tubinho de amargol e engoli. Segundos mais tarde estava prestes a "devolvê-lo".
Encontrei a Carol cumprimentando um amigo do namorado dela e eu lá, fazendo caras e bocas. Logo que deixamos o rapaz, passamos por uma promotora de vendas que estava fazendo um anúncio do Listerine e o que me chamou a atenção foi uma imitação de uma grande pia, toda estilizada. Eu perguntei pra minha sobrinha: "- Vamos lá provar?" Mas é claro que na minha cabecinha cheia de bobagem, eu já me vi na pia vomitando com promotora apavorada "mas o que é isso!" e as pessoas no super, todas olhando "ai, mas que nojo!"
Mas para a minha surpresa a minha sobrinha topou e a gente só bagunçou! O show graças a Deus, não se concretizou, ficou só na imaginação. Brincamos com a promotora.
- O que precisamos fazer pra ganhar esta necessaire?
- É só comprar o Listerine menta fresca.
- Ai, mas a gente quer provar. - falamos já soltando uma gaitada.
- Ah, não. Vocês não querem provar. Provar não. - a promotrora já estava entrando na brincadeira.
- Ah, mas a gente quer provar sim.
- Então eu vou um copinho pra vocês cuspirem, porque não pode cuspir na pia. Tem que bochechar por 3o segundos.
- Mas a gente quer cuspir nesta pia.
E a gente ameaçava cuspir na pia. E ria que se matava, todo mundo nos olhando, até a promotora rindo "gurias, na pia não, por favor." Parecia uma cena de filme humor pastelão, tipo Jackass. E pra finalizar com chave de ouro a gente cuspiu no copinho e ainda brindou.
Para prêmio de consolação da pobre da promotora, a gente ficou escolhendo as necessaires que só tinham no mostruário. Mas ela pelo menos não parava de rir da gente.

Olha, eu e as minhas histórias... uma mais inusitada que a outra.

Eu Odeio Muito Tudo Isso

Este é o meu lado meio Woody Allen. Meu lado cheio de manias, meu lado cheio de não me toques, não diga isso, não faça isso, não faço aquilo, não use esse tom de voz, assim eu não gosto, deste jeito eu não quero. Eu tenho lado totalmente neurótico. E não tenho vergonha nenhuma de assumir este meu lado, assim como não me canso de enaltecer minhas qualidades.

Outro dia estava fazendo um lanche no Mac Donald's e li aquele papelzinho que compre a bandeja, tipo um jogo americano, havia uma lista dizendo eu amo muito... e uma série de coisas que as pessoas apreciam fazer. Foi aí que me surgiu a idéia de fazer o oposto. Que tal fazer a lista do eu odeio muito...? Bom, aí a minha lista:

EU ODEIO MUITO...
1. quando me chamam de tchê,
2. que me cutuquem,
3. que abram a porta quando eu estou dormindo,
4. comer rápido,
5. sentir odores estranhos (principalmente os desagradáveis),
6. quando eu peço algo, a outra pessoa responda: "-para?",
6. que me chamem de mulher ou de garota,
7. que me liguem ou me mandem mensagem de madrugada,
8. carne de porco ou de ovelha,
9. gente esnobe,
10. barulhos irritantes,
11. deboche e humor negro,
12. que me mandem ou me policiem,
13. levar desaforo para casa,
14. passar frio
15. não passar maquiagem,
16. depender dos outros,
17. fazer o que eu não estou com vontade,
18. dormir fora de casa,
19. agressividade e violência,
20. mesquinharia e falta de gentileza.

Entre outras tantas manias, estas são as mais gritantes da minha personalidade... O próximo passo será a listinha do eu amo muito. Mas isto ficará para uma outra vez!

domingo, 5 de abril de 2009

Shake that Body

I glad I've made it! Finalmente eu consegui... Vocês não tem ideia como estou feliz por estar entrando nas minhas calças jeans número 38! Eu que já vesti 36, já estou mais do que feliz por elas pelo menos fecharem!

Para quem não conhece a minha história prévia com a auto-imagem vou resumi-la. Sempre fui magra porém, dotada de curvas, das quais nunca gostei. Desde a adolescência almejava obsessivamente um visual esquálido, o que me levou a desenvolver anorexia e mais tarde bulimia, problema que até hoje me trato.

Ano passado tive alguns problemas de ordem pessoal que me levaram passar por uma montanha russa de sentimentos. Eu estava totalmente desorientada. Perdi minha auto-estima e comecei a engordar. No verão eu cheguei a pesar 55 kg! Logo eu que sempre pesei 49 kg, no máximo 50 kg!

Quando abria o meu roupeiro até me dava uma tristeza, pois nenhuma calça jeans me servia, as minhas roupas todas pequenas...
Então antes de ir pro Rio de Janeiro eu resolvi fazer uma geral e guardar todas as roupas que não me serviam e deixar só as que me serviam. Estava a minha irmã mais nova a Grazy e o meu cunhado Fabinho, fazendo a maior bagunça, e eu sentindo vontade de me matar na frente do roupeiro. Foi um ato solene aquela arrumação! Eles até pegaram uma canga do Brasil e fizeram hasteamento da bandeira, cantaram o hino pra me animar e tornar aquilo tudo mais divertido e conseguiram. Hoje eu lembro e rio.

