sábado, 6 de novembro de 2010

Paul Mc Cartney, o show, os Beatles e uma lembrança

Amanhã Porto Alegre vai ser palco de um show histórico, que eu na minha vida, nunca imaginei presenciar: o show de Paul Mc Cartney.

Há mais ou menos um mês atrás na pré-venda dos ingressos, os mais íntimos, os que realmente conhecem minha trajetória de beatlemaníaca, me perguntaram se eu iria ao show. Eu lhes respondi que não sabia.

Estranho para aqueles que me conhecem há tempos e até para mim mesma admito. Há uns bons dez anos atrás - puxa, eu estou ficando velha e nem percebi - eu daria tudo, T-U-D-O, para assistir este show. E hoje, nos dias atuais eu ainda pensei. Por que será? Antes eu era simplesmente fanática pelos Beatles, eu os adorava, colecionava tudo que fosse a respeito deles, ia à exposições, amostras, debates, saraus, concertos sobre Beatles.

Nunca me esqueço que haveria um show de grupo argentino cover há muitos anos dos Beatles, aqui em Porto Alegre. Eles eram perfeitos, além de serem idênticos, cantavam iguais aos Beatles. Para mim era um sonho! E acreditem que eu fiquei doente? Eu sempre fui uma guerreira, estudava de manhã e dava aulas num cursinho de inglês. Era uma rotina ultra estressante. Corria da faculdade para o cursinho e chegava umas onze da noite em casa! Bom, mas aí comecei a sentir umas dores fortes na barriga que desciam para perna e os médicos suspeitavam que fosse apendicite. Não acreditava! Não poderia perder o show, comecei a chorar e rezar. Eu no hospital, fazendo exames e o meu antigo noivo, amigos, irmãs, todos torcendo para não ser nada.
Saí correndo do hospital, só deu tempo de tomar um banho, me arrumar e pegar um táxi. Eu nunca gritei tanto, meu lugar era bem na frente. Me senti no tempo do iê-iê.

Eu ainda tenho todos os CDs, que raramente escuto. Mas sempre que escuto, me trazem ótimas recordações daquele tempo.

Eu tenho tanta coisa sobre os Beatles, além dos CDs, DVDs, camisetas, tenho também livros que contém biografias, letras de músicas, que contam a trajetória da banda e documentários. Estes materiais me ajudaram a fazer o meu trabalho de conclusão na faculdade, que foi sobre os Beatles. Bem, falar sobre o meu trabalho de conclusão não é muito fácil, ainda tenho um pouco de mágoas, é um assunto difícil para mim. O que eu fiz em relação a isso foi com colocar uma pedra em cima disso. Quando me perguntam sobre ele, eu digo que eu adorei fazê-lo, mas que ele não teve relevância para universidade, mas mesmo assim eu consegui passar naquela cadeira e me formar. Não tive o prestígio que julguei merecer, mas acho que aprendi muito.

Por muito tempo o meu beatle preferido foi o John Lennon. Eu sempre lia mais sobre ele, comprava mais coisas sobre ele, me interessava mais sobre ele. Uma vez eu sonhei que eu estava num salão grande e lá havia uma exposição sobre os Beatles. Tinha uma cabine dos Beatles, que parecia um confessionário. Eu me lembro que eu entrei na e o Jonh Lennon estava lá e passou a mão na minha bunda e nós transámos de roupa ali na cabine-confessionário. Que sonho louco!
Eu li um livro que era uma entrevista do John Lennon para a Rolling Stones e fui começando a me desencantar. Isso junto as coisas que eu já havia lido sobre ele. Mas nunca deixei de gostar da sua música. Hoje até curto Jonh Lennon, