quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

As mentiras que as mulheres contam

Os homens se acham muito espertos, mas as mulheres são mais! São mais perspicazes e tem uma maneira mais sutil de dizerem as coisas. Os homens não, já falam as coisas assim na cara dura!


Mas eu vou lhes contar uma coisa que talvez vocês, homens, não saibam... São as mentiras que as mulheres contam! E vocês, meu Deus, acreditam...




Aprendam comigo, então:




Quando vocês estão naquela hora boa, a mão vai passando por tudo que é lugar, e a cabeça nem pensa mais, só a cabeça de baixo, a mão vai descendo... E ela, como se tirasse o doce da boca da criança, tira a sua mão. Estraga prazeres!


-Ah, deixa... Deixa, vai? - dizem vocês.

-Não... - diz ela, mas o que ela está querendo dizer é sim, sim, sim! Yes, yes, yes!



A mão boba continua percorrendo os jardins secretos e ela diz "para, para, para..." Na verdade, ela quer dizer "por favor, não pare, continue..."



Mas se a mulher por um acaso der uma de difícil, "não toque aqui, não toque ali", "hoje não", "não costumo fazer isso"... qual é a desculpa?

Das duas uma: Ou ela não se depilou e está morrendo de vergonha de exibir a mata atlântica ou justamente está vestindo aquela lingerie mais surrada ou aquela do tempo da vovó, de cor bege!



Homens, nós mulheres também temos desejo, também gostamos de sexo, mas nós temos nossos segredos, nossos mistérios e tudo que diz respeito a isso, há de ser envolto em charme, sedução e carinho. Para chegar até nós, mulheres, vocês tem um longo caminho a desbravar. Cabe a vocês saber fazê-lo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Senhor Berlim

Foi no ano de 2000 que eu conheci esta figura de quem eu nunca mais vou esquecer. Ele passou por minha vida rapidamente, sem que tivéssemos muito tempo para nos conhecermos melhor. Mas este pouco tempo fez sim a diferença, e hoje posso lembrar dos divertidos e memoráveis momentos que passamos juntos.

Eu conheci Berlim, através de A., que era amigo de meu ex-noivo. Assim que nos conhecemos, A. e eu ficamos amigos e ele logo me apresentou seus filhos pequenos, que se tornaram grandes amigos meus. Nós fazíamos várias programações juntos, pois as crianças já tinham se afeiçoado a mim e eu as adorava. Um dia fomos visitar a casa deles e após inúmeras brincadeiras as crianças pediram que dormíssemos lá. Nós ficamos é claro, mas não sem antes sermos apresentados a um dos hóspedes da casa. Eu, à primeira vista, não pude negar que seu tamanho me intimidava, na verdade eu não queria ter um contato maior com Berlim, pois estava era morrendo de medo dele. Nossos primeiros contatos não foram muito amistosos, apesar das inúmeras tentativas das crianças e dos rapazes de me convencerem que ele era uma criatura dócil e que não seria capaz de fazer mal algum.

Mas, nada que o tempo, não ajudasse. Como éramos visitas frequente da casa, tive logo que me acostumar com suas recepções desastradas que quase me derrubavam toda a vez que eu chegava.

Foram muitos os nossos momentos, meus com Berlim, a quem carinhosamente, comecei a chamar de senhor Berlim, após certa intimidade.

Uma vez fomos passar uns dias na casa de A. enquanto ele viajava com a sua família. Eu estava com alguns sintomas de pânico e não havia nada que me fizesse dormir. Como era uma casa localizada em um lugar meio ermo, eu temia que de repente a casa fosse invadida, vai saber, ? Nunca morei em casas! Mas o meu ex-noivo me tranquilizou, dizendo que o senhor Berlim era um ótimo cão de guarda e que iria nos proteger, nada nos aconteceria. E assim acabei dormindo, graças ao senhor Berlim, porque me senti extremamente protegida sabendo que ele estava lá.