Voltei do Rio mais magrinha, mais feliz e com um amor na bagagem e hoje eu resolvi fazer o inverso daquele dia. Resolvi experimentar as calças jeans para que elas voltassem para o lugar à que elas pertenciam: o meu roupeiro. Coloquei uma música bem dançante e dessa vez estava sozinha.
Comecei o ritual meio tímida. A primeira serviu. Ficou meio justa. Mas ficou bonita. Ficou gostosa. Comecei a dançar na frente do espelho. Tenho um corpo bonito! Nada mal, ainda mais pra quem está prestes a completar 31 anos. Mas eu queria que a calça ficasse um pouco mais larga pois eu gosto das calças sambando em mim... Tudo bem, resquícios dos meus tempos de anoréxica, nunca estou satisfeita, por mais magra que esteja, mais magra quero ficar!

Foi uma festa! Dançando e experimentando jeans. Nem todas me serviram e isso não me tirou a animação e nem humor. A redenção pra mim foi quando eu experimentei uma calça tamanho 36 - tudo bem, eu tive que deitar para fechá-la, mas logo, logo, não o farei mais, pois vou perder mais uns 2 kg - aí eu me olhei no espelho e me achei a mulher mais linda, mais gostosa e mais feliz do mundo. O que me mais falta?

Everything goes incredible
All is beauty
Life is beautiful
Shake that body for me!

terça-feira, 17 de março de 2009

O Samba da Bênção

Quando planejei minha ida ao Rio de Janeiro, eu fiz meu roteiro incluindo todos os pontos turísticos que se possa imaginar. Eu não esqueci de nenhum, apesar de achar que talvez pelo pouco tempo e dinheiro, talvez não fosse ver metade das coisas que tinha marcado.
Minha viagem estava marcada para o Carnaval e eu não iria ao sambódromo, já estava decidida que aquele dinheiro eu não iria gastar e que durante o tempo no qual minhas amigas estivesse na Sapucaí eu acharia outra ocupação para fazer.
Ninguém na excursão podia conceber que eu não iria no sambódromo e quando eu disse que eu não gostava de Carnaval e que estava indo ao Rio só para conhecer, sério, quase fui linchada! Passei de antipática, metida e mimada. Ganhei até o apelido mais tarde de "enjoadinha".
Mas chegando à cidade maravilhosa, senti algo diferente. Algo que nunca senti em outros lugares. Uma sensação de bem estar, como se o Cristo estivesse de braços abertos pra me recepcionar... Aquele lugar era rodeado de natureza, tudo era fascinante, lindo e apaixonante. Eu mal tinha colocado os pés em terras cariocas e disse "eu moraria aqui!"
E respirando aquele ar, sentindo aquele clima diferente, ouvindo aquele sotaque diferente, vendo o que só os meus olhos podiam ver que eu tomei uma decisão: vou ao sambódromo!
Mas como pra mim as coisas nunca são fáceis deixei pra comprar o ingresso de última hora. Mas deu tudo certo consegui até levar meu carioca que também decidiu nos 15 minutos do segundo tempo,e olha que ele foi só por minha causa!
E lá eu vi aquilo que eu descrevo como o maior show da terra! E eu que não ia no sambódromo... lá foi o lugar que mais me emocionou, foi indescritível! Nunca vou esquecer do som da bateria... os fogos de artifício, os carros alegóricos, o Renato Sorriso - a foto que a gente tirou, eu quase chorei - a velha guarda, o Neguinho da Beija-Flor, Martinho da Vila... meu Deus! Como eu gritei, eu quase me acabei na Sapucaí! Foi aí que eu prometi não voltar mais uma, mas muitas vezes ao Rio de Janeiro. E no Carnaval, só para ver o maior espetáculo que os meus olhos já experienciaram. Eu a pessoa mais feliz da avenida. Não havia quem estivesse se sentindo mais plena que eu. Me senti curada de todas as dores, as mágoas, enfim ali aconteceu a catarse.
Eu fui abençoada por Orfeu do Carnaval. Este foi o samba da bênção.

domingo, 15 de março de 2009

A Melhor Companhia

Como é bom estar só. É um prazer inexplicável que eu descobri faz pouco tempo. Aliás descobri recentemente, como é gostoso aproveitar minha própria companhia.
Tem coisas na vida que a gente faz quando está só, como por exemplo, ler um livro. Não tem programa melhor pra mim do que ficar no meu quarto, com o ventilador ligado, deitada na minha cama, lendo um bom livro. Leitora voraz que sou, chego a ler aproximadamente uns oitenta livros por ano. Para mim não tem programa, que eu troque por uma boa leitura.
Outra coisa que eu tenho feito sozinha e me dá enorme prazer é ir ao cinema. Para mim, não há sensação melhor do que sentar na poltrona do cinema com a minha pipoca e esquecer que tem um mundo lá fora. Ninguém falando comigo, só eu e a tela do cinema interagindo.
Por mais que eu ame estar em boa companhia de amigos ou do meu bem querer, eu sou alguém que preza pela liberdade e pelo seu espaço. Eu sou muito caseira. Eu gosto de ficar na minha, de me recolher, de hibernar, de ficar no meu lugar. Detesto aglomerações e lugares fechados com muita gente gritando me dão até pânico, pode acreditar!
Não é sempre assim, mas a minha natureza é tranquila e caseira. Há quem diga até preguiçosa.
E aprendi a desfrutar o prazer de estar só. De fazer as coisas sozinhas e é tão bom. Descobri que tem momentos que são só meus, que só os meus olhos podem enxergar e as coisas que eu vivi são só minhas. Ninguém poderá tirá-las e nem vivenciá-las por mim. Só eu. Pois elas pertencem apenas a mim.
Eu nunca me senti tão completa quando estive no Cristo Redentor, contemplando a sua figura, agradecendo, fazendo planos, tirando eu mesma as minhas fotos, que nem no Pão de Açúcar, onde eu pensei: "Nunca estive em tão boa e própria companhia!".
A minha despedida da cidade maravilhosa foi um passeio à sós, comigo mesma pelo calçadão de Copacabana. "Felizes são os que caminham todos os dias aqui." E quem não seria?

A vida é assim. Nascemos e morremos sozinhos. Cabe a nós somente, aproveitar os momentos bons que a nossa própria companhia pode nos proporcionar.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Desventuras Virtuais

Estes dias me "caiu os butiás do bolso", como diz o ditado popular, ao ouvir uma amiga me contar suas desventuras amorosas via internet. Eu não sabia se ria ou ajudava a pobre bicha a xingar o bofe.

Bom a história é mais ou menos assim: Um dia ela conheceu um rapaz que veio fazer um curso de aperfeiçoamento lá de Portugal. Este passou um curto espaço de tempo aqui, mas o suficiente para minha amiga digamos assim, conhecer melhor a língua portuguesa. Mas segundo me confidenciou minha amiga, o rapaz não era muito chegado a sexo e eles só tiveram apenas uma relação neste tempo em que estiveram juntos. E o que eles faziam, se não era... Bem, não me perguntem, de certo dormiam. Vou lá saber de detalhes?

Mas o que me deixou pasma, foi esta, escutem só. Minha amiga mantém contato com o gajo e ele sempre respeitoso, mas estes dias puxou papo com ela e começou uma conversa mais ou menos assim:

- Tens webcam?
- Não? Por quê? - estranhou minha amiga.
- Eu me lembrei de nós aquela vez...
- Ah é? E aí?
- E me deu o maior tesão!
A minha amiga ficou furiosa e respondeu ao moço que havia escrito como nick "descendo as ladeiras prateadas de Coimbra".
- Meu querido, você deveria ter aproveitado deste corpinho quando estava aqui e agora se não importa, estou bem ocupada!
E o português ainda insistiu:
- Então quer dizer que eu vou ter tomar um banho frio ou...
Ela boa taurina, assim como eu, não deixou por menos!
- Vá tocar punheta além mar e vê se não me amole, seu português chato!

Essa foi muito boa! E bloqueou o moço, para nunca mais correr o risco de ser importunada.
Citando minha querida amiga: "Tem gente que fica encolhendo a mixaria e depois vem querer fazer sexo pela webcam, ah dá um tempo!"

segunda-feira, 9 de março de 2009

Feliz Dia Internacional da Mulher

Gente, eu estou encantada! Estava eu dormindo ontem no dia internacional da mulher, quando fui surpreendida pelo toque insistente do interfone. Eu nem me dei ao luxo de atender! A minha irmã caçula, coitada é que teve que fazer o trabalho duro. Eu estava sonhando que eu tinha um casamento para ir e não tinha roupa para colocar... estava tão agoniada!
Com os olhos semi-cerrados, eu enxergo a minha irmã caçula adentrar o quarto com um arranjo de flores, cantando "parabéns pra você". Eu perguntei, meio sonolenta para quem era, pensando que ela estava de brincadeira comigo, já que no dia anterior a minha outra irmã fazia anos. Ela respondeu que era para mim.
Eu pulei da cama. Quase não acreditei quando li o cartão que dizia:
"Feliz dia internacional da mulher. F."
Não cabia dentro de mim de tanta felicidade! F., lá de longe, do Rio de Janeiro, fez aquela gentileza para mim...
Mandei uma mensagem agradecendo e logo F. me ligou dizendo, com aquele sotaque característico dele, que naquele momento, eu era a mulher mais importante na vida dele e que ele queria estar o mais breve comigo.
Tem jeito melhor de sentir amada?
Feliz dia internacional da mulher para todas nós!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Canção pra Declarar Minha Saudade

Tenho saudade da brisa do mar
Do beijo salgado,
Do beijo molhado,
No Pão de Açucar,
Em Copacabana
Ou no Mirante do Leblon

Tenho saudade da areia da praia,
De São Cristovão,
De Bonsucesso,
Do teu sotaque chiado,
Me pedindo um abraço

Tenho saudade do Morro da Urca,
Do Cristo Redentor,
Da Beija-Flor na avenida
E do Calçadão

Rio de Janeiro do meu coração...

Esta canção é pra declarar minha saudade,
Para quando você me ouvir cantar você saiba que esta dor,
Que você deixou no meu peito,
Está difícil de curar

Meu choro é em forma desta canção que você vai ouvir
E vai
Lembrar de mim

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A Arte da Guerra

Sun Tzu foi um filósofo e general chinês que viveu aproximadamente no ano de 500 a.C. e que no comando do exército da China, acumulou inúmeras vitórias, derrotando exércitos inimigos e capturando seus comandantes. Foi um profundo conhecedor das manobras militares e escreveu A Arte da Guerra, ensinando estratégias de combate e táticas de guerra.
Separei alguns pensamentos de Sun Tzu em A Arte da Guerra, que julguei interessantes. Eis que são:

"Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo, lutará cem batalhas sem perigo de derrota;
Para aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou para a derrota serão iguais;
Aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio, será derrotado em todas as batalhas."

"Se o inimigo:
· for orgulhoso, provoque-o;
· for humilde, encoraje sua arrogância;
· estiver descansado, desgaste-o;
· estiver unido, estimule a cizânia entre suas tropas."

"Se você descobrir o ponto fraco do oponente, você tem que afetá-lo com rapidez. Capture, inicialmente, aquilo que for muito valioso para o inimigo. Não deixe que seja revelado a hora do seu ataque.
Seja sábio para perceber que para obter a vitória, seus planos devem modificar-se de acordo com as situações do inimigo."

"Existem cinco fatores que permitem que se preveja qual dos oponentes sairá vencedor:
- aquele que sabe quando deve ou quando não deve lutar;
- aquele que sabe como adotar a arte militar apropriada de acordo com a superioridade ou inferioridade de suas forças frente ao inimigo;
- aquele que sabe como manter seus superiores e subordinados unidos de acordo com suas propostas;
- aquele que está bem preparado e enfrenta um inimigo desprevenido;
- aquele que é um general sábio e capaz, cujo soberano não interfere."

"Quando não há nenhuma chance de vitória, assuma uma posição defensiva; quando há uma chance de vitória, lance um ataque.
Se as condições favoráveis são insuficientes, você deverá se defender; se as condições favoráveis são abundantes, você deverá fazer um ataque. "

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

As mentiras que as mulheres contam

Os homens se acham muito espertos, mas as mulheres são mais! São mais perspicazes e tem uma maneira mais sutil de dizerem as coisas. Os homens não, já falam as coisas assim na cara dura!


Mas eu vou lhes contar uma coisa que talvez vocês, homens, não saibam... São as mentiras que as mulheres contam! E vocês, meu Deus, acreditam...




Aprendam comigo, então:




Quando vocês estão naquela hora boa, a mão vai passando por tudo que é lugar, e a cabeça nem pensa mais, só a cabeça de baixo, a mão vai descendo... E ela, como se tirasse o doce da boca da criança, tira a sua mão. Estraga prazeres!


-Ah, deixa... Deixa, vai? - dizem vocês.

-Não... - diz ela, mas o que ela está querendo dizer é sim, sim, sim! Yes, yes, yes!



A mão boba continua percorrendo os jardins secretos e ela diz "para, para, para..." Na verdade, ela quer dizer "por favor, não pare, continue..."



Mas se a mulher por um acaso der uma de difícil, "não toque aqui, não toque ali", "hoje não", "não costumo fazer isso"... qual é a desculpa?

Das duas uma: Ou ela não se depilou e está morrendo de vergonha de exibir a mata atlântica ou justamente está vestindo aquela lingerie mais surrada ou aquela do tempo da vovó, de cor bege!



Homens, nós mulheres também temos desejo, também gostamos de sexo, mas nós temos nossos segredos, nossos mistérios e tudo que diz respeito a isso, há de ser envolto em charme, sedução e carinho. Para chegar até nós, mulheres, vocês tem um longo caminho a desbravar. Cabe a vocês saber fazê-lo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Senhor Berlim

Foi no ano de 2000 que eu conheci esta figura de quem eu nunca mais vou esquecer. Ele passou por minha vida rapidamente, sem que tivéssemos muito tempo para nos conhecermos melhor. Mas este pouco tempo fez sim a diferença, e hoje posso lembrar dos divertidos e memoráveis momentos que passamos juntos.

Eu conheci Berlim, através de A., que era amigo de meu ex-noivo. Assim que nos conhecemos, A. e eu ficamos amigos e ele logo me apresentou seus filhos pequenos, que se tornaram grandes amigos meus. Nós fazíamos várias programações juntos, pois as crianças já tinham se afeiçoado a mim e eu as adorava. Um dia fomos visitar a casa deles e após inúmeras brincadeiras as crianças pediram que dormíssemos lá. Nós ficamos é claro, mas não sem antes sermos apresentados a um dos hóspedes da casa. Eu, à primeira vista, não pude negar que seu tamanho me intimidava, na verdade eu não queria ter um contato maior com Berlim, pois estava era morrendo de medo dele. Nossos primeiros contatos não foram muito amistosos, apesar das inúmeras tentativas das crianças e dos rapazes de me convencerem que ele era uma criatura dócil e que não seria capaz de fazer mal algum.

