terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Até dos meus Pentelhos...

Estava eu num momento de lazer, lendo uma revista, quando me deparo com a seguinte pergunta, na seção "Pergunte ao Especialista":
Os pentelhos dele me incomodam.
Meu namorado não corta os pelos pubianos. Acho horrível, falta de higiene e tenho nojo. Como devo dizer isso a ele? Camila, Lins/SP

A resposta do especialista foi esta:
Há cerca de 10 anos ninguém cortava os pelos pubianos e isso nunca foi considerado falta de higiene. É apenas moda. Mas, se você prefere que seu homem apare, fale com jeitinho. Pergunte se ele gosta do seu púbis depilado e, se ele disser que sim, você pode então dizer que também gostaria que ele depilasse ou cortasse um pouco os pelos da região. Seja sincera!

Nem preciso dizer, principalmente aos que já me conhecem, que dei uma sonora e boa gargalhada. Achei o assunto engraçado, mas me fez ponderar sobre o assunto.

Concordo em gênero, número e grau com a leitora que acho além de nojento, anti-higiênico, não depilar os pelos pubianos. Tanto para homens, quanto para mulheres. Para mim, os homens não precisam raspar, deixar com aquele aspecto lisinho, que para mim fica mais é com cara de "frango depenado". Mas por que não dar uma aparadinha? Me diga leitora, qual é a mulher que gosta daquele visual "Mata Atlântica"? Eu não considero moda, aparar ou depilar os pelos pubianos e sim uma questão de higiene! Quem é que gosta de tomar banho e pegar um sabonete cheio de pentelhos? Que nojo!


A depilação é um costume antigo das mulheres do Oriente Médio, que antes de se casarem tinham todos seus pelos depilados. Uma famosa atriz disse uma vez ter visitado um banho turco e ser surpreendida por olhares reprovadores, pois ela era a única mulher do recinto que não estava depilada.


Acho importante para o homem ter estes cuidados, como aparar os pelos pubianos, cortar as unhas, cuidar da higiene corporal e bucal, pois um homem cheiroso e bem cuidado "naquela hora" faz toda a diferença.


Confesso que já tive namorado que eu mais parecia mãe do que namorada. "Fulano, vai tomar banho, vai cortar as unhas, vai cortar o cabelo, coloca um roupa limpa..." Isso comigo, realmente não funciona. Sinceramente, não tenho vocação para ser babá de marmanjo. Ainda mais destes que não se mancam e tu tens até que mandar cortar os pentelhos! Faça-me o favor!

Além de tudo, temos que falar com jeitinho para eles não ficarem magoados... Me poupe!

"É a unha, é o cabelo, é a roupa, até dos meus pentelhos tu reclamas..."

É para rir ou para chorar?

Desventuras de um Celular

Há pouco tempo atrás resolvi trocar de celular, já que o meu tem pelo menos uns quatro anos de uso, está apresentando problemas na bateria e também não possui chip. Resolvi fazer um plano e trocar o celular. Tudo isso a muito custo, pois eu ainda possuo uma relação de muito carinho com meu antigo celular. Além do mais, tenho dificuldades de adaptação. Assim foi com o meu antigo carro. Demorei um tempo até me acostumar com o novo, que é cem por cento mais moderno que o antigo.

Decidida, mas nem tanto, fui a um shopping da capital e procurei um quiosque de atendimento da minha operadora para fazer todos os trâmites. Quando cheguei, mal pude acreditar na fila. E os clientes dizendo que estavam esperando há uma hora para ser atendidos. Alguns até desistiram, mas eu resolvi esperar, pois se não o fizesse, iria desistir da minha ideia de trocar o celular e fazer o plano. Achei que era exagero dos clientes dizer que estavam esperando um hora para serem atendidos até eu vivenciar esta experiência nada agradável. Eu fui chamada pra ser atendida após uma hora!

Quem me atendeu foi uma moça, com ar blasê. Expliquei tudo que eu pretendia. Pedia para ver os aparelhos de celular mas não gostei de nenhum. Ela só me mostrou dois e eu, igualmente não gostei. Ela não parecia estar de muito boa vontade. O quiosque estava cheio. Ela me atendia em pé, pois os computadores estavam todos ocupados. E ao mesmo tempo ela atendia outros clientes, perguntava o que eles queriam e mandava-os para uma outra loja de acessórios de celular. Aqueles que se recusavam, ela comentava que iria deixá-los esperando, já que queriam esperar.

O que mais me chamou atenção foi a relação de cumplicidade ou algo mais entre esta moça e o outro atendente, que estava sentado na frente do computador. Como ela não tinha computador, dividia o computador com ele. Para esperar as informações, ela se debruçava nos ombros dele, para falar algo, falava ao pé do ouvido, quase que beijando a orelha do moço. Para pegar algo do balcão, não precisava, mas ela se esfregou como pode, nas pernas do rapaz e mais algumas vezes ao esperar as informações do computador, debruçada nos ombros dele, vi a atendente beijar o pescoço do colega. Eu pensei que eles eram namorados, pois vi um nome "Camila" tatuado no pulso do moço. Mas logo ao ler no crachá da menina, vi que seu nome era Fabiane. Vocês já leram algo parecido? Sim, e foi aqui mesmo neste blog, mas não com tanto detalhes. Estou falando deles mesmos. Para quem não leu ou não lembra, leia a postagem "Delírios de Consumo Natalino".

A minha história com a Fabiane e o tal moço não terminou ali, infelizmente. O pior estava por vir.

Após efetuar minha compra, Fabiane disse que o plano passaria a vigorar no meu novo aparelho em no máximo vinte e quatro horas. Saí do quiosque e fui até a loja que a própria Fabiane, indicava aos clientes que não eram atendidos, pois precisava de um cabo USB. Lá na loja, as atendentes estavam todas comentando que os clientes reclamavam do péssimo atendimento dado a eles, que eram encaminhados pela tal moça do quiosque da operadora e ainda comentaram do chamego dela com o atendente.

Vinte quatro, quarenta e oito, setenta e duas horas e nada do meu plano funcionar no novo celular. Só funcionava no antigo celular! Além do mais, eu nem tinha gostado do meu novo celular. Foi algo como: "se não tem tu, vai tu mesmo"!

Peguei o celular novo e migrei para o quiosque e fui muito bem atendida por uma outra moça, que me explicou que o problema era com a plataforma deles e que logo seria solucionado. Eu expliquei toda a minha desventura daquele dia, e disse que não tinha gostado daquele aparelho, que a outra atendente só havia me mostrado dois modelos e eu gostaria de ver algo mais moderno. Ela pacientemente me apresentou outros modelos e eu escolhi um super moderno, nem eu saberia como iria usá-lo de tão moderno que era! Eu só precisaria pagar uma diferença e resolvi pagá-la em dinheiro. Eu nem comentei que para tudo isso, demorou duas horas, sem exagero. Pois precisava da liberação de isto, senha daquilo, gerente, fulaninha aqui dando pitaco, dizendo "não, faz assim, não, faz assado". E daqui a pouco chega ela, com sua impáfia, que lhe é peculiar. A Fabiane. Fica só de canto. O moço da tattoo também chega e já assume sua posição. Enquanto isso ficam os dois naquela brincadeira, ele beija a mão dela, ela fica na volta dele, toda lépida e faceira. Tem momentos que eu acho que ela vai sentar no colo dele. Mas também, não chega a tanto.

Quando me dizem que eu só posso pagar a diferença, que é mínima, no cartão de crédito e em três vezes e para melhorar, não acho meu cartão de crédito. Eu perco a classe, não com a moça educada que até então estava me atendendo, mas com a fulaninha que toda hora dá pitaco. Digo que tudo é uma dificuldade lá, que dá vontade de desistir de tudo, não levar mais porcaria nenhuma e se a Fabiane tivesse me atendido direito, mostrasse os celulares que tinham e não ficasse de cochichinhos com o moço do lado, metade dos problemas seriam resolvidos. O rapaz deu um pulo na cadeira. Fabiane só olhava com seu ar blasê. A fulaninha ainda tentou tirar as caras pela Fabiane e eu como uma fera, lhe respondi que ela não falasse nada, pois ela nem estava lá pra dizer coisa alguma.

O saldo de tudo isso foi que a minha compra foi cancelada. Ganhei um chip. Não vou usar um celular tão moderno, mas também não posso mais continuar com o meu antigo. Vou habilitar um "primo-irmão" do meu antigo, um semi-novo, presenteado pela minha irmã mais velha. Ele é bem parecido com meu antigo e fácil de usar.

Quem sabe num futuro, não muito distante, eu me renda aos apelos de um moderno celular? Mas sem toda esta confusão, com certeza!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Frases de Efeito

Ontem eu estava passeando de carro com a minha irmã, a minha sobrinha e o meu cunhado e ao olhar para uma senhora que segurava um cão num carro ao lado, parado no semáforo, minha irmã me saiu com esta:

- Detesto pessoas que tratam cachorro como gente!

Só para constar, minha irmã é estudante de biologia, prestes a se formar, ama os animais e diz ser muitos mais dos bichos do que de gente, hein!

E eu lhe respondi:

-E eu detesto pessoas que tratam gente que nem cachorro!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Brigar por Comida

Os meus encontros familiares me lembram um pouco o seriado "A Grande Família". Quando se reúnem, alguém sempre acaba brigando ou dizendo alguma coisa que não deve, mas ai de quem vier de fora, dizer uma coisinha só da nossa família para ver o que é bom para tosse, porque nós podemos até brigar entre nós, mas ninguém estranho pode falar da gente. Entenderam?

Seria trágico se não fosse cômico, uns implicando com os outros. Uns nem aí, alheios ao que está acontecendo, outros preocupados demais. Alguns com humores que mudam constantemente. Do tipo que vai do riso às lágrimas. Às vezes eu penso que daria um bom seriado pastelão.

Ontem por exemplo depois da ceia natalina e troca de presentes, uma das minhas irmãs tratou de se mandar, antes que a tempestade literalmente se manifestasse. Levou filha, namorado, periquito e papagaio. Resolveu deixar a incumbência de levar meus pais que já são idosos para casa, juntamente com a minha irmã e meu cunhado. Só que na hora de ir embora, o mundo resolveu desabar. Uma tempestade daquelas, não dava nem para sair na rua pois faltou até luz e chovia cães e gatos! A minha irmã mais velha e anfitriã sugeriu que todos pousassem naquela noite em sua casa, já que no dia seguinte teria almoço em família. Ela alojou todo mundo onde deu. O problema de tudo é que eu detesto dormir fora de casa. Eu já tenho dificuldade de dormir e na casa dos outros ainda, nem se fala.

No dia seguinte, acordei com os gritinhos de felicidade do meu sobrinho, ainda em volta dos presentes e os meus pais e a minha irmã estavam se preparando para tomar café da manhã. Detalhe: já eram onze horas da manhã e eu pensei, talvez não fosse uma boa ideia tomar café, mas sim almoçar, pois estava mais para hora do almoço, do que para o café da manhã. Avisei a minha irmã que iria almoçar, mas como o resto da família ainda estava dormindo e nem parecia querer acordar tão cedo, ela respondeu que talvez fosse melhor eu esperar todo mundo para almoçarmos juntos, na mesa. "Faz um lanchinho", disse minha irmã. Isto me remeteu a uma lembrança, acontecida a muito tempo atrás quando eu era pelo menos uns dez anos mais jovem do que eu sou hoje.

Eu tinha passado o Ano Novo na casa da família de um ex-namorado e como eu não aguentava mais ficar deitada resolvi levantar. Eu era tímida e nem tinha muita intimidade com a família dele, por isso não queria aparecer sozinha e insisti que ele levantasse comigo, mas ele ficava naquele jogo mole, do "depois", "só mais um pouquinho" e eu estava louca de fome, então resolvi ir sozinha. Quando cheguei na sala, estava toda a família reunida, tomando café da manhã e eu fiquei parada, olhando com aquela cara de cachorro pidão, me lambendo toda. Ninguém me ofereceu uma xícara de café. Nada. O tempo todo que eu estive ali, eles me ignoraram. A minha ex-cunhada, que até me convidara para ser madrinha da filha dela, não me ofereceu nada e muito menos a minha ex-sogra, que me "adorava" (eu sempre tive um azar para sogras, nunca me dei bem com elas!). Eu parecia uma "dalit", uma intocável, nem chegavam perto de mim, não me falavam e ainda guardaram toda a comida quando eu cheguei.

Quando eu entrei no quarto o meu ex, graças a Deus já estava acordado. Eu comecei a chorar, estava quase desmaiando e ele, que era tão carinhoso, já foi logo me levando para cozinha e providenciando o que eu comer. E o que eu me lembro é "ela tem que esperar para almoçar como todo mundo." Foi o que as mulheres da casa disseram.

...
Tudo bem, já passou e faz tempo, é uma situação bem diferente da que ocorreu aqui na minha irmã, pois ela não é mesquinha e só queria reunir a família e como ela mesmo disse, após eu ter contado este fato, vale a pena ficar relembrando este ocorrido, com tantos detalhes?

Apenas um fato que lembrei e senti vontade de contar, posso?

Lição: Brigar por comida é mesquinharia.

Delírios de Consumo Natalino

Natal é época de reflexões, mas também de gastos. E para que quem gosta de uma "spending spree" esta data é um convite às compras!

Este ano decidi que só iria comprar o presente do meu amigo secreto e o das crianças, ou seja, meus sobrinhos, pois ao que parece, este ano como estou sem namorado, fiquei mesmo para titia. Que bom para mim! Assim não precisei gastar com presente de namorado e resolvi me presentear em dobro!

Dei uma de "Becky Bloom" e fui às compras. Divertido não foi comprar, mas sim o que aconteceu durante as compras.

Comecei minhas compras aos poucos. Primeiro foi assim, um dia depois de sair de um dia cansativo de trabalho, para me consolar, adivinhem o que eu resolvi fazer? Enfrentar o centrão de Porto Alegre para comprar uma parte dos presentes das crianças. Tentei comprar o do amigo secreto, mas as lojas já estavam fechando. Terminei a noite numa mesa de bar com amigas num papo estilo "Sex and the City".

No dia seguinte, continuei as compras lá numa das cidades onde eu trabalho. Finalizei a compra dos presentes dos meus sobrinhos no Bazar Central da cidade. Após sair de mais um dia de trabalho, bem tranquilo, pois era o último, migrei para um shopping da capital e comprei tudo que tinha comprar lá.

Sou tão indecisa que fiquei meia hora decidindo qual DVD iria presentear meu amigo secreto. Escolhi um show ao vivo do Queen, mas ao ver outros shows ao vivo do Queen, fiquei ainda mais em dúvida de qual seria o melhor. Quando finalmente escolhi, o atendente até já tinha tirado a notinha e eu perguntei se tinha algum DVD do Paul Mc Cartney. O rapaz disse que sim e então eu resolvi trocar.

Na fila do caixa eu reparei que havia duas moças muito bonitas, vistosas, altas e de cabelão comprido. Uma delas se virou e eu vi seu rosto, parecia meio plastificado, mas a voz não deixou enganar. Eram dois transexuais. "Me apaixonei", disse um dos vendedores, eu fiquei paralisada, vendo a mudança que eles ou elas haviam feito nos seus corpos. Cada corpão mais bonito que o outro! Se duvidar eram mais mulheres que eu!

Como o meu celular está nas últimas resolvi trocá-lo e fazer um plano com a minha operadora. Que novela! Depois de enfrentar uma fila do "INSS" para ser atendida, tive que mais uma vez enfrentar minha indecisão na hora de escolher um aparelho. Como se nada mais fosse possível a moça que estava me atendendo, não tinha computador, para efetuar a compra, o que deixava o processo ainda mais demorado. Então para ganhar tempo, ela resolveu dividir um computador com um colega, digamos, muito especial. Ele estava sentado na cadeira em frente a tela e ela, enquanto o esperava usar, ficava se esfregando no rapaz ali na frente dos clientes. Não é exagero. Era um de cochichos e beijos no pescoço, abraços por trás. O menino tinha uma tatuagem no pulso escrito "Camila". A atendente tinha cara de Camila, mas seu nome não era este. Era Fabiane, eu li no crachá. Se "Camila" não era a filha do moço, que me pareceu muito jovem para ser pai, coitada da Camila, porque a noite depois do expediente prometia com a Fabiane.

No dia seguinte para fechar com chave de ouro, fui fazer as compras para a ceia natalina no Zaffari e ao entrar no elevador, senti aquele cheiro exagerado de perfume. Segundo a minha sobrinha mais velha, parecia um cheiro daqueles produtos de limpeza de tão forte que era o odor. Todos no elevador se olhavam e diziam entre dentes, "bah, tá forte, hein?" Até que eu resolvi largar esta antes de sair do elevador:

- Alguém exagerou no francesinho!
E uma jovem senhora me respondeu:
- Não é francês, é Natura mesmo.

Que vergonha. Depois desta, passei a régua e fechei a conta. Chega de delírios de consumo natalino!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Um anjo em minha vida

A história que eu vou lhes contar hoje, fala de um anjo que apareceu em minha vida. Esta pessoa nasceu há uns bons 24 anos, num verão, quando eu nem imaginava que ela ainda podia surgir. Ela nasceu meio doentinha, mas ao ver não era nada tão sério.

Ela sempre foi uma criança muito calma e dócil, fácil de lidar. O único problema é que ela cresceu muito fraquinha e anêmica, tinha medo que ela nunca chegasse a idade adulta, por apresentar seguidos sintomas de febres,vômitos e fraqueza. Mas tudo deu certo para ela e hoje ela está aqui.

Esta é uma pessoa que cresceu comigo, sob meus cuidados e sob minha influência. Eu também fui muito influenciada por ela. Acho que nesses anos que convivemos juntas aprendemos muitas coisas. Amadurecemos ideias, trocamos confidências e a ela que eu recorro quando eu estou feliz ou tenho algum problema. Costumamos dizer que nós somos como uma máfia. Ela também sabe que pode contar comigo.

Ela mais do que ninguém, me entende com seu silêncio na hora certa, com suas palavras de consolo quando preciso ouvir. Sempre está junto de mim, mesmo quando sua pessoa não se faz presente. Sem dúvida, sua autenticidade faz dela, este ser tão especial.

