sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Construção

Escutei esta música na minissérie "Queridos Amigos" e adorei, é do Chico Buarque.

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague

Malandro é malandro e mané é mané

Vê se não dá vontade de mandar à merda, à puta que o pariu quando algo do tipo acontece? Tu estás lá bem bela e comprometida e um "fantasma" do passado ressurge das cinzas do inferno e te manda um torpedo bem informal perguntando se tu estás afim de fazer algo. E como se não bastasse ele ter mexido no teu orkut e saber da tua atual condição, ainda assim é insistente "Estás aí, vamos fazer alguma coisa?" , te liga lombriga (como diria minha amiga Lúcia)!

Recentemente uma amiga minha sofreu deste mesmo mal. O que responder disse ela? Quer melhor resposta que o simples fato de não responder. Sim, ignorar. Por que a criatura não veio fazer convite quando eu estava disponível, livre? Ah, pode parando... O que foi isso? Saudades depois de mil anos sem falar comigo? Eu que não era tão interessante agora sou? Resolveu lembrar dos "bons" momentos? Que nada! Eu tenho experiência com gente sem vergonha, esqueceram, malandro é malandro e mané é mané. E no caso, mané é aquele que ousa me passar a conversa com a desculpa "ai, eu só queria conversar..." Que conversar o quê! Vai é ficar com cinco! Cinco contra um!

Para um bom entendedor, meia palavra basta...