Mas, nada que o tempo, não ajudasse. Como éramos visitas frequente da casa, tive logo que me acostumar com suas recepções desastradas que quase me derrubavam toda a vez que eu chegava.

Foram muitos os nossos momentos, meus com Berlim, a quem carinhosamente, comecei a chamar de senhor Berlim, após certa intimidade.

Uma vez fomos passar uns dias na casa de A. enquanto ele viajava com a sua família. Eu estava com alguns sintomas de pânico e não havia nada que me fizesse dormir. Como era uma casa localizada em um lugar meio ermo, eu temia que de repente a casa fosse invadida, vai saber, ? Nunca morei em casas! Mas o meu ex-noivo me tranquilizou, dizendo que o senhor Berlim era um ótimo cão de guarda e que iria nos proteger, nada nos aconteceria. E assim acabei dormindo, graças ao senhor Berlim, porque me senti extremamente protegida sabendo que ele estava lá.

Passado um tempo sem visitarmos A., resolvemos fazer uma nova visita e para minha surpresa, sou recebida por um pastor alemão mais jovem e menos brincalhão. Apesar de ser muito parecido com Berlim, mesmo eu, que não entendo bolhufas de cães, percebi que este não era o senhor Berlim.

Foi muito triste para mim. Depois desta visita, coincidentemente ou não, nunca mais voltei lá naquela casa. E além disso tantas outras coisas aconteceram. Cada um tomou seu rumo, seguiu sua vida. Parecia que estava prevendo que nunca mais o veria, então peguei uma foto do senhor Berlim, que as crianças me deram e guardo-a até hoje como recordação.

O senhor Berlim foi a minha primeira aproximação com cães, com ele aprendi a não ter mais medo de cachorros.

Em tempos de "Marley e eu" dá uma pequena tristeza e uma saudade enorme lembrar de cães que como Berlim, fizeram parte do meu seleto grupo de amigos caninos. E que nem o tempo ou as circunstâncias, me farão esquecê-los.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Mulheres... Complicadas?

Afinal de contas...quem é complicada?

Se a gente se insinua , é uma mulher atirada
Se a gente fica na nossa, tá dando uma de difícil
Se a gente aceita transar no inicio do relacionamento, é uma mulher fácil
Se a gente não quer ainda, tá fazendo doce.
Se a gente põe limitações no namoro, é autoritária.
Se concorda com o que ele diz , é uma tonta , sem opinião
Se a mulher batalha por estudos e profissões, é uma ambiciosa
Se não tá nem ai pra isso, é dondoca
Se a gente adora conversar sobre política ou economia, é feminista
Se não se liga nesses assuntos é alienada
Se a mulher corre pra matar uma barata, não é feminina;
Se corre de uma barata, é uma medrosa.
Se a gente aceita tudo na cama é vagabunda
Se não aceita : é fresca
Se a mulher ganhar menos que o homem, tá querendo ser sustentada...
Se ganhar mais, tá querendo humilhá-lo
Se a gente adora roupas e cosméticos, é narcisista .
Se não gosta é sapatão , ou no mínimo desleixada...
Se sai mais cedo do trabalho, é folgada...
Se sai mais tarde, tá dando pro chefe!
Se faz hora- extra é gananciosa.
Se gosta de TV, é fútil;
Se gosta de livros, tá dando uma de intelectual.
Se a mulher quer ter cinco filhos ,é uma louca inconsequente
Mas se só quer ter um, é uma egoísta que não tem senso maternal.
Se a gente se aborrecer com certas atitudes dele, é uma mulher dominadora.
Se aceitar tudo que ele faz , é submissa
Se a gente gosta de Rock, é uma doida chapada!
Se gosta de música romântica, é brega;
Se gosta de música eletrônica é porra louca
Se a mulher usa uma mini-saia, é vulgar.
Se a saia for comprida, deve ser “crente”
Se a gente está branca, dizem prá gente pegar uma corzinha
Se tá bem bronzeada , eles dizem que preferem as mais clarinhas...
Se a gente faz uma cena de ciúme, certamente é neurótica
Mas se não faz , não sabe defender seu amor!
Se a gente fala mais alto que ele, é uma descontrolada;
Se a gente fala mais baixo, é subserviente.

PÔ!
E depois ainda dizem que mulher é que é complicada...