Quando estou triste, ela me diz coisas típicas dela, para me alegrar.

"Eu e meus ursos de pelúcia estamos aqui para te consolar"

Ou para me fazer rir.

"Fala com a minha mão"

E desenha a mãozinha dela tamanho miniatura e coloca no meu mural, caso eu queira conversar, para não me sentir sozinha. Coisas que só ela faria.

Ela é minha secretária, ou seja lá como posso chamá-la. Quando preciso de ajuda é a ela que eu recorro.

"Faz um bolo para mim?"
"Me ajuda a fazer isso? A fazer aquilo?"
"Traz um refri para mim?"
"Arruma o quarto para mim?"

E ela responde:

"Eu não sou tua faxineira!"

Mas faz tudo e mais um pouco por mim. Eu não sei o que seria de mim sem ela. Eu me lembro um dia que eu estava vendo um filme e peguei no sono e já era de madrugada e ela foi lá no meu quarto e desligou a TV para mim. Se não fosse por ela, as minhas roupas seriam uma bagunça, pois eu sou extremamente desorganizada. Ela, além de lavar, dobra e põe na gaveta tudo bonitinho para mim.

Nós temos o mesmo tipo de humor, então adoro quando ficamos falando um monte de bobagem e eu fico dando aquelas "risadas de galpão" e ela como é mais contida, dá só uns risinhos e ri mais da minha risada do que da piada.

Ela é tão companheira que sempre me inclui nos seus passeios, assim como eu sempre a incluo nos meus.

Nossos gostos são parecidos, mas temos personalidades bem diferentes. Ela é mais introvertida, quieta, mas briga quando tem que lutar por algum direito. Ela adora os animais e as plantas, defende-os aonde quer que esteja. Ela diz que é muito mais dos animais do que dos humanos.

Assim como eu gosta de comer, do bom e do melhor, mas é magra de ruim e não engorda.

Gosto de dizer que estamos cada vez mais parecidas, também pudera, ela é a minha irmã.

A história que eu lhes contei hoje foi de um anjo que surgiu em minha vida chamado Graziela.

Minha irmã mais nova, a Grazi, a quem eu dedico este texto e todo meu amor.

Nós em um dia muito especial - Show do Paul Mc Cartney

domingo, 28 de novembro de 2010

O show que eu não fui

Estes tempos aconteceu aqui em Porto Alegre o show da cantora Ivete Sangalo no Gigantinho. Eu queria tanto ter assistido este show... Só eu sei o porquê!

Vocês podem até me achar um tanto quanto redundante. Eu não assisti o show porque não fui, vocês devem estar pensando. Nada disso, eu fui ao show e não assisti, dá para acreditar?

A história que vou lhes contar se deu da seguinte maneira. A minha sobrinha Carol me convidou para assistir ao show do Centenário do Internacional, que ocorreu ano passado. Ela iria, pois tinha a carteira de sócia e só eu iria nas seguintes condições, se o meu cunhado, o pai dela, não fosse, pois ele me emprestaria a carteirinha dele e então eu iria no lugar dele.

Paralelamente a isso, eu vivia um namoro muito turbulento, com um rapaz um pouco mais jovem que eu, muito inseguro e possessivo. Ele tinha um humor instável e eu também, por minha vez não era fácil. Nós brigávamos muito e por conta de nossos gênios incompatíveis. Cada vez que a gente brigava, ou ele fazia um escândalo na frente das pessoas (fosse da minha família, amigos, colegas, vizinhos ou familiares dele), ou ele saía em rompantes com atitudes explosivas. Várias vezes tentamos terminar, e naquela época do show do Centenário, nós tínhamos ficado afastado por um mês. Ao reatar, mais uma vez, sem sucesso (e esta foi a última chance!), achei que iria ser diferente. Para minha decepção, foi pior! Por ele ser super inseguro, ele já estava abalado com o fato de que nas férias, eu iria passar uns dias no Rio de Janeiro, só eu e a Carol. Aí quando soube, que do show do Centenário, "sentou num porco"! Ficou louco de ciúmes.

O que ocorreu foi o seguinte, o meu cunhado resolveu ir ao show do Centenário e tão grande era a vontade da Carol de que eu fosse, ela resolveu me comprar um ingresso. Só que ao comprar um produto do Inter, o meu cunhado, ganhou um ingresso extra e resolveu dar para Carol, que já havia comprado meu ingresso.

Mais do que depressa, resolvemos convidar meu então namorado. Como ele não atendia de jeito nenhum, fomos para o estádio do Beira Rio e ficamos ligando de lá, entre três pessoas, eu, a Carol e um amigo nosso. Ligamos insistentemente, até ele atender.

Demorou um tempão até ele finalmente chegar. Ele não estava muito amistoso, deu para ver pelas suas feições. Só deu para assistir ao show do Zeca Pagodinho, que precederia o show da Ivete.

Quando começou o show do Ivete Sangalo, com todos aqueles efeitos, luzes e aquela música, "vai buscar Dalila...", surgiu Ivete no palco. Mal deu tempo de aproveitar aquele, porque ainda teria mais. Eu não pude acreditar quando o meu namorado na época, começou a me indagar milhares de coisas a respeito daquele show, coisas sem o menor sentido. Que eu o iria traí-lo, coisas sobre a minha viagem ao Rio, começou a me xingar, a me questionar, a me cobrar, inventar coisas que não faziam o menor sentido e discutir ali não tinha o menor cabimento! Ele ficou a noite toda me torturando psicologicamente, ameaçava que iria embora, mas ficava ali, me aflingindo e me magoando. Burra fui eu que aceitei. Passei a maior vergonha na frente da minha sobrinha e do meu amigo, sem contar que todos no estádio ficavam olhando ele brigar comigo.

Nem preciso dizer que foi o pior show da minha vida. Não vi nada. Por muito tempo doeu falar sobre este assunto.

Mas esta história que eu lhes contei, não foi para me vitimizar, foi para mostrar-lhes que a nossa vida é o resultado de nossas escolhas. Somos responsáveis pela vida que nós próprios criamos. Quem terá a culpa, a quem cabe o sucesso, senão a nós mesmos? Quem pode mudar nossas vidas, a qualquer momento, senão nós mesmos?

Coisas ruins nos acontecem. O tempo todo. Mas isto não é o pior. O que de pior pode nos acontecer é acontecer nada.

sábado, 27 de novembro de 2010

Carta de Adeus de Lindinha a Dadinho

Dadinho, não tem sido fácil para mim reprimir meus pensamentos em relação ao que tenho sentido por ti, depois daquele beijo. Uma vez em nossas conversas te falei que eu não pensava, eu fazia. Mas hoje diante de tudo, prefiro pensar, imaginar como seria e fantasiar, do que fazer. A dor é menor.

Acredito agora, que preferiria desfrutar muito mais da tua companhia como um bom amigo, um companheiro, pois nunca me senti tão sozinha como estou me sentindo agora, depois que nos beijamos. E não deveria ser o contrário?

Alguém uma vez me disse que nós somos os responsáveis pelas nossas escolhas. Às ganhamos ou perdemos e não podemos ter tudo. É complicado arriscar e eu nunca me sentiria à vontade sabendo que eu construí a minha felicidade em cima da infelicidade alheia.

Mas também acredito que a gente é responsável por aquilo que a gente cativa. E de uma certa maneira somos responsáveis, um pelo outro.

Nós estamos confusos. Melhor dar tempo ao tempo e quando esta tempestade de areia passar, tu podes ter certeza que eu continuarei sendo tua boa amiga.

Eu não quero assistir a minha vida passar por mim, tão infeliz, eu tenho que encontrar o meu lugar, eu só quero ser feliz, sim, estou apenas tentando ser feliz.

Pensa na tua vida. O que tu queres. O que é a felicidade para ti?

Vai e sê feliz.

Adeus, Dadinho.

A Resposta de Lindinha

Aquela semana seguida do beijo, foi uma semana interminável para Lindinha. Uma sucessão de coisas estranhas estavam acontecendo e ela ansiava por uma resposta. Queria saber o quer fazer e como agir daqui por diante, queria as coisas voltassem ao seu normal, mas por mais que isso desejasse, mais pensamentos relacionados a Dadinho atropelavam sua mente.

Certo dia Lindinha e Dadinho almoçaram juntos e durante o almoço conversaram sobre muitas coisas. Os dois se mostraram confusos e ao se perguntarem sobre como agir daqui por diante eles responderam que queriam continuar como amigos e que não passariam do beijo. Foi só um beijo, disseram e não aconteceria mais. Os dois se gostavam, mas preferiam deixar as coisas assim como estavam. Tanto para Dadinho, que atravessava um momento delicado de sua vida particular, assim digamos, como para Lindinha, que não queria ir contra seus princípios, seria um escolha prudente.

No fundo, no fundo, nenhum dos dois saiu satisfeito, mas nem sempre se tem tudo que quer. E depois daquele dia, Lindinha e Dadinho acabaram se afastando.

Lindinha estranhou a ausência de Dadinho, mas achou por bem se afastar, sentia que Dadinho necessitava que Lindinha desse um espaço para ele. Quem sabe um dia as coisas voltariam a ser como eram antes?

