quinta-feira, 16 de abril de 2009

Era uma vez na Arabia

Era uma vez uma princesa árabe que havia sido prometida para um rico empresário de Dubai. Ela era muito jovem e cheia de planos, mas nenhum de seus planos envolviam seu futuro marido, pois seu casamento teria sido arranjado pelos seus pais, que queriam vê-la casada e tirar de sua cabeça suas idéias de estudar e morar no exterior.
Diferente de suas irmãs, a princesa tinha uma personalidade muito forte e não poderia conceber estas idéias tão ultrapassadas de seus pais. Ela não podiam mais suportar fazer seus passeios acompanhada do irmão, do motorista, ou das criadas, como aceitavam passivamente suas irmãs. Já as suas irmãs casadas eram submissas aos maridos, o que lhe causava grande revolta. Não poderia deixar de pensar que com seu futuro marido seria diferente.
Pois bem, mas de nada adiantou a sua rebeldia e data do casamento já estava marcada e a princesa estava apavorada! O que poderia fazer? Não conseguiria se imaginar beijando um estranho, o que dirá dividindo a cama e sua intimidade com ele! Isto lhe causa um tremendo pavor! Estava perdida.
Pobre princesa. Queria fugir, mas sabia que seria encontrada. Queria ser salva, mas ninguém poderia o fazer.
Nem ela sabe o fim desta história. Ninguém sabe.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Listerine

Outro dia fui ao supermercado com a minha sobrinha Carol e vivemos uma cena cômica graças a mim. O que não é cômico contado por mim?

A história começou mais ou menos assim: Um dia me senti amolada, com um desconforto gástrico, o que me causou náuseas. Quando chegamos ao super, não aguentando meu mal estar, resolvi deixar a Carol fazendo as compras e passei numa farmácia dentro do supermercado mesmo. Lá esperei por uma fila gigantesca até ser finalmente atendida. Até então meu estado estava sob controle. Pedi um "sal de Andrews" e um tubinho de amargol e engoli. Segundos mais tarde estava prestes a "devolvê-lo".
Encontrei a Carol cumprimentando um amigo do namorado dela e eu lá, fazendo caras e bocas. Logo que deixamos o rapaz, passamos por uma promotora de vendas que estava fazendo um anúncio do Listerine e o que me chamou a atenção foi uma imitação de uma grande pia, toda estilizada. Eu perguntei pra minha sobrinha: "- Vamos lá provar?" Mas é claro que na minha cabecinha cheia de bobagem, eu já me vi na pia vomitando com promotora apavorada "mas o que é isso!" e as pessoas no super, todas olhando "ai, mas que nojo!"
Mas para a minha surpresa a minha sobrinha topou e a gente só bagunçou! O show graças a Deus, não se concretizou, ficou só na imaginação. Brincamos com a promotora.
- O que precisamos fazer pra ganhar esta necessaire?
- É só comprar o Listerine menta fresca.
- Ai, mas a gente quer provar. - falamos já soltando uma gaitada.
- Ah, não. Vocês não querem provar. Provar não. - a promotrora já estava entrando na brincadeira.
- Ah, mas a gente quer provar sim.
- Então eu vou um copinho pra vocês cuspirem, porque não pode cuspir na pia. Tem que bochechar por 3o segundos.
- Mas a gente quer cuspir nesta pia.
E a gente ameaçava cuspir na pia. E ria que se matava, todo mundo nos olhando, até a promotora rindo "gurias, na pia não, por favor." Parecia uma cena de filme humor pastelão, tipo Jackass. E pra finalizar com chave de ouro a gente cuspiu no copinho e ainda brindou.
Para prêmio de consolação da pobre da promotora, a gente ficou escolhendo as necessaires que só tinham no mostruário. Mas ela pelo menos não parava de rir da gente.

Olha, eu e as minhas histórias... uma mais inusitada que a outra.

Eu Odeio Muito Tudo Isso

Este é o meu lado meio Woody Allen. Meu lado cheio de manias, meu lado cheio de não me toques, não diga isso, não faça isso, não faço aquilo, não use esse tom de voz, assim eu não gosto, deste jeito eu não quero. Eu tenho lado totalmente neurótico. E não tenho vergonha nenhuma de assumir este meu lado, assim como não me canso de enaltecer minhas qualidades.