Give me a break!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Tolerância Zero

Queridos leitores, como eu não estava muito inspirada e sim muito irritada e sem paciência para fazer qualquer coisa, hoje resolvi lhes passar este pequeno guia, que eu recebi por e-mail, de como tirar as pessoas do sério com perguntas inúteis, estressantes e totalmente sem noção. Aí embaixo vão algumas delas. Confira:
1. Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na sua cama, com a luz apagada e te perguntam:- Você tá dormindo? - Não, treinando pra morrer!
2. Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta:- Tá com defeito? - Não é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.
3. Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam:- Vai sair nessa chuva? - Não, vou sair na próxima.
4. Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:- Acordou? - Não. Sou sonâmbulo!
5. Seu amigo liga para sua casa e pergunta:- Onde você está?- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!
6. Você acaba de tomar banho e alguém pergunta:- Você tomou banho?
- Não, mergulhei no vaso sanitário!
7. Você tá na frente do elevador da garagem do seu prédio e chega um que pergunta:- Vai subir? - Não, não, esperando meu apartamento descer pra me pegar.
8. O homem chega à casa da namorada com um enorme buquê de flores. Até que ela diz:- Flores? - Não! Cenouras.
9. Um homem passa na rua encontra um senhor caído no chão e pergunta:- O Senhor bebeu? - Não, comi com farinha!
10. Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar:- Em dinheiro?? - Não, me dá em clips e borrachas!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

50 manners

Queridos leitores, agora vou aqui abrir o jogo com vocês. Descobri que vocês tem pelo menos 50 maneiras.
É com vocês mesmo que eu estou falando. Ei, vocês mesmos! Homens, não se façam de desentendidos! Meu assunto é com vocês! São pelo menos 50 maneiras de levar uma mulher para cama!
E eu, leitores, vou lhes dizer algumas.
Quantas vezes vocês já não descolaram suas gatinhas, cataram-a no fim das festas e as convenceram para conhecer seus apês? Ou melhor, me digam quantas vezes vocês não deram uma rápida olhada na agenda dos seus celulares e fizeram um rápido processo de seleção - esta sim, me deu mole, esta não já comi, esta quem sabe está descornada, vou lá consolá-la. Aí resolvem desenterrar aquela fulana que lhes deu o telefone e vocês nunca mais ligaram, porque acharam que ela estava apressando as coisas de mais. Pois é esta mesmo!
Ou trouxas, resolvem deixar uma mensagem no orkut, depois de mil anos sem contato... Ah ela vai me ligar sim, é hoje! Coitados...
Mas tem aqueles mais espertos, ou se acham espertos, vai saber, hein? Os que convidam as meninas pra jantar, tomar uma cervejinha, levam no cinema, vão cozinhando assim pacientemente, até que um dia como se não quisessem nada convidam pra ver um filme... na casa deles!
Tem aqueles bem cara de pau mesmo, que não estão nem aí em presevar imagem e também não estão muito preocupados com o que as suas "presas" estão pensando, já vão convidando assim na cara dura:
-Vou estar sozinho esta noite, não queres vir pra cá?
Meu Deus do céu! Caras, com quem vocês acham que estão lidando!? Nós somos mulheres, seres humanos, a quem diga o contrário, mas somos conhecidas como o sexo frágil. Nós queremos fazer a diferença, queremos ser cuidadas, paparicadas e ter tudo aquilo que merecemos ter.
Desejo!? Sim, nós também temos, aliás todo mundo tem... Mas cá entre nós, meus amigos, não somos profissionais do sexo. Sexo é bom sim, mas não é começo de nenhum relacionamento, e na maioria das vezes pode ser o fim. Se querem sexo fácil e sem envolvimento vão procurar uma garota de programa. Eu garanto que elas terão para oferecer aquilo o que vocês procuram. Sem problemas nenhum! Não, não era isso? Então vão pra o banheiro, vão lá e façam isto mesmo que vocês estão pensando. Ajuda a aliviar a tensão.
Ainda não meu caro, sinto muito, que tal uma chuveirada fria?
Qual o nosso problema? Nós queremos romance sim, é pedir demais? Queremos alguém que nos dê brilho nos olhos, que nos faça sonhar e isso não é demais, não. Querer de mais é pedir que vocês, homens incorrigíveis, mudem e nos tratem como as princesas que achamos ser.
Isto sim é pedir demais...!
50 manners...está na hora de revê-las!
Hellooo, acorda Alice!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Fantasias do negão

Gente, por favor, não me interpretem mal, é que eu, apreciadora de uma boa piada, não podia deixar de compartilhar esta com vocês...

O negão chega para a esposa e fala:
- Mulé, faça uma fantasia para mim, que sexta tem o baile à fantasia do trabalho e eu quero abafar.
No dia seguinte chega do trabalho e em cima da sua cama tem uma fantasia do super-homem, com capa e tudo o mais, que sua esposa fez na sua medida.
E ele reclama:
- Como é que eu vou de super-homem? Você está louca? Eu sou negro! Você já viu super-homem preto, sua idiota? Trate de fazer outra fantasia para eu provar amanhã.
No dia seguinte ele chega e tem uma fantasia do batman, que sua esposa fez com a maior dificuldade, mas no capricho. E ele mais uma vez:
- O mulé, você deve estar louca, por um acaso já viu batman preto?Esqueceu que eu sou preto? Assim vou ser motivo de gozação, porra!!! Trate de fazer outra fantasia, pois a festa é amanhã e como já disse eu quero ter a melhor fantasia!
Quando chega em casa, depois do trabalho, vê em cima da cama 3 botões brancos bem grandes, um cinto branco e um pedaço de pau. Não entendendo nada, pergunta para sua mulher:
- Que fantasia é esta?
E ela responde:
- São 3 opções: você pode colar os botões no peito e ir de dominó; pode colocar o cinto branco e ir de biscoito negresco; se não gostar de nenhuma das duas, enfie o pedaço de pau no cu e vá de chicabon!!!!

