quinta-feira, 9 de abril de 2009

Listerine

Outro dia fui ao supermercado com a minha sobrinha Carol e vivemos uma cena cômica graças a mim. O que não é cômico contado por mim?

A história começou mais ou menos assim: Um dia me senti amolada, com um desconforto gástrico, o que me causou náuseas. Quando chegamos ao super, não aguentando meu mal estar, resolvi deixar a Carol fazendo as compras e passei numa farmácia dentro do supermercado mesmo. Lá esperei por uma fila gigantesca até ser finalmente atendida. Até então meu estado estava sob controle. Pedi um "sal de Andrews" e um tubinho de amargol e engoli. Segundos mais tarde estava prestes a "devolvê-lo".
Encontrei a Carol cumprimentando um amigo do namorado dela e eu lá, fazendo caras e bocas. Logo que deixamos o rapaz, passamos por uma promotora de vendas que estava fazendo um anúncio do Listerine e o que me chamou a atenção foi uma imitação de uma grande pia, toda estilizada. Eu perguntei pra minha sobrinha: "- Vamos lá provar?" Mas é claro que na minha cabecinha cheia de bobagem, eu já me vi na pia vomitando com promotora apavorada "mas o que é isso!" e as pessoas no super, todas olhando "ai, mas que nojo!"
Mas para a minha surpresa a minha sobrinha topou e a gente só bagunçou! O show graças a Deus, não se concretizou, ficou só na imaginação. Brincamos com a promotora.
- O que precisamos fazer pra ganhar esta necessaire?
- É só comprar o Listerine menta fresca.
- Ai, mas a gente quer provar. - falamos já soltando uma gaitada.
- Ah, não. Vocês não querem provar. Provar não. - a promotrora já estava entrando na brincadeira.
- Ah, mas a gente quer provar sim.
- Então eu vou um copinho pra vocês cuspirem, porque não pode cuspir na pia. Tem que bochechar por 3o segundos.
- Mas a gente quer cuspir nesta pia.
E a gente ameaçava cuspir na pia. E ria que se matava, todo mundo nos olhando, até a promotora rindo "gurias, na pia não, por favor." Parecia uma cena de filme humor pastelão, tipo Jackass. E pra finalizar com chave de ouro a gente cuspiu no copinho e ainda brindou.
Para prêmio de consolação da pobre da promotora, a gente ficou escolhendo as necessaires que só tinham no mostruário. Mas ela pelo menos não parava de rir da gente.

Olha, eu e as minhas histórias... uma mais inusitada que a outra.

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