Outro dia estava fazendo um lanche no Mac Donald's e li aquele papelzinho que compre a bandeja, tipo um jogo americano, havia uma lista dizendo eu amo muito... e uma série de coisas que as pessoas apreciam fazer. Foi aí que me surgiu a idéia de fazer o oposto. Que tal fazer a lista do eu odeio muito...? Bom, aí a minha lista:

EU ODEIO MUITO...
1. quando me chamam de tchê,
2. que me cutuquem,
3. que abram a porta quando eu estou dormindo,
4. comer rápido,
5. sentir odores estranhos (principalmente os desagradáveis),
6. quando eu peço algo, a outra pessoa responda: "-para?",
6. que me chamem de mulher ou de garota,
7. que me liguem ou me mandem mensagem de madrugada,
8. carne de porco ou de ovelha,
9. gente esnobe,
10. barulhos irritantes,
11. deboche e humor negro,
12. que me mandem ou me policiem,
13. levar desaforo para casa,
14. passar frio
15. não passar maquiagem,
16. depender dos outros,
17. fazer o que eu não estou com vontade,
18. dormir fora de casa,
19. agressividade e violência,
20. mesquinharia e falta de gentileza.

Entre outras tantas manias, estas são as mais gritantes da minha personalidade... O próximo passo será a listinha do eu amo muito. Mas isto ficará para uma outra vez!

domingo, 5 de abril de 2009

Shake that Body

I glad I've made it! Finalmente eu consegui... Vocês não tem ideia como estou feliz por estar entrando nas minhas calças jeans número 38! Eu que já vesti 36, já estou mais do que feliz por elas pelo menos fecharem!

Para quem não conhece a minha história prévia com a auto-imagem vou resumi-la. Sempre fui magra porém, dotada de curvas, das quais nunca gostei. Desde a adolescência almejava obsessivamente um visual esquálido, o que me levou a desenvolver anorexia e mais tarde bulimia, problema que até hoje me trato.

Ano passado tive alguns problemas de ordem pessoal que me levaram passar por uma montanha russa de sentimentos. Eu estava totalmente desorientada. Perdi minha auto-estima e comecei a engordar. No verão eu cheguei a pesar 55 kg! Logo eu que sempre pesei 49 kg, no máximo 50 kg!

Quando abria o meu roupeiro até me dava uma tristeza, pois nenhuma calça jeans me servia, as minhas roupas todas pequenas...
Então antes de ir pro Rio de Janeiro eu resolvi fazer uma geral e guardar todas as roupas que não me serviam e deixar só as que me serviam. Estava a minha irmã mais nova a Grazy e o meu cunhado Fabinho, fazendo a maior bagunça, e eu sentindo vontade de me matar na frente do roupeiro. Foi um ato solene aquela arrumação! Eles até pegaram uma canga do Brasil e fizeram hasteamento da bandeira, cantaram o hino pra me animar e tornar aquilo tudo mais divertido e conseguiram. Hoje eu lembro e rio.

Voltei do Rio mais magrinha, mais feliz e com um amor na bagagem e hoje eu resolvi fazer o inverso daquele dia. Resolvi experimentar as calças jeans para que elas voltassem para o lugar à que elas pertenciam: o meu roupeiro. Coloquei uma música bem dançante e dessa vez estava sozinha.
Comecei o ritual meio tímida. A primeira serviu. Ficou meio justa. Mas ficou bonita. Ficou gostosa. Comecei a dançar na frente do espelho. Tenho um corpo bonito! Nada mal, ainda mais pra quem está prestes a completar 31 anos. Mas eu queria que a calça ficasse um pouco mais larga pois eu gosto das calças sambando em mim... Tudo bem, resquícios dos meus tempos de anoréxica, nunca estou satisfeita, por mais magra que esteja, mais magra quero ficar!

Foi uma festa! Dançando e experimentando jeans. Nem todas me serviram e isso não me tirou a animação e nem humor. A redenção pra mim foi quando eu experimentei uma calça tamanho 36 - tudo bem, eu tive que deitar para fechá-la, mas logo, logo, não o farei mais, pois vou perder mais uns 2 kg - aí eu me olhei no espelho e me achei a mulher mais linda, mais gostosa e mais feliz do mundo. O que me mais falta?

Everything goes incredible
All is beauty
Life is beautiful
Shake that body for me!