Desculpem se acharam de mal gosto, E por favor não me levem a mal. Mas é que hoje não consegui pensar em nada melhor.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Depilação feminina

Nem tanto o céu nem tanto a terra. Alguém já parou para analisar tudo que a mulher sofre para ficar mais bonita? E bonita para quem para os homens ou para outras mulheres? Sim, por que cá entre nós, ? Se a coisa for sutil, eles muitas vezes nem notam. Notam bastante o ridículo, o esdrúxulo, mas para notar mesmo às vezes eles tem que serem confrontados. Mulher bonita sim, eles reparam, mulher feia também.
-Querido, você não notou nada em mim?
-Engordaste? Estás com a cara meio redonda?
-Cortei o cabelo...
Ou se não esta aqui:
-Meu bem bem que você poderia dar uma aparadinha, hein? Para ficar que nem as mulheres da Playboy...
Com filhos, casa pra cuidar, comumente as mulheres esquecem de ter vaidades, cuidados pessoais, como depilação e tal.
-Mas eu nem vou na piscina, por que teria que me depilar?
-A Cláudia Ohana também não se depila...
Homem repara sim, aquilo que ele quer, o que lhe interessa. E sabe ser cruel.
-É mesmo, a Cláudia Ohana tá diferente desde a primeira Playboy. Mas continua "pentelhuda" ainda!
Benza Deus! Será que vale tanto sacrifício para ficar bonita? Ou melhor dizendo, aceitavelmente atraentes para nossos homens.
É pensando no universo feminino, que eu comecei a divagar sobre a depilação.
As dores são suportáveis, mas há quem amarele naquela bendita hora em que estamos de pernas abertas, numa posição um tanto quanto constrangedora. Quem nunca passou por isto e prometeu para si mesma, nunca mais voltar na depiladora? Parecem que estão arrancando até a nossa alma ao puxarem nossos pelinhos pubianos!
Dói e não é nada divertido.
Em muitas muitas culturas, a depilação feminina faz parte até de rituais. Como exemplo temos as mulheres da Arábia Saudita, que antes de se casarem, ao serem preparadas, arrumadas e enfeitadas para o grande dia, tem todos seus pêlos do corpo depilados. Isto com a presença das mulheres mais velhas de sua família.
Divertido mesmo foi o texto que eu recebi por e-mail que me fez pensar e analisar os prós e os contras da depilação.
O que vale de tudo isso é a tua satisfação pessoal. Se vai te fazer bem faça por ti mesma e não para os outros. Afinal de contas, iriam os homens submeterem-se à rituais dolorosos, como os da depilação?
Até agora ninguém me provou o contrário.

Agora fique com este texto um tanto quanto divertido e inteligente.

“Tenta sim. Vai ficar lindo” Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.- Oi, queria marcar depilação com a Penélope. - Vai depilar o quê? - Virilha. - Normal ou cavada? Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito. - Cavada mesmo. - Amanhã, às… Deixa eu ver…13h? - Ok. Marcado. Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor.
De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.- Querida, pode deitar. Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura.
Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão.Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte. - Quer bem cavada? - .é… é, isso. Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda. - Ah, sim, claro. Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça). - Pode abrir as pernas. - Assim? - Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado. - Arreganhada, ? Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.Foi rápido e fatal.
Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar.Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.- Tudo ótimo. E você? Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou.
A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer.Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas. - Quer que tire dos lábios? - Não, eu quero só virilha, bigode não. - Não, querida, os lábios dela aqui ó. Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo. - Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor. Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail. - Olha, tá ficando linda essa depilação. - Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto. Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta” . Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá? - Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir. - Vamos ficar de lado agora? - Hein? - Deitar de lado pra fazer a parte cavada. Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens. - Segura sua bunda aqui? - Hein? - Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda. Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo.
O marido perguntaria:- Tudo bem, Pê? - Sim… sonhei de novo com o cu de uma cliente. Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação.Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo.Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto. - Vira agora do outro lado. Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina. - Penélope, empresta um chumaço de algodão? Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente. - Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha. - Máquina de quê?! - Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol. - Dói? - Dói nada. - Tá, passa essa merda… - Baixa a calcinha, por favor. Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho?
Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.- Prontinha. Posso passar um talco? - Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha. - Tá linda! Pode namorar muito agora. Namorar…namorar. .. eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais.Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio www.preserveasbucetaspeludas.com.br.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Ne me quitte pas