Mesmo reprimindo seus pensamentos e desejos, Dadinho continuava a habitar os pensamentos de Lindinha. Dadinho estava tão distante de Lindinha, quando eles se cruzavam no elevador, ele era vago, apesar de tentar disfarçar. Lindinha reparou nos dias seguintes, que Dadinho, frequentemente olhava o celular e parecia esperar por alguma resposta. O que haveria de ser?

Certo dia, Lindinha pensou em convidar Dadinho para almoçar, como antes faziam, mas resolveu não fazer. Preferiu convidar a amiga que era colega de sala de Dadinho.

Durante o almoço, a amiga comentou que Dadinho andava muito misterioso e que recebia várias mensagens ao longo do dia. Antes de ela sair para almoçar contou a amiga, Dadinho havia recebido uma mensagem de celular e ficara todo sorridente.

Lindinha voltou do almoço mais cedo, pegou o elevador com Dadinho e a estagiária. Os três cumprimentaram-se com um aceno de cabeça. O silêncio era ensurdecedor. De canto de olho, Lindinha observava a estagiária, uma jovem loira e de olhos verdes, dar risinhos nervosos para Dadinho, que correspodia com gestos e os dois se comunicavam sem emitir som algum . Mas Lindinha conseguia fazer a leitura labial e pegou o principal contexto da conversa. Haveria um encontro.

Antes de os três descerem do elevador a estagiária deixou suas pastas caírem no chão e atrapalhada tentou juntá-las. Dadinho foi solidário com a moça e rapidamente juntou as folhas que haviam se estalhapalhado no chão. Lindinha também ajudou a menina, que envergonhada agradeceu e saiu, como se estivesse lhe devendo um grande favor. Logo depois, saiu Dadinho. Ao ajudar a moça, Dadinho não reparou, mas deixou cair de sua mão, um guardanapo de papel de restaurante, com uma marca de um beijo de batom, em que a seguinte mensagem estava escrita:

"E que se dane o mundo, e que se dane tudo. Eu largo tudo, tudo, pra poder te ver.
Tudo que fasso ou não fasso (sic) não me arrependo"

Lindinha estava chocada. Era uma enxurrada de informações desagradáveis para a pobre Lindinha. O bilhete e a declaração velada da estágiaria a Dadinho. "Faço" com dois "SS", a menina não sabia nem escrever direito. Dadinho estava tendo uma caso com a estagiária. Dadinho, que estava em um momento de sua vida particular tão delicado! Era assim que Dadinho resolvia os seus problemas? Arranjando outros?

Apesar do desapontamento e decepção, Lindinha refletiu que isso tudo não era problema seu. Não cabia a ela julgar Dadinho A única coisa que ela sabia é que a partir daí, ela havia obtido a resposta que ela esperava.

E agora, Dadinho?

Dadinho fica apreensivo e pensativo após o beijo com Lindinha e queria que tudo voltasse ao normal. Assim queria Lindinha. Eles mal conseguem se olhar no elevador, como faziam antes. Mas eles se pega pensando em Lindinha e em como seria se os dois dois ultrapassassem a barreira do beijo.

Não, pensou Lindinha. Sim, ela queria. Não, repensou Lindinha novamente, tinha medo de se machucar. Não podia fazer isso, além do mais, refletiu Lindinha, havia outros fatores que os impediam. E eles bem o sabiam.

Mas por outro lado, Dadinho também estava confuso.

Poderiam os dois ficarem juntos como mais do que amigos?

Lindinha e Dadinho estariam fadados a viver apenas do mundo dos sonhos e da imaginação? O que aconteceria aos dois amigos que agora ultrapassaram a barreira da inocência?

Dadinho não para de pensar... mas ele tem medo de estragar algo que é bonito, mas também em algo que pode tornar-se lindo. Ele quer Lindinha, mas sua cabeça está muito confusa . No fundo de seus pensamentos, ele quer passar dos limites imaginados e sonhados por ambos.

E agora, o que fará Dadinho?

Dadinho vai para casa dormir e esperar sonhar e acordar com uma resposta enviada pelos seus e espera que Lindinha entenda este momento delicado vivido por Dadinho.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Carta de Lindinha para Dadinho

Dadinho, percebi que tu não estavas bem e achei por bem me afastar. Senti que tu também precisavas que me afastasse de ti, para colocares tuas ideias em ordem e como tu disseste, te centrares e veres o que tu queres.

Sinto muito não poder conversar contigo. Tenho medo que depois do que aconteceu com a gente, uma barreira esteja se criando entre nós. Quando tu tu dizes "vamos ficar como estamos, amigos", sinto que um muro nos separando já está sendo construído e que a amizade que existia outrora, hoje, está sendo ameaçada.

Hoje eu queria falar contigo, Dadinho, mas achei melhor deixar pra lá.

Não liga, quem falou que tu podes me ajudar?

domingo, 21 de novembro de 2010

Depois Daquele Beijo

Lindinha conheceu Dadinho em uma época muito turbulenta de sua vida. E Dadinho parecia estar na melhor fase de sua vida. Eles trabalhavam no mesmo prédio e todos os dias pegavam o elevador juntos. De um simples bom dia, começaram a conversar sobre amenidades.

As conversar tornaram-se mais frequentes e um dia Dadinho convidou Lindinha para almoçar. A partir deste dia, surgiram outros convites. Tanto de Dadinho para Lindinha, quanto de Lindinha para Dadinho. Os almoços eram animados e eles falavam de tudo um pouco. Daí nasceu a amizade de Lindinha e Dadinho.

Com o tempo Lindinha e Dadinho tornaram-se cada vez mais íntimos em suas conversas. Ela contava suas angústias, dúvidas, desejos e anseios e assim fazia Dadinho. Desta bela amizade entre os dois nasceu uma cumplicidade de invejar amigos de infância, pois eles haviam se tornado muito próximos.

Juntos Dadinho e Lindinha podiam ser quem eles quisessem, não precisavam representar nenhum papel. Faziam molecagens, pregavam peças um no outro, riam com suas conquistas e eram solidários com seus problemas. A confiança entre os dois era mútua.

Até que um dia aconteceu o inesperado ou será aquilo que já era esperado?

Lindinha beijou Dadinho. Dadinho beijou Lindinha. Na boca. Um beijo desesperado. Sim, aquilo já era esperado. Estava escrito, será só os dois não sabiam?

Um beijo no elevador. Por alguns segundos o tempo parou para Lindinha e Dadinho. Boca com boca, língua roçando e a barba de Dadinho assando o rosto de Lindinha. Os braços de Dadinho dançavam pelo corpo de Lindinha e ela tinha sede dele. Fazia tempo que ela não beijava alguém assim, não queria que aquele beijo acabasse.

Mas as portas do elevador se abriram e eles tinham que se recompor. Antes de cada um partir para seu destino, mais um beijo escondido na salinha de xerox.

-Tenho que ir. - disse Dadinho.

Lindinha ficou observando melacolicamente Dadinho correr as escadas de acesso, que o levariam a porta da rua. Lindinha ficou na empresa fazendo hora extra. Ainda sentia o gosto de Dadinho em sua boca. Sentia o cheiro de Dadinho entranhado em sua pele, mas nada poderia fazer a não ser sonhar com aquele beijo.

A vida de Lindinha e Dadinho seria diferente depois daquele beijo e Lindinha sabia porque não poderia sonhar em chamar Dadinho de seu.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Bah, tenho orgulho de ser gaúcha

É fácil perceber porque o Casseta e algumas pessoas de outros Estados gostam tanto de fazer piadas sobre os gaúchos:

-A miss Brasil é gaúcha;

-Elis Regina era gaúcha;

-Nelson Gonçalves era gaúcho;

-Mário Quintana era gaúcho;

-Oswaldo Aranha era gaúcho;

-Lupicínio Rodrigues era gaúcho;

-Érico Veríssimo era gaúcho;

-A melhor modelo do mundo é gaúcha;

-O melhor jogador de futebol do mundo gaúcho;

-Temos um time que é capaz de ser campeão com apenas 7 jogadores em campo, o proprio Gremio;

-Temos outro que apesar de ser roubado é capaz de chegar vivo na última rodada do campeonato, esse sendo o glorioso Internacional;

-Dois Times Campeões do Mundo são gaúchos;

-A melhor atleta olímpica brasileira é uma gaúcha;

-O maior centro de transplante do Brasil é no Rio Grande do Sul;

-É o único estado brasileiro que possui uma 'Brigada' Militar e não uma 'Polícia' Militar;

-O campeão do mundo de judô é gaúcho;

-É um estado onde o gaúcho chama sua mulher de 'prenda' que significa algo precioso, jóia;

-O melhor futebol de salão do Brasil e possivelmente do mundo é gaúcho;

-O estado com o maior número de títulos nacionais no futebol é o Rio Grande do Sul;

-O melhor padrão de vida do Brasil é no Rio Grande do Sul;

-O Centro-Oeste do País, está virando uma potência agrícola graças aos Gaúchos que para lá foram;

-O presidente mais importante da história do Brasil foi gaúcho (Getúlio Vargas);

-O prato mais apreciado e popular (em restaurantes) do país é o churrasco;

-São gaúchos muitos dos melhores profissionais de
comunicação que as grandes redes nacionais a Começar pela Globo, vêm buscar aqui para qualificar os seus quadros;

-Dos 105 anos de República brasileira, gaúchos (Getúlio, João Goulart, Médici e Geisel) governaram o país durante 29 anos (quase 28% do tempo);

-O gaúcho não fala a língua do 'x', pronuncia corretamente as palavras.