Passado um tempo sem visitarmos A., resolvemos fazer uma nova visita e para minha surpresa, sou recebida por um pastor alemão mais jovem e menos brincalhão. Apesar de ser muito parecido com Berlim, mesmo eu, que não entendo bolhufas de cães, percebi que este não era o senhor Berlim.

Foi muito triste para mim. Depois desta visita, coincidentemente ou não, nunca mais voltei lá naquela casa. E além disso tantas outras coisas aconteceram. Cada um tomou seu rumo, seguiu sua vida. Parecia que estava prevendo que nunca mais o veria, então peguei uma foto do senhor Berlim, que as crianças me deram e guardo-a até hoje como recordação.

O senhor Berlim foi a minha primeira aproximação com cães, com ele aprendi a não ter mais medo de cachorros.

Em tempos de "Marley e eu" dá uma pequena tristeza e uma saudade enorme lembrar de cães que como Berlim, fizeram parte do meu seleto grupo de amigos caninos. E que nem o tempo ou as circunstâncias, me farão esquecê-los.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Mulheres... Complicadas?

Afinal de contas...quem é complicada?

Se a gente se insinua , é uma mulher atirada
Se a gente fica na nossa, tá dando uma de difícil
Se a gente aceita transar no inicio do relacionamento, é uma mulher fácil
Se a gente não quer ainda, tá fazendo doce.
Se a gente põe limitações no namoro, é autoritária.
Se concorda com o que ele diz , é uma tonta , sem opinião
Se a mulher batalha por estudos e profissões, é uma ambiciosa
Se não tá nem ai pra isso, é dondoca
Se a gente adora conversar sobre política ou economia, é feminista
Se não se liga nesses assuntos é alienada
Se a mulher corre pra matar uma barata, não é feminina;
Se corre de uma barata, é uma medrosa.
Se a gente aceita tudo na cama é vagabunda
Se não aceita : é fresca
Se a mulher ganhar menos que o homem, tá querendo ser sustentada...
Se ganhar mais, tá querendo humilhá-lo
Se a gente adora roupas e cosméticos, é narcisista .
Se não gosta é sapatão , ou no mínimo desleixada...
Se sai mais cedo do trabalho, é folgada...
Se sai mais tarde, tá dando pro chefe!
Se faz hora- extra é gananciosa.
Se gosta de TV, é fútil;
Se gosta de livros, tá dando uma de intelectual.
Se a mulher quer ter cinco filhos ,é uma louca inconsequente
Mas se só quer ter um, é uma egoísta que não tem senso maternal.
Se a gente se aborrecer com certas atitudes dele, é uma mulher dominadora.
Se aceitar tudo que ele faz , é submissa
Se a gente gosta de Rock, é uma doida chapada!
Se gosta de música romântica, é brega;
Se gosta de música eletrônica é porra louca
Se a mulher usa uma mini-saia, é vulgar.
Se a saia for comprida, deve ser “crente”
Se a gente está branca, dizem prá gente pegar uma corzinha
Se tá bem bronzeada , eles dizem que preferem as mais clarinhas...
Se a gente faz uma cena de ciúme, certamente é neurótica
Mas se não faz , não sabe defender seu amor!
Se a gente fala mais alto que ele, é uma descontrolada;
Se a gente fala mais baixo, é subserviente.

PÔ!
E depois ainda dizem que mulher é que é complicada...

Give me a break!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Tolerância Zero