Se eu pudesse fazer uma minissérie sobre uma vida, ela seria assim:
A história de uma mulher intensa, autêntica e cheia de histórias tristes para contar. Alguém que conseguiu de certa forma, driblar uma vida condenada ao tédio de não ser ninguém. De ninguém passou a mito. Contaria a trajetória de uma mulher que para chegar até onde chegou, sofreu como poucos, riu como muitos e violentou-se como só ela soube. Só ela mesma, vivenciou.
Seria a história de uma menina que na infância descobriu do jeito mais abrupto, o que é bonito ou feio. De uma criança que cedo conheceu a morte de perto e daí por toda sua vida passou a temê-la. Esta criança perdeu amigos, parente e amores do qual ela nunca mais conseguiu esquecer e a lembrança destes teimam em acompanhá-la até seus dias finais.
Esta é a história de uma mulher carente. Com uma vida repleta de amores mal sucedidos e mal resolvidos. O seu maior erro foi o excesso. Excesso de amor, de ciúmes, de carinho e de brigas. Faltou a esta mulher boas doses de amor próprio, que ela tentou suprir através da comida, da bebida e das drogas.
A carência latente da personagem principal provém de um lar não muito dotado de amor e carinho. Onde lhe foram plantadas sementes de baixa auto-estima, que ela resistiu em carregá-las com ela.
Esta mulher, apesar de sua insegurança, conseguiu como poucos juntar forças e suceder em muitos aspectos de sua vida. Mas não conseguiu o que ela há muito almejava, um amor tranquilo, um amor que a acalentasse e que dela cuidasse, como pouquíssimos em sua vida o fizeram.
Minha minissérie teria como trilha sonora muitas músicas “dor de cotovelo”. Estas músicas seriam uma excelente trilha sonora para embalar a desventurada vida de alguém que lutou tanto para conseguir tudo o que a duras penas conquistou.
A única coisa do qual morreu se queixando, foi a falta de um grande amor.
Suas últimas palavras foram em vão, ouvidas e tão pouco atendidas: Ne me quitte pas.

Ne Me Quitte Pas - Não me Deixes (Tradução).
(Jacques Brel).
Não me deixes,
Não me deixes,
É preciso esquecer,
Tudo se pode esquecer
Que já para trás ficou.
Esquecer o tempo dos mal-entendidos
E o tempo perdido a querer saber como
Esquecer essas horas,
Que de tantos porquês,
Por vezes matavam a última felicidade.
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.
Te oferecerei
Pérolas de chuva
Vindas de países
Onde nunca chove;
Escavarei a terra
Até depois da morte,
Para cobrir teu corpo
Com ouro, com luzes.
Criarei um país
Onde o amor será rei,
Onde o amor será lei
E você a rainha.
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.
Te Inventarei
Palavras absurdas
Que você compreenderá;
Te falarei
Daqueles amantes
Que viram de novo
Seus corações ateados;
Te contarei
A história daquele rei,
Que morreu por não ter
Podido te conhecer.
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.
Quantas vezes não se reacendeu o fogo
Do antigo vulcão
Que julgávamos velho?
Até há quem fale
De terras queimadas
A produzir mais trigo;
Que a melhor primavera
É quando a tarde cai,
Vê como o vermelho e o negro
Se casam
Para que o céu se inflame.
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.
Não vou chorar mais,
Não vou falar mais,
Escondo-me aqui
Para te ver
Dançar e sorrir,
Para te ouvir
Cantar e rir.
Deixa-me ser a sombra da tua sombra,
A sombra da tua mão,
A sombra do teu cão.
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Sessenta e nove

Manifesto aqui me desapreço pela famosa posição sexual no qual os casais tentam, eu disse tentam, mutuamente darem-se prazer.
O famoso meia nove ou sessenta e nove, como preferires chamá-lo é uma posição um tanto desventurosa. Além da visão não ser lá muito privilegiada, imaginem a cena, não se pode, na minha opinião, dedicar-se a duas coisas ao mesmo tempo.
Já ouvi várias histórias de amigos, fictícios, é obvio. Piadas então nem se fala! Todas elas, tanto as histórias quanto as piadas, são categóricas em relatar que o meia nove não é bom nem para quem recebe, nem pra quem oferece. É uma posição, no meu ponto de vista, extremamente egoísta. Por que as coisas tem que acontecer ao mesmo tempo? Por que não desfrutar primeiro de um prazer, para depois se dedicar a outro.
Acho o meia nove uma posição um tanto humilhante. Quem foi que disse que é bom ficar olhando a bunda do teu parceiro? Analisando os cabelinhos pubianos, sentindo o dor característico daquele lugar? É, leitores, desculpem a franqueza. Talvez eu os tenha chocado, mas é a mais pura verdade.
O Kama Sutra que me perdoe, mas conheço muita gente que é unânime em dizer que prefere muito mais o tradicional papai-mamãe. É muito mais higiênico e romântico. Pode-se beijar o parceiro e olhar seu rosto. Mil vez o papai-mamãe!

E para terminar com bom humor, deixo vocês com uma piada de humor um tanto escatológico, quase beirando Paolo Pasolini.

69 de Pobre
O casal de favelados estava lá no barraco, transando, na maior empolgação, fazendo um "cheiroso" 69, quando ela diz:
- Subiu a gasolina, né, Uésli ?
- Pô, Craldinéia ! Num enche o saco, nega ! “Tamo” aqui “fudendu” numa boa e tu vem falar de gasolina!!! Quem te contou isso?
- Ninguém! Eu tô lendo num pedaço de jornal que ficou grudado aqui no
teu cu!
Por esta vocês não esperavam não é mesmo? Perdoem-me os termos chulos e a linguagem de baixo calão, mas tenho certeza que vocês riram tanto quanto eu!