Na verdade, é apenas uma compensação pela grande
dor-de-cotovelo que aqueles frustrados sentem quando olham para o que eles dizem ser o fim do País, mas que na verdade é o ponto sobre o qual o Brasil se apóia.

APESAR DE SER BRASILEIRO, O MELHOR...

... É SER GAÚCHO!!!!!!!

MENSAGEM PARA TODO O BRASIL SABER QUE É MUITO BOM SER GAÚCHO, DE CORPO E ALMA, APESAR DE SER BRASILEIRO.
RIO GRANDE DO SUL, INDEPENDENTE, LIVRE, SOBERANO, SE DEUS QUISER, UM DIA...
SIRVAM NOSSAS FAÇANHAS DE MODELO A TODA TERRA

(autor desconhecido)

sábado, 6 de novembro de 2010

Paul Mc Cartney, o show, os Beatles e uma lembrança

Amanhã Porto Alegre vai ser palco de um show histórico, que eu na minha vida, nunca imaginei presenciar: o show de Paul Mc Cartney.

Há mais ou menos um mês atrás na pré-venda dos ingressos, os mais íntimos, os que realmente conhecem minha trajetória de beatlemaníaca, me perguntaram se eu iria ao show. Eu lhes respondi que não sabia.

Estranho para aqueles que me conhecem há tempos e até para mim mesma admito. Há uns bons dez anos atrás - puxa, eu estou ficando velha e nem percebi - eu daria tudo, T-U-D-O, para assistir este show. E hoje, nos dias atuais eu ainda pensei. Por que será? Antes eu era simplesmente fanática pelos Beatles, eu os adorava, colecionava tudo que fosse a respeito deles, ia à exposições, amostras, debates, saraus, concertos sobre Beatles.

Nunca me esqueço que haveria um show de grupo argentino cover há muitos anos dos Beatles, aqui em Porto Alegre. Eles eram perfeitos, além de serem idênticos, cantavam iguais aos Beatles. Para mim era um sonho! E acreditem que eu fiquei doente? Eu sempre fui uma guerreira, estudava de manhã e dava aulas num cursinho de inglês. Era uma rotina ultra estressante. Corria da faculdade para o cursinho e chegava umas onze da noite em casa! Bom, mas aí comecei a sentir umas dores fortes na barriga que desciam para perna e os médicos suspeitavam que fosse apendicite. Não acreditava! Não poderia perder o show, comecei a chorar e rezar. Eu no hospital, fazendo exames e o meu antigo noivo, amigos, irmãs, todos torcendo para não ser nada.
Saí correndo do hospital, só deu tempo de tomar um banho, me arrumar e pegar um táxi. Eu nunca gritei tanto, meu lugar era bem na frente. Me senti no tempo do iê-iê.

Eu ainda tenho todos os CDs, que raramente escuto. Mas sempre que escuto, me trazem ótimas recordações daquele tempo.

Eu tenho tanta coisa sobre os Beatles, além dos CDs, DVDs, camisetas, tenho também livros que contém biografias, letras de músicas, que contam a trajetória da banda e documentários. Estes materiais me ajudaram a fazer o meu trabalho de conclusão na faculdade, que foi sobre os Beatles. Bem, falar sobre o meu trabalho de conclusão não é muito fácil, ainda tenho um pouco de mágoas, é um assunto difícil para mim. O que eu fiz em relação a isso foi com colocar uma pedra em cima disso. Quando me perguntam sobre ele, eu digo que eu adorei fazê-lo, mas que ele não teve relevância para universidade, mas mesmo assim eu consegui passar naquela cadeira e me formar. Não tive o prestígio que julguei merecer, mas acho que aprendi muito.

Por muito tempo o meu beatle preferido foi o John Lennon. Eu sempre lia mais sobre ele, comprava mais coisas sobre ele, me interessava mais sobre ele. Uma vez eu sonhei que eu estava num salão grande e lá havia uma exposição sobre os Beatles. Tinha uma cabine dos Beatles, que parecia um confessionário. Eu me lembro que eu entrei na e o Jonh Lennon estava lá e passou a mão na minha bunda e nós transámos de roupa ali na cabine-confessionário. Que sonho louco!
Eu li um livro que era uma entrevista do John Lennon para a Rolling Stones e fui começando a me desencantar. Isso junto as coisas que eu já havia lido sobre ele. Mas nunca deixei de gostar da sua música. Hoje até curto Jonh Lennon, mas acho muito deprê. Hoje prefiro o som do George Harrison, e do Macca.

Os Beatles fizeram parte de muitos momentos de minha vida. O mais marcante foi o meu tempo de faculdade. Se quisesse uma referência sobre eles era só falar comigo. Uma vez, o músico Frank Jorge, também beatlemaníaco, comentou sobre mim, numa palestra, sobre "uma menina morena de cabelos compridos que gosta de Beatles, que nem eu." Foi a esposa dele, que me contou, na faculdade.

No dia da minha colação de grau, a minha música tema foi "Help".

Eu gostava de os classificar assim: Paul Mc Cartney, o beatle romântico. John Lennon, o beatle sarcástico. Ringo, o beatle infantil. George, o beatle quieto.

Mas e o show do Paul? Ah, vale a pena sim conferir o velho Macca! Ele, em entrevistas mostra que está em ótima forma, que esbanja energia para uma senhor de quase setenta anos. Apesar da idade, vejo que o tempo foi generoso com ele. Percebi também nas entrevistas, que além de vivaz, Mc Cartney se mostra muito simpático com as pessoas.

Sempre considerei Paul Mc Cartney um gênio da música. Ele é, na minha opinião, o melhor melodista e instrumentista que eu já ouvi.

E amanhã é um grande dia para mim, vou assistir a um show histórico. Sir Paul Mc Cartney, em pessoa. Nunca pensei que o veria.

O Sapatão

Eu tenho mais do que uma paixão por sapatos, chega ser uma verdadeira obsessão. Eu tenho tantos sapatos que eu já até pensei em fazer doações de alguns. Em algumas viagens da minha cabeça já imaginei até as minhas sobrinhas fazendo um leilão dos meus sapatos, quando eu vier a partir desta para a melhor.

Eu já perdi as contas de quantos calçados eu tenho. É sapatos, scarpins, sandálias, rasteirinhas, chinelinhos, tênis, sapatilhas... Eu precisava de um closet para guardar tanto sapato. Isso é porque eu nem falei das roupas ainda, por falar em espaço! Mas isto fica para uma outra postagem.

Fãs dos meus sapatos são meus alunos, sempre notam cada sapato que eu apareço nas aulas. E adoram! Até os guris também notam.

- Sora, o que a senhora fez com seus nikes? - ao me verem sempre de sapato alto. Antes eu usava mais tênis.

A minha sobrinha Isabel, que vai completar cinco anos este mês, sempre gostou dos meus sapatos.

- Ai que lindo, tia Cibele, posso experimentar? - ao ver que eu comprei um sapato novo.

E foi nela que eu me inspirei para fazer esta postagem. Nela e na minha paixão por sapatos que aconteceu estes incidentes que eu vou relatar. Seriam trágicos se não fossem cômicos!

Estes dias saí para passear no shopping e acabei entrando numa loja e não satisfeita em só admirar os sapatos comprei um que julguei lindíssimo, já me imaginando com ele e um vestidinho preto tomara-que-caia bem justinho! Comprei. Quase tive um orgasmo!

Certo dia, me arrumei para sair para dançar e coloquei o sapato novo que eu havia comprado mais o vestinho preto justo tomara-que -caia. Ficou linda a combinação de vestidinho e saltão!

Mas mal cheguei na festa senti que o bicho ia pegar! Calma, era o meu sapato. Era um samba de primeira e eu mal conseguia dançar. Aí pensei, "imagina só se eu beber um pouquinho eu vou cair!" Um amigo nosso me tirou para dançar. Rapaz! Eu nunca dancei tão mal! Nem conseguia me equilibrar naquele saltão, quase caí! Só faltava era o tomara-que-caia, cair! Aí acabou com o meu pagode! Gue-rê, gue-rê, gue-rê, gue-rê, gue-rê, gue-rê...

Jurei nunca mais sair para dançar com aquele saltão. Quem sabe jantar?

Fui num churrasco em família, na casa da minha irmã mais velha, estava toda a minha família lá, juntamente com os irmãos do marido dela. Quando eu bati na porta, não me lembro quem atendeu só sei que veio a minha sobrinha Isabel correndo me abraçar.

- Tia Cibele...
Juntos com ela, veio o meu outro sobrinho, o Matheus, de três aninhos, filhos da anfitriã e mais um priminho do Matheus, filho do meu cunhado.

- Eh, tia Cibele...

Vieram correndo me abraçar. Não deu tempo de nada, a Isabel se abraçou nas minhas pernas e eu me desequilibrei, porque milésimos de segundos depois vieram as outras crianças também me abraçar as pernas e caí. Além de ficar com dor, ainda levei um xingão da Isabel.

