terça-feira, 28 de setembro de 2010

Tarado no Cinema

Esta postagem é mais do que uma postagem é um alerta.

Estes dias eu fui assistir o filme "Nosso Lar" com a minha sobrinha Carol, num reconhecido cinema, num grande shopping da capital. O cinema estava cheio e sob meus protestos, a Carol resolveu sentar em um lugar onde havia lugares vagos para nós duas, mas eu teria que sentar ao lado de um senhor idoso. Eu insisti que sentássemos nas alas laterais, mas ela afirmava que de lá não enxegaríamos bem. Tudo bem, a contra gosto, sentei ali, pois odeio sentar ao lado de desconhecidos no cinema.
Nós havíamos comprado pipoca e refri e Carol me comentou que estava sentindo cheiro de chulé, e eu categoricamente lhe respondi quase que pressentindo o que viria que aquele cheiro não era de chulé.
Durante o filme, senti que havia uma certa movimentação esquisita do senhor que se encontrava ao meu lado, mas não quis olhar, tentei me concentrar no filme que era muito comovente e tinha uma história muito bonita. Mas a movimentação não cessava, eu não cheguei a olhar diretamente ao que ele estava fazendo, mas o que me parecia era que a mão dele estava tremendo. Bom, pensei, vai ver ele tem "Mal de Parkinson", pois a minha mãe é portadora da doença e apresenta sintomas de tremores na mãos.
A função continuava e eu ouvia um barulho de tecido roçando. Foi então que eu comentei com a Carol:
- Pode ser loucura da minha cabeça, mas acho que senhor do meu lado está se masturbando.
A Carol olhou e ele percebeu e cruzou as pernas, disfarçando.
Volta e meia durante o filme, a movimentação continuava e uma hora eu até ouvi uns gemidos. Mas o pior de tudo, a gota d'água foi quando eu comecei a sentir um cheiro horrível, aquele cheiro que a Carol falou no início do filme. Era um cheiro de mijo, mistura com pinto sujo, me dá náuseas só de lembrar. Eu não queria acreditar que podia ser verdade o que eu estava realmente pensando, portando nem olhava.
Até que de tão desconfortável eu falei de novo pra Carol e ela me pediu pra disfarçar e quando ela olhou pro lado, o sujeito realmente estava se masturbando. Ao ver que a gente iria sair dali, ele fugiu, saiu correndo.
- Vou dar um pau (uma surra) neste velho! -disse a Carol.
- Eu também!
E saímos correndo atrás de segurança, fizemos um rebuliço naquele cinema, invadimos os banheiros reviramos as salas atrás do meliante, parecia coisa de filme! Os cliente até reclamaram que estava atrapalhado o filme. Se eles soubessem o tinha nos acontecido... Alguns ficaram assustados, acharam que tinha assalto ou ameaça de bomba no cinema. Mas não é que por pouco, não pegamos o filho da puta! Mais tarde nas câmeras de segurança do cinema, vimos que tarado, fugiu por uma saída de emergência, limpando as mãos nas calças e por questão de segundos o pessoal do cinema não passa por ele! Puro azar!
O pessoal do cinema foi show de bola. Nos trataram com muito respeito e fizeram de tudo para nos ajudar a encontrar o tarado e não o deixar impune. Já o pessoal do shopping, fez corpo mole, não quiseram se meter, o que eu acho cabível de um processo de danos morais e constrangimento! Afinal de contas, o pessoal do shopping não moveu uma palha para nos dar um suporte, para acionar a segurança do shopping. Quem fez todo o serviço e muito bem feito foi o pessoal do cinema.
Mas o meu recado também era o seguinte, o pessoal do cinema disse que já houve reclamações de um sujeito se masturbando nas salas e que ele inclusive, faz isso nos filmes infantis e certa vez pegou a mão de uma senhora para colocar no membro dele. O constrangimento das pessoas as vezes impedem que elas tenham atitudes como a nossa, pois esta senhora só reclamou no fim do filme.
Pessoal, denunciem, façam escândalo, não deixem estes tarados passarem impunes! E mais respeitem a classificação dos filmes, cuidem dos seus filhos, das crianças, dos adolescentes, não deixem eles irem sozinhos ao cinema, sem a companhia de um responsável. Se aconteceu isso com adultas como eu e a Carol, imagina com criança e adolescente que não sabem como se defender.
Um abuso ainda que não consumado é um trauma pra vida inteira. Eu por exemplo, ainda estou enojada e revoltada como esta situação constrangedora que passei.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Criaturas sem noção

Há muito tempo eu não escrevia. Não por falta de inspiração e sim por falta de tempo, pois histórias tenho de sobra para contar e minha imaginação vocês nem tem ideia de como anda fértil!