Queridos leitores, como eu não estava muito inspirada e sim muito irritada e sem paciência para fazer qualquer coisa, hoje resolvi lhes passar este pequeno guia, que eu recebi por e-mail, de como tirar as pessoas do sério com perguntas inúteis, estressantes e totalmente sem noção. Aí embaixo vão algumas delas. Confira:
1. Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na sua cama, com a luz apagada e te perguntam:- Você tá dormindo? - Não, treinando pra morrer!
2. Quando a gente leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta:- Tá com defeito? - Não é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.
3. Quando está chovendo e percebem que você vai encarar a chuva, perguntam:- Vai sair nessa chuva? - Não, vou sair na próxima.
4. Quando você acaba de levantar, aí vem um idiota (sempre) e pergunta:- Acordou? - Não. Sou sonâmbulo!
5. Seu amigo liga para sua casa e pergunta:- Onde você está?- No Pólo Norte! Um furacão levou a minha casa pra lá!
6. Você acaba de tomar banho e alguém pergunta:- Você tomou banho?
- Não, mergulhei no vaso sanitário!
7. Você tá na frente do elevador da garagem do seu prédio e chega um que pergunta:- Vai subir? - Não, não, esperando meu apartamento descer pra me pegar.
8. O homem chega à casa da namorada com um enorme buquê de flores. Até que ela diz:- Flores? - Não! Cenouras.
9. Um homem passa na rua encontra um senhor caído no chão e pergunta:- O Senhor bebeu? - Não, comi com farinha!
10. Você chega ao banco com um cheque e pede pra trocar:- Em dinheiro?? - Não, me dá em clips e borrachas!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

50 manners

Queridos leitores, agora vou aqui abrir o jogo com vocês. Descobri que vocês tem pelo menos 50 maneiras.
É com vocês mesmo que eu estou falando. Ei, vocês mesmos! Homens, não se façam de desentendidos! Meu assunto é com vocês! São pelo menos 50 maneiras de levar uma mulher para cama!
E eu, leitores, vou lhes dizer algumas.
Quantas vezes vocês já não descolaram suas gatinhas, cataram-a no fim das festas e as convenceram para conhecer seus apês? Ou melhor, me digam quantas vezes vocês não deram uma rápida olhada na agenda dos seus celulares e fizeram um rápido processo de seleção - esta sim, me deu mole, esta não já comi, esta quem sabe está descornada, vou lá consolá-la. Aí resolvem desenterrar aquela fulana que lhes deu o telefone e vocês nunca mais ligaram, porque acharam que ela estava apressando as coisas de mais. Pois é esta mesmo!
Ou trouxas, resolvem deixar uma mensagem no orkut, depois de mil anos sem contato... Ah ela vai me ligar sim, é hoje! Coitados...
Mas tem aqueles mais espertos, ou se acham espertos, vai saber, hein? Os que convidam as meninas pra jantar, tomar uma cervejinha, levam no cinema, vão cozinhando assim pacientemente, até que um dia como se não quisessem nada convidam pra ver um filme... na casa deles!
Tem aqueles bem cara de pau mesmo, que não estão nem aí em presevar imagem e também não estão muito preocupados com o que as suas "presas" estão pensando, já vão convidando assim na cara dura:
-Vou estar sozinho esta noite, não queres vir pra cá?
Meu Deus do céu! Caras, com quem vocês acham que estão lidando!? Nós somos mulheres, seres humanos, a quem diga o contrário, mas somos conhecidas como o sexo frágil. Nós queremos fazer a diferença, queremos ser cuidadas, paparicadas e ter tudo aquilo que merecemos ter.
Desejo!? Sim, nós também temos, aliás todo mundo tem... Mas cá entre nós, meus amigos, não somos profissionais do sexo. Sexo é bom sim, mas não é começo de nenhum relacionamento, e na maioria das vezes pode ser o fim. Se querem sexo fácil e sem envolvimento vão procurar uma garota de programa. Eu garanto que elas terão para oferecer aquilo o que vocês procuram. Sem problemas nenhum! Não, não era isso? Então vão pra o banheiro, vão lá e façam isto mesmo que vocês estão pensando. Ajuda a aliviar a tensão.
Ainda não meu caro, sinto muito, que tal uma chuveirada fria?
Qual o nosso problema? Nós queremos romance sim, é pedir demais? Queremos alguém que nos dê brilho nos olhos, que nos faça sonhar e isso não é demais, não. Querer de mais é pedir que vocês, homens incorrigíveis, mudem e nos tratem como as princesas que achamos ser.
Isto sim é pedir demais...!
50 manners...está na hora de revê-las!
Hellooo, acorda Alice!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Fantasias do negão

Gente, por favor, não me interpretem mal, é que eu, apreciadora de uma boa piada, não podia deixar de compartilhar esta com vocês...