- Quem mandou tu sempre ficares andando nestes teus sapatões! Olha o tamanho dos salto, né, tia Cibele!

Sim, eu estava com o dito cujo!

Já o Matheus, foi mais solidário, me deu um beijinho e perguntou se eu estava machucada. O priminho do Matheus também compreensivo.

E o que me restou naquele dia? Levantar, sacudir a poeira e vestir uma rasteirinha. E dar volta por cima!

O famoso dito cujo - o sapatão

O Professor Está Sempre Errado

PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO
(autor desconhecido)

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!


Se é jovem, não tem experiência.
Se é velho, está ultrapassado.

Se não tem automóvel, é um pobre coitado.
Se tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Se fala em voz alta, vive gritando.
Se fala em tom normal, ninguém escuta.

Se não falta ao colégio, é "caxias".
Se precisa faltar, é "turista".

Se conversa com os outros professores, está "malhando" os alunos.
Se não conversa, é antipático.

Se dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Se dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Se brinca com a turma, é metido a engraçado.
Se não brinca com a turma, é chato.

Se chama a atenção, é estúpido.
Se não chama a atenção, não sabe se impor, é um fraco.
Se a prova é longa, não dá tempo.
Se a prova é curta, tira as chances do aluno.

Se escreve muito, não explica.
Se explica muito, é porque tem preguiça de escrever.

Se fala corretamente, ninguém entende.
Se fala a linguagem do aluno, é porque não tem vocabulário.
Se exige, é rude.
Se não exige, é porque não se importa com o aluno.

Se elogia, é debochado.
Se não elogia, é porque não sabe reconhecer o empenho do aluno.

Se o aluno é reprovado, é perseguição.
Se o aluno é aprovado, deu "mole".

E além de ensinar, o professor tem que educar os alunos, pois nem isso os pais querem ter o trabalho de fazer!
Os alunos de hoje, serão os contadores, os médicos, os arquitetos de amanhã. É inaceitável que o professor, responsável pela formação de futuros cidadãos, seja tão mal remunerado e desvalorizado...

É minha gente, o professor está sempre errado. Mas se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!


Se você acredita na EDUCAÇÃO como a salvação da sociedade prestigie mais o professor!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Amizade Colorida

* Qualquer semelhança com caso verídico é mera coincidência. Esta postagem pode conter material inadequado para menores de 14 anos.

- Tu estás me seguindo?
- Um pouquinho, talvez...
Ele riu, um tanto quanto sem graça, enquanto ela o analisava de dentro de seu carro.
- Tu me disseste que me ligaria logo.
- Bom... tu não me deste tempo para isto.
- Sabe, eu estou chateada contigo... tu não me convidaste pro teu aniversário e eu perdi uma prova de penal por causa tua.
Ele que estava prestes a entrar no carro dele, mudou de ideia. Não disse nada, só ouviu o que que ela tinha pra falar.
- Será que tem um jeito de tu me compensares por isso?
- De que jeito tu queres que eu te compense? -indagou-lhe, debruçado à janela do carro dela.
- Vamos passar esta noite juntos na minha casa. Entra no meu carro.
- Vamos. Pela nossa amizade.
- Pela nossa amizade.
E ele entrou no carro dela. Ela foi dirigindo em alta velocidade.
- O que tu falaste sobre mim para o Gigante?
- O quê? Como assim? Não falei nada.
- Falou nada o caralho!
- Calma, eu falei que nós somos amigos!
- Mentira!
Ela pisou mais rápido no acelerador.
- Ei, o que tu estás fazendo? Vai devagar!
- Por que tu falaste pro Gigante que eu era uma das tuas parceiras de cama?
Ele ficou sem fala. Suava frio.
- Puta que o pariu! E tu me vens com esta história de amiga!
E ela começou a bater com a cabeça na buzina do carro sem olhar para o trânsito, que fluía normalmente e ele apavorado gritava:
- Olha pra frente!
- Eu não sou tua amiga!
- Por favor, presta atenção na direção! - implorava ele, ao ver ela dirigindo que nem uma louca, em alta velocidade, sem que ele pudesse fazer muita coisa.
- Amigos não trepam!
Ele tentam auxiliar na direção do carro, mas em vão, pois ela estava enlouquecida. Cada vez mais acelerava o carro.
- Tens ideia de como é difícil pra mim fingir que sou tua amiga? Nós tínhamos um compromisso!
- Um compromisso? - perguntou ele, nervosamente, quase que se arrependendo da pergunta.
- Nós transamos quatro vezes! Você entrou dentro de mim! Eu engoli o seu esperma! Isso já é um compromisso!
Neste momentos ela começa a passar em todos os sinais vermelhos e por pouco não bate num caminhão.
- Para o carro! Para este carro!
- Eu te amo!
E o carro atinge a velocidade de 140 km por hora.
-Eu te amo, não dá pra perceber? Eu fico sempre com esta expectativa de quando será que tu vais me ligar pra gente fazer alguma coisa juntos. Não aguento mais esta história de amigos.
- Tá bom, então para o carro e vamos até a tua casa conversar sobre isto.
- Me responde uma coisa, o que é a felicidade pra ti?
Ele ficou atônito, sem resposta, com aquela pergunta repentina. Enquanto isso ela continuava acelerando.
- Porque pra mim, felicidade é estar contigo.
- Tá. Eu te amo! Tá bom, eu te amo! - diz ele nervoso, como que para tirar um peso da consciência.
Ela sorri, pisa mais fundo no acelerador e joga o carro em direção a uma ponte e o carro cai de uma altura de aproximadamente três metros de altura. Ela morre na hora, ele fica uma semana e em coma mas sobrevive. Seu rosto fica totalmente deformado.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Dia do Professor

Bom, vamos falar sobre o dia do professor que foi no semana passada, dia 15 de outubro. Vamos falar do dia desse profissional que é essencial para a formação de outros profissionais mas tão desvalorizado, tão desprestigiado nos dias atuais.

Várias coisas que eu diria, no mínimo, interessantes, aconteceram neste meu dia dos professores. A começar por um curso de formação que o município em que eu trabalho oferece. O curso é massante, as palestras em sua grande maioria não são aproveitadas, pois os professores que chamam tanto a atenção dos alunos pela sua conversa, não param de tagarelar. O ponto alto do curso é quando os vários professores do munícipio se encontram e aproveitam para "colocar o papo em dia". Outro momento de grande sucesso no curso é o "coffee-break". Meu Deus, aí esta parte é no mínimo bizarra, para não dizer outra coisa. Na hora de servir os educadores esquecem a educação e simplesmente atacam a comida. Eu fico com vergonha do que eu vou descrever. É gente enchendo copinhos de água até a borda de salgadinhos, ao invés de servir um salgadinho de cada vez. O que é isso? Parecem uns loucos de fome! Nem parecem que são detentores do conhecimento, que deveriam estar dando exemplo.

Há quem discorde do que eu vou dizer, pois é bem polêmico, mas por que será que a classe dos professores está tão desprestigiada? Será por que eles são uma das classes mais desunidas? Já cansei de ver colegas dizendo "Ah, mas comigo isso não acontece, não minha aula não é assim, comigo o fulaninho não faz isso..." ao invés de apoiar os colegas, de pegar junto. Será que é por que entre os professores há muita falta de ética? Eu não vejo médicos falando mal de seus colegas, como vejo meus colegas professores falando uns dos outros, criticando o trabalho alheio, ao invés de ajudar, de construir.

Tem coisas que me revoltam no ambiente escolar, como por exemplo a falta de respeito de alguns pais e até mesmo dos alunos, questionando o método de ensino, batendo boca, fazendo gracinha, ou seja desrespeitando os professores. Olha, eu nunca vi alguém fazendo algo parecido com advogados ou médicos.

Sem contar que o salário do professor é de dar dó! E há que diga ainda que professor tira férias demais! É férias de Julho e quase dois meses no veraneio, Janeiro e Fevereiro. Puxa, com o salário que ganhamos, com o estresse que sofremos, é mais do que justo e merecido, que nós professores tenhamos, pelo menos, essa recompensa.

Neste último dia dos professores, além ter de trabalhar, eu não ganhei nem um brindezinho. Nem um cartãozinho, nem um bombom, nem uma balinha, nada. Quando eu cheguei do curso, a minha irmã mais velha me cumprimentou e perguntou se eu tinha ganhado muitos presentes da Natura dos alunos. Não ganhei porra nenhuma! Bons tempos eram aqueles em que o professor ganhava uma maçã!

Mas nem tudo estava perdido. Quando eu já tinha perdido todas as esperanças, eis que surge uma luz no fim do túnel. Esta semana, na quarta feira do dia 20 de Outubro, a outra escola em que eu trabalho, em Alvorada, estava com uma linda mesa posta, cheia de guloseimas, com um clima alegre e super aconchegante. Eu que estava meio desanimada, vendo aquilo já me animei.
Para minha surpresa fizemos uma brincadeira muito divertida na qual deveríamos tirar um envelope de um saco e ao ver o nome do colega que estava no envelope, deveríamos falar características do colega. Para mim foi emocionante. Após descrevermos todos os colegas, abrimos nossos envelopes e encontramos duas fotos com imagens do grupo em momentos divertidos na escola.