Mas aqui estou eu cá a divagar sobre as criaturas sem noção que aparecem no nosso caminho.

Estes dias saí com umas amigas num pubzinho irlandês de alta "catiguria", como diria o poeta, num bairro nobre de Porto Alegre, para rirmos juntas dançarmos e tomarmos uma cerveja. Aconteceu que a vontade de urinar, foi maior que a vontade de beber e eu tive ir ao "toalete".
Chegando, uma fila de gurias esperando a sua vez de "mijar". Eu que cheguei meio sem saber fui avisada educadamente pelas gurias sobre a fila. Ok, beleza, fiquei esperando então. Aí do nada, me chega uma criatura completamente embriagada, mal podendo ficar em pé, tomando champagne direto do gargalo, passando direto na frente de todas na fila. Ou seja, era minha vez de mijar e tentou passar na minha frente, mas eu não deixei:
- É minha vez! - disse eu.
- Nãão zzzou eu que vou. -disse a guria com essa voz de bêbada.
-Não, tu não vai, tu não tava na fila, é a minha vez. - e puxei a guria por um braço e empurrei ela pra fora da "patente".
Aí a guria me chamou de chinela, disse que o pub estava uma chinelagem, que só faltava eu beber a champagne dela.... que só o que faltava ela entrar em fila... Sem noção! A guria estava tão bêbada, mas tão bêbada, que ela foi embora logo depois do epsódio, porque nem parava em pé.

Outro sem noção: Um carinha bem apessoado, estava de olho em uma das minhas amigas num barzinho, só que o cara estava acompanhado de uma loira. Mas o cara bem sem noção, primo do Joselito (sabem, o Joselito, , o sem noção) volta e meio vinha conversar com a gente e deixa a loira de molho e depois voltava lá com ela. Nem eu, nem minhas amigas estávamos achando aquilo bonito. Até que em mais uma das investidas do cara a nossa mesa ele chegou e disse que tinha mandado a loira pastar para ficar com a minha amiga. Mas a minha amiga ficou fazendo jogo duro a noite toda e disse que só sairia com ele num outro dia. Na hora irmos embora o cara se despediu da minha amiga, dizendo o seguinte:
-Então tá. Eu vou te ligar, vou te ligar mesmo. Pra gente transar um pouco, ficar juntinhos...
Não, olha, este foi totalmente sem noção! E pior que ela não nos contou, nós mesmas ouvimos! A minha amiga não sabia onde enfiar a cara, não sabia de xingava, se ria, se chorava... Nós não podiamos nem nos olhar, eu então dei-lhe uma "gaitada"!

Eu confesso que sou uma professora sem noção, mas as vezes meus alunos fazem algo sem noção!
Durante dois conselhos de classe dois alunos cometeram algo que eu não diria sem noção, mas sim muito inusitados. A sem noção fui eu que não consegui ser profissional o suficiente para segurar o riso, mas me diga, que seria?
Na primeira situação, estavamos todos em reunião professores e alunos discutindo um assunto totalmente pertinente, quando um dos meus alunos mais queridos e de bom coração do grupo de jovens e adulto, tirou os tênis e colocou talco para pés, dentro dos tênis em plena reunião. Os alunos vendo aquela cena, desataram a rir, e os professores impassíveis, menos eu, que tive que até sair do recinto para rir. Sem noção!
Na segunda situação, o outro aluno, um tanto quanto excêntrico, já tinha tido várias atitudes estranhas que mostravam que ele estava querendo chamar atenção, tipo falar no celular, ouvir música e conversar durante a reunião. Mas a top ten desta noite nem se compara a esta que o aluno fez. Estámos todos numa calorosa discussão, quando o aluno levanta de seu lugar, vai a frente, pega a lixeira e na lixeira acha um copo de plástico. Neste copo de plástico, ele solto um sonoro catarro. Em alto e bom som. Para todo verem, rirem e ouvirem. Eu não sabia se eu ria, vomitava ou me mijava de tanto rir. Ali todos perderam a compostura. Esta cena foi bizarra, foi algo... sem noção!