O negão chega para a esposa e fala:
- Mulé, faça uma fantasia para mim, que sexta tem o baile à fantasia do trabalho e eu quero abafar.
No dia seguinte chega do trabalho e em cima da sua cama tem uma fantasia do super-homem, com capa e tudo o mais, que sua esposa fez na sua medida.
E ele reclama:
- Como é que eu vou de super-homem? Você está louca? Eu sou negro! Você já viu super-homem preto, sua idiota? Trate de fazer outra fantasia para eu provar amanhã.
No dia seguinte ele chega e tem uma fantasia do batman, que sua esposa fez com a maior dificuldade, mas no capricho. E ele mais uma vez:
- O mulé, você deve estar louca, por um acaso já viu batman preto?Esqueceu que eu sou preto? Assim vou ser motivo de gozação, porra!!! Trate de fazer outra fantasia, pois a festa é amanhã e como já disse eu quero ter a melhor fantasia!
Quando chega em casa, depois do trabalho, vê em cima da cama 3 botões brancos bem grandes, um cinto branco e um pedaço de pau. Não entendendo nada, pergunta para sua mulher:
- Que fantasia é esta?
E ela responde:
- São 3 opções: você pode colar os botões no peito e ir de dominó; pode colocar o cinto branco e ir de biscoito negresco; se não gostar de nenhuma das duas, enfie o pedaço de pau no cu e vá de chicabon!!!!

Desculpem se acharam de mal gosto, E por favor não me levem a mal. Mas é que hoje não consegui pensar em nada melhor.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Depilação feminina

Nem tanto o céu nem tanto a terra. Alguém já parou para analisar tudo que a mulher sofre para ficar mais bonita? E bonita para quem para os homens ou para outras mulheres? Sim, por que cá entre nós, ? Se a coisa for sutil, eles muitas vezes nem notam. Notam bastante o ridículo, o esdrúxulo, mas para notar mesmo às vezes eles tem que serem confrontados. Mulher bonita sim, eles reparam, mulher feia também.
-Querido, você não notou nada em mim?
-Engordaste? Estás com a cara meio redonda?
-Cortei o cabelo...
Ou se não esta aqui:
-Meu bem bem que você poderia dar uma aparadinha, hein? Para ficar que nem as mulheres da Playboy...
Com filhos, casa pra cuidar, comumente as mulheres esquecem de ter vaidades, cuidados pessoais, como depilação e tal.
-Mas eu nem vou na piscina, por que teria que me depilar?
-A Cláudia Ohana também não se depila...
Homem repara sim, aquilo que ele quer, o que lhe interessa. E sabe ser cruel.
-É mesmo, a Cláudia Ohana tá diferente desde a primeira Playboy. Mas continua "pentelhuda" ainda!
Benza Deus! Será que vale tanto sacrifício para ficar bonita? Ou melhor dizendo, aceitavelmente atraentes para nossos homens.
É pensando no universo feminino, que eu comecei a divagar sobre a depilação.
As dores são suportáveis, mas há quem amarele naquela bendita hora em que estamos de pernas abertas, numa posição um tanto quanto constrangedora. Quem nunca passou por isto e prometeu para si mesma, nunca mais voltar na depiladora? Parecem que estão arrancando até a nossa alma ao puxarem nossos pelinhos pubianos!
Dói e não é nada divertido.
Em muitas muitas culturas, a depilação feminina faz parte até de rituais. Como exemplo temos as mulheres da Arábia Saudita, que antes de se casarem, ao serem preparadas, arrumadas e enfeitadas para o grande dia, tem todos seus pêlos do corpo depilados. Isto com a presença das mulheres mais velhas de sua família.
Divertido mesmo foi o texto que eu recebi por e-mail que me fez pensar e analisar os prós e os contras da depilação.
O que vale de tudo isso é a tua satisfação pessoal. Se vai te fazer bem faça por ti mesma e não para os outros. Afinal de contas, iriam os homens submeterem-se à rituais dolorosos, como os da depilação?
Até agora ninguém me provou o contrário.

Agora fique com este texto um tanto quanto divertido e inteligente.

“Tenta sim. Vai ficar lindo” Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.- Oi, queria marcar depilação com a Penélope. - Vai depilar o quê? - Virilha. - Normal ou cavada? Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito. - Cavada mesmo. - Amanhã, às… Deixa eu ver…13h? - Ok. Marcado. Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor.
De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.- Querida, pode deitar. Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura.
Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão.Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte. - Quer bem cavada? - .é… é, isso. Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda. - Ah, sim, claro. Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça). - Pode abrir as pernas. - Assim? - Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado. - Arreganhada, ? Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.Foi rápido e fatal.
Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar.Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.- Tudo ótimo. E você? Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou.
A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer.Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas. - Quer que tire dos lábios? - Não, eu quero só virilha, bigode não. - Não, querida, os lábios dela aqui ó. Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo. - Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor. Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail. - Olha, tá ficando linda essa depilação. - Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto. Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta” . Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá? - Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir. - Vamos ficar de lado agora? - Hein? - Deitar de lado pra fazer a parte cavada. Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens. - Segura sua bunda aqui? - Hein? - Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda. Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo.
O marido perguntaria:- Tudo bem, Pê? - Sim… sonhei de novo com o cu de uma cliente. Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação.Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo.Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto. - Vira agora do outro lado. Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina. - Penélope, empresta um chumaço de algodão? Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente. - Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha. - Máquina de quê?! - Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol. - Dói? - Dói nada. - Tá, passa essa merda… - Baixa a calcinha, por favor. Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho?
Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.- Prontinha. Posso passar um talco? - Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha. - Tá linda! Pode namorar muito agora. Namorar…namorar. .. eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais.Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio www.preserveasbucetaspeludas.com.br.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Ne me quitte pas

Se eu pudesse fazer uma minissérie sobre uma vida, ela seria assim:
A história de uma mulher intensa, autêntica e cheia de histórias tristes para contar. Alguém que conseguiu de certa forma, driblar uma vida condenada ao tédio de não ser ninguém. De ninguém passou a mito. Contaria a trajetória de uma mulher que para chegar até onde chegou, sofreu como poucos, riu como muitos e violentou-se como só ela soube. Só ela mesma, vivenciou.
Seria a história de uma menina que na infância descobriu do jeito mais abrupto, o que é bonito ou feio. De uma criança que cedo conheceu a morte de perto e daí por toda sua vida passou a temê-la. Esta criança perdeu amigos, parente e amores do qual ela nunca mais conseguiu esquecer e a lembrança destes teimam em acompanhá-la até seus dias finais.
Esta é a história de uma mulher carente. Com uma vida repleta de amores mal sucedidos e mal resolvidos. O seu maior erro foi o excesso. Excesso de amor, de ciúmes, de carinho e de brigas. Faltou a esta mulher boas doses de amor próprio, que ela tentou suprir através da comida, da bebida e das drogas.
A carência latente da personagem principal provém de um lar não muito dotado de amor e carinho. Onde lhe foram plantadas sementes de baixa auto-estima, que ela resistiu em carregá-las com ela.
Esta mulher, apesar de sua insegurança, conseguiu como poucos juntar forças e suceder em muitos aspectos de sua vida. Mas não conseguiu o que ela há muito almejava, um amor tranquilo, um amor que a acalentasse e que dela cuidasse, como pouquíssimos em sua vida o fizeram.
Minha minissérie teria como trilha sonora muitas músicas “dor de cotovelo”. Estas músicas seriam uma excelente trilha sonora para embalar a desventurada vida de alguém que lutou tanto para conseguir tudo o que a duras penas conquistou.
A única coisa do qual morreu se queixando, foi a falta de um grande amor.
Suas últimas palavras foram em vão, ouvidas e tão pouco atendidas: Ne me quitte pas.

Ne Me Quitte Pas - Não me Deixes (Tradução).
(Jacques Brel).
Não me deixes,
Não me deixes,
É preciso esquecer,
Tudo se pode esquecer
Que já para trás ficou.
Esquecer o tempo dos mal-entendidos
E o tempo perdido a querer saber como
Esquecer essas horas,
Que de tantos porquês,
Por vezes matavam a última felicidade.
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.
Te oferecerei
Pérolas de chuva
Vindas de países
Onde nunca chove;
Escavarei a terra
Até depois da morte,
Para cobrir teu corpo
Com ouro, com luzes.
Criarei um país
Onde o amor será rei,
Onde o amor será lei
E você a rainha.
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.
Te Inventarei
Palavras absurdas
Que você compreenderá;
Te falarei
Daqueles amantes
Que viram de novo
Seus corações ateados;
Te contarei
A história daquele rei,
Que morreu por não ter
Podido te conhecer.
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.
Quantas vezes não se reacendeu o fogo
Do antigo vulcão
Que julgávamos velho?
Até há quem fale
De terras queimadas
A produzir mais trigo;
Que a melhor primavera
É quando a tarde cai,
Vê como o vermelho e o negro
Se casam
Para que o céu se inflame.
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.
Não vou chorar mais,
Não vou falar mais,
Escondo-me aqui
Para te ver
Dançar e sorrir,
Para te ouvir
Cantar e rir.
Deixa-me ser a sombra da tua sombra,
A sombra da tua mão,
A sombra do teu cão.
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Sessenta e nove

Manifesto aqui me desapreço pela famosa posição sexual no qual os casais tentam, eu disse tentam, mutuamente darem-se prazer.
O famoso meia nove ou sessenta e nove, como preferires chamá-lo é uma posição um tanto desventurosa. Além da visão não ser lá muito privilegiada, imaginem a cena, não se pode, na minha opinião, dedicar-se a duas coisas ao mesmo tempo.
Já ouvi várias histórias de amigos, fictícios, é obvio. Piadas então nem se fala! Todas elas, tanto as histórias quanto as piadas, são categóricas em relatar que o meia nove não é bom nem para quem recebe, nem pra quem oferece. É uma posição, no meu ponto de vista, extremamente egoísta. Por que as coisas tem que acontecer ao mesmo tempo? Por que não desfrutar primeiro de um prazer, para depois se dedicar a outro.
Acho o meia nove uma posição um tanto humilhante. Quem foi que disse que é bom ficar olhando a bunda do teu parceiro? Analisando os cabelinhos pubianos, sentindo o dor característico daquele lugar? É, leitores, desculpem a franqueza. Talvez eu os tenha chocado, mas é a mais pura verdade.
O Kama Sutra que me perdoe, mas conheço muita gente que é unânime em dizer que prefere muito mais o tradicional papai-mamãe. É muito mais higiênico e romântico. Pode-se beijar o parceiro e olhar seu rosto. Mil vez o papai-mamãe!

E para terminar com bom humor, deixo vocês com uma piada de humor um tanto escatológico, quase beirando Paolo Pasolini.

69 de Pobre
O casal de favelados estava lá no barraco, transando, na maior empolgação, fazendo um "cheiroso" 69, quando ela diz:
- Subiu a gasolina, né, Uésli ?
- Pô, Craldinéia ! Num enche o saco, nega ! “Tamo” aqui “fudendu” numa boa e tu vem falar de gasolina!!! Quem te contou isso?
- Ninguém! Eu tô lendo num pedaço de jornal que ficou grudado aqui no
teu cu!
Por esta vocês não esperavam não é mesmo? Perdoem-me os termos chulos e a linguagem de baixo calão, mas tenho certeza que vocês riram tanto quanto eu!