É nesses momentos que eu tenho orgulho de ser professora, é nestas horas que penso que os professores fazem a diferença na educação. É em momentos bons como estes que eu acredito que a educação é a arma mais poderosa que a gente pode usar para mudar o mundo.

Professores, sejamos a diferença na educação.
Parabéns por todos aqueles, que, assim como eu, querem fazer a diferença.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Tarado no Cinema

Esta postagem é mais do que uma postagem é um alerta.

Estes dias eu fui assistir o filme "Nosso Lar" com a minha sobrinha Carol, num reconhecido cinema, num grande shopping da capital. O cinema estava cheio e sob meus protestos, a Carol resolveu sentar em um lugar onde havia lugares vagos para nós duas, mas eu teria que sentar ao lado de um senhor idoso. Eu insisti que sentássemos nas alas laterais, mas ela afirmava que de lá não enxegaríamos bem. Tudo bem, a contra gosto, sentei ali, pois odeio sentar ao lado de desconhecidos no cinema.
Nós havíamos comprado pipoca e refri e Carol me comentou que estava sentindo cheiro de chulé, e eu categoricamente lhe respondi quase que pressentindo o que viria que aquele cheiro não era de chulé.
Durante o filme, senti que havia uma certa movimentação esquisita do senhor que se encontrava ao meu lado, mas não quis olhar, tentei me concentrar no filme que era muito comovente e tinha uma história muito bonita. Mas a movimentação não cessava, eu não cheguei a olhar diretamente ao que ele estava fazendo, mas o que me parecia era que a mão dele estava tremendo. Bom, pensei, vai ver ele tem "Mal de Parkinson", pois a minha mãe é portadora da doença e apresenta sintomas de tremores na mãos.
A função continuava e eu ouvia um barulho de tecido roçando. Foi então que eu comentei com a Carol:
- Pode ser loucura da minha cabeça, mas acho que senhor do meu lado está se masturbando.
A Carol olhou e ele percebeu e cruzou as pernas, disfarçando.
Volta e meia durante o filme, a movimentação continuava e uma hora eu até ouvi uns gemidos. Mas o pior de tudo, a gota d'água foi quando eu comecei a sentir um cheiro horrível, aquele cheiro que a Carol falou no início do filme. Era um cheiro de mijo, mistura com pinto sujo, me dá náuseas só de lembrar. Eu não queria acreditar que podia ser verdade o que eu estava realmente pensando, portando nem olhava.
Até que de tão desconfortável eu falei de novo pra Carol e ela me pediu pra disfarçar e quando ela olhou pro lado, o sujeito realmente estava se masturbando. Ao ver que a gente iria sair dali, ele fugiu, saiu correndo.
- Vou dar um pau (uma surra) neste velho! -disse a Carol.
- Eu também!
E saímos correndo atrás de segurança, fizemos um rebuliço naquele cinema, invadimos os banheiros reviramos as salas atrás do meliante, parecia coisa de filme! Os cliente até reclamaram que estava atrapalhado o filme. Se eles soubessem o tinha nos acontecido... Alguns ficaram assustados, acharam que tinha assalto ou ameaça de bomba no cinema. Mas não é que por pouco, não pegamos o filho da puta! Mais tarde nas câmeras de segurança do cinema, vimos que tarado, fugiu por uma saída de emergência, limpando as mãos nas calças e por questão de segundos o pessoal do cinema não passa por ele! Puro azar!
O pessoal do cinema foi show de bola. Nos trataram com muito respeito e fizeram de tudo para nos ajudar a encontrar o tarado e não o deixar impune. Já o pessoal do shopping, fez corpo mole, não quiseram se meter, o que eu acho cabível de um processo de danos morais e constrangimento! Afinal de contas, o pessoal do shopping não moveu uma palha para nos dar um suporte, para acionar a segurança do shopping. Quem fez todo o serviço e muito bem feito foi o pessoal do cinema.
Mas o meu recado também era o seguinte, o pessoal do cinema disse que já houve reclamações de um sujeito se masturbando nas salas e que ele inclusive, faz isso nos filmes infantis e certa vez pegou a mão de uma senhora para colocar no membro dele. O constrangimento das pessoas as vezes impedem que elas tenham atitudes como a nossa, pois esta senhora só reclamou no fim do filme.
Pessoal, denunciem, façam escândalo, não deixem estes tarados passarem impunes! E mais respeitem a classificação dos filmes, cuidem dos seus filhos, das crianças, dos adolescentes, não deixem eles irem sozinhos ao cinema, sem a companhia de um responsável. Se aconteceu isso com adultas como eu e a Carol, imagina com criança e adolescente que não sabem como se defender.
Um abuso ainda que não consumado é um trauma pra vida inteira. Eu por exemplo, ainda estou enojada e revoltada como esta situação constrangedora que passei.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Criaturas sem noção

Há muito tempo eu não escrevia. Não por falta de inspiração e sim por falta de tempo, pois histórias tenho de sobra para contar e minha imaginação vocês nem tem ideia de como anda fértil!

Mas aqui estou eu cá a divagar sobre as criaturas sem noção que aparecem no nosso caminho.

Estes dias saí com umas amigas num pubzinho irlandês de alta "catiguria", como diria o poeta, num bairro nobre de Porto Alegre, para rirmos juntas dançarmos e tomarmos uma cerveja. Aconteceu que a vontade de urinar, foi maior que a vontade de beber e eu tive ir ao "toalete".
Chegando, uma fila de gurias esperando a sua vez de "mijar". Eu que cheguei meio sem saber fui avisada educadamente pelas gurias sobre a fila. Ok, beleza, fiquei esperando então. Aí do nada, me chega uma criatura completamente embriagada, mal podendo ficar em pé, tomando champagne direto do gargalo, passando direto na frente de todas na fila. Ou seja, era minha vez de mijar e tentou passar na minha frente, mas eu não deixei:
- É minha vez! - disse eu.
- Nãão zzzou eu que vou. -disse a guria com essa voz de bêbada.
-Não, tu não vai, tu não tava na fila, é a minha vez. - e puxei a guria por um braço e empurrei ela pra fora da "patente".
Aí a guria me chamou de chinela, disse que o pub estava uma chinelagem, que só faltava eu beber a champagne dela.... que só o que faltava ela entrar em fila... Sem noção! A guria estava tão bêbada, mas tão bêbada, que ela foi embora logo depois do epsódio, porque nem parava em pé.

Outro sem noção: Um carinha bem apessoado, estava de olho em uma das minhas amigas num barzinho, só que o cara estava acompanhado de uma loira. Mas o cara bem sem noção, primo do Joselito (sabem, o Joselito, , o sem noção) volta e meio vinha conversar com a gente e deixa a loira de molho e depois voltava lá com ela. Nem eu, nem minhas amigas estávamos achando aquilo bonito. Até que em mais uma das investidas do cara a nossa mesa ele chegou e disse que tinha mandado a loira pastar para ficar com a minha amiga. Mas a minha amiga ficou fazendo jogo duro a noite toda e disse que só sairia com ele num outro dia. Na hora irmos embora o cara se despediu da minha amiga, dizendo o seguinte:
-Então tá. Eu vou te ligar, vou te ligar mesmo. Pra gente transar um pouco, ficar juntinhos...
Não, olha, este foi totalmente sem noção! E pior que ela não nos contou, nós mesmas ouvimos! A minha amiga não sabia onde enfiar a cara, não sabia de xingava, se ria, se chorava... Nós não podiamos nem nos olhar, eu então dei-lhe uma "gaitada"!

Eu confesso que sou uma professora sem noção, mas as vezes meus alunos fazem algo sem noção!
Durante dois conselhos de classe dois alunos cometeram algo que eu não diria sem noção, mas sim muito inusitados. A sem noção fui eu que não consegui ser profissional o suficiente para segurar o riso, mas me diga, que seria?
Na primeira situação, estavamos todos em reunião professores e alunos discutindo um assunto totalmente pertinente, quando um dos meus alunos mais queridos e de bom coração do grupo de jovens e adulto, tirou os tênis e colocou talco para pés, dentro dos tênis em plena reunião. Os alunos vendo aquela cena, desataram a rir, e os professores impassíveis, menos eu, que tive que até sair do recinto para rir. Sem noção!
Na segunda situação, o outro aluno, um tanto quanto excêntrico, já tinha tido várias atitudes estranhas que mostravam que ele estava querendo chamar atenção, tipo falar no celular, ouvir música e conversar durante a reunião. Mas a top ten desta noite nem se compara a esta que o aluno fez. Estámos todos numa calorosa discussão, quando o aluno levanta de seu lugar, vai a frente, pega a lixeira e na lixeira acha um copo de plástico. Neste copo de plástico, ele solto um sonoro catarro. Em alto e bom som. Para todo verem, rirem e ouvirem. Eu não sabia se eu ria, vomitava ou me mijava de tanto rir. Ali todos perderam a compostura. Esta cena foi bizarra, foi algo... sem noção!

domingo, 23 de maio de 2010

Divagações sobre o peido

Hoje só tem bobagem, mas meu humor escatólogico não me permite deixar de compartilhar isto aqui. Pelo menos sei que vamos dar boas risadas. Então lá vai!

O peido
O peido é o e-mail que avisa que a caixa de saída está cheia.
O peido é o grito de liberdade de um cu oprimido
O peido é o telefonema que avisa que a merda está chegando
O peido é um arroto que saiu pelo lado errado
O peido é a voz de um cu falando
O peido é um aviso da natureza dizendo que vem merda
O peido é um grito deseperdo dizendo que a merda quer sair
O peido é o telegrama sonoro que vem da cidade do intestino avisando que o chefe bunda que o trem bosta vem chegando
O peido é um suspiro de um ânus apaixonado
Peido não nego, cago quando puder

Se você quiser dar mais risadas visite o site abaixo e ouça os tipos de peido. Você vai peidar de tanto rir!
http://www.perguntascretinas.com.br/2007/01/07/tipos-de-peido/

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Filhos da Mãe

Eu fico doente ao chegar a conclusão de como os filhos homens são super protegidos pelas mães. E fico mais doente de ver como eles são extremamente dependentes das suas mães. São todos literalmente uns filhos da mãe!

Que eu me lembre, a maioria dos meus ex-namorados eram filhos da mamãe. Para tudo eles tinham que pedir uma segunda opinião para as mães. Tudo da mamãe era melhor, a comidinha da mamãe, o tempero, a casa, o colo, o ombro e a opinião da mamãe! A opinião da mamãe era soberana. Não havia como competir com um adversário tão forte quanto a mamãe.

E para os filhos serem tão devotos à mamãe, é óbvio que a mamãe estava sempre do lado deles, mesmo que estivessem errados.

O que sempre me irritou de ver, além desta dependência dos filhos homens às mães foi o fato da mamãe sabe-tudo estar sempre, mesmo que sem explicitamente, meter o bedelho em tudo. Eu não conheci nenhuma mãe, destes filhos da mãe, que achassem que não podem dar um pitaco. Elas estão sempre lá para protegerem seus filhinhos indefesos, diga-se de passagem uns marmanjos, barbados!

Esta novela "Viver a Vida" está dando um boa amostra do que eu estou dizendo. Como uma mãe pode se tornar descontrolada por se achar no direito de interferir nas escolhas dos filhos. Aquela personagem, a Ingrid, precisa se ocupar mais, transar mais e dar uma relaxada. Que mulher mais chata! E louca! Não consegui conceber as coisas que ela fez e falou na tentativa de "evitar" que seus filhos cometessem equívocos. Em primeiro lugar eles não lhe pediram nada. E em segundo lugar o que dá a ela o direito de interferir na vida deles a tal ponto. Foi o cúmulo ela estar tão preocupada em ter certeza que um de seus filhos sentissem prazer na hora do sexo. O que ela quer? De certo que ir lá conferir se está correndo tudo bem na hora H?

Eu como professora, convivo com mães controladoras que por causa de tais comportamentos acabam até afetando a personalidade dos meus alunos. Uma vez eu conheci uma mãe que não deixava o filho adolescente que estava na 8ª série ir para a casa sozinho pois tinha medo que ele recebesse más influências no caminho até a escola. "Deus me livre o dia que ele sair de casa, ele é meu cristalzinho!" O menino já estava virando alvo de chacotas pelo comportamento sufocantemente protetor da mãe. O que também costuma acontecer é de o filho ter um comportamento na frente da mãe e ao estar sozinho, como pude observar em alguns alunos meus, a atitude ser exatamente oposta àquela na frente da mãe.

Filhos, saiam da barra da saia da mamãe. Mães deixem seus filhos serem homens! Cresçam homens! E mães, deixem seus filhos crescerem!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Como parei de fumar

Tanta coisa aconteceu! E tanto tempo faz que eu não apareço por aqui! Mas eu tenho tanta coisa pra contar que eu nem sei por onde começar.

Bom, a primeira e acho que a mais significante de todas as novidades é que eu parei de fumar! Graças a Deus faz quase três meses que eu não sei mais o que é fumar. Quem me conhece sabia a quanto tempo eu queria parar de fumar e depois de algumas tentativas frustradas eu simplesmente parei. Foi assim que tudo começou: Quando eu tinha 27 eu comecei a fumar, fumava a princípio só quando eu saía e depois fumar acabou virando um hábito. Péssimo hábito, é bom lembrar e que eu nunca me orgulhei dele. Eu fumava um monte! O meu carro era o meu lugar preferido de fumar. Eu entrava no carro e já tinha que acender um cigarro. Havia quem entrasse no meu carro e se assustasse com o monte de maços vazios, havia quem dissesse que o meu carro fedia, parecia que estavam numa festa, na noite, tamanho o "budum"! E por 5 anos eu fiquei neste péssimo hábito... o pior de tudo era quando o cigarro acabava e ficava naquela loucura de que precisava comprar. E tinha que ter o cigarro que eu fumava (Lucky Strike), não podia ser outro, mas também se não tivesse eu não ficaria sem porque eu tinha os meus substitutos: Malboro Lights, Free e na pior das hipóteses eu encarava um Carlton. Éca!

Mas há um tempo eu comecei a fazer tentativas de realmente parar, pois eu tinha medo de continuar nesta vida, melhor dizendo de não continuar vivendo... Eu tentei até tomar um remédio, mas aos poucos comecei a perder o gosto pelo cigarro. Havia épocas que eu me segurava e não fumava. Parece que desde que eu vendi o meu carro, fumar perdeu a graça. Parece bobagem dizer, mas eu associava o fumo com a direção. É claro que hoje e um dia tudo seria diferente.

Em Janeiro eu fumei o meu último cigarro. Fumei e não gostei. Aí não fumei mais. Botei um maço cheio de cigarros no lixo . Quer dizer, pedi pra minha irmã colocar. Tempo depois me deu vontade de fumar novamente e eu pedi pra ela me dar os cigarros de volta, mas ela disse:

-Só se tu quiseres ir lá rua, mexer no lixo e pegar.

Mas eu não peguei e continuei meu plano de tentar não fumar mais. Quando eu estava no Rio de Janeiro eu achava que ia ser difícil, mas tudo que eu fazia lá , não combinava com fumo. Eram caminhadas, subidas e descidas e eu precisava de fôlego. Foi aí que eu me dei conta de que o movimento do corpo me ajudava. E foi em Santa Catarina numa academia ao livre para pessoas da terceira idade que eu vi que fazer uma atividade física seria importante para levar meu plano adiante. Nesta época, era Carnaval, eu já não sentia aquela vontade de antes. Eu estava numa fase em que eu tomei consciência do meu corpo e da minha alimentação. Junto com o meu plano de largar o cigarro pra sempre eu comecei a fazer uma dieta. Mas não era uma daquelas minhas dietas loucas, eu comecei a me alimentar melhor, comer mais frutas e fibras, cereais, cortar um pouco o refri (eu também sou viciada por refrigerante), beber mais água. E o segredo pra não passar fome, foi fazer seis refeições no dia. E acreditem além de parar de fumar, eu perdi peso! Aí eu aliei tudo isso ao fato de que eu queria fazer atividade física. Então eu me matriculei em uma academia aqui pertinho de casa e desde então sou uma aluna assídua.

Fumar não tem mais nada a ver com a minha nova fase de agora. Além de não ter mais vontade, eu sinceramente, acho que não combina mais comigo. Desde que eu parei de fumar e comecei a fazer ginástica, eu notei que o meu fôlego é outro! Coisa que eu nunca conseguia fazer era correr. Eu corria no máximo dois minutos ou menos até. Hoje eu que era totalmente sedentária, já bati meu record, 20 minutos correndo. Eu sei que pra vocês pode ser muito pouco, mas eu comemoro estas pequenas vitórias.

E pra quem precisa de um incentivo, fica aqui o meu recado: Apague o cigarro e comece a se exercitar. Eu consegui, por que vocês não conseguiriam? É só querer. E eu lhes digo, parei e nunca mais vou fumar.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Construção

Escutei esta música na minissérie "Queridos Amigos" e adorei, é do Chico Buarque.

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague

Malandro é malandro e mané é mané

Vê se não dá vontade de mandar à merda, à puta que o pariu quando algo do tipo acontece? Tu estás lá bem bela e comprometida e um "fantasma" do passado ressurge das cinzas do inferno e te manda um torpedo bem informal perguntando se tu estás afim de fazer algo. E como se não bastasse ele ter mexido no teu orkut e saber da tua atual condição, ainda assim é insistente "Estás aí, vamos fazer alguma coisa?" , te liga lombriga (como diria minha amiga Lúcia)!

Recentemente uma amiga minha sofreu deste mesmo mal. O que responder disse ela? Quer melhor resposta que o simples fato de não responder. Sim, ignorar. Por que a criatura não veio fazer convite quando eu estava disponível, livre? Ah, pode parando... O que foi isso? Saudades depois de mil anos sem falar comigo? Eu que não era tão interessante agora sou? Resolveu lembrar dos "bons" momentos? Que nada! Eu tenho experiência com gente sem vergonha, esqueceram, malandro é malandro e mané é mané. E no caso, mané é aquele que ousa me passar a conversa com a desculpa "ai, eu só queria conversar..." Que conversar o quê! Vai é ficar com cinco! Cinco contra um!

Para um bom entendedor, meia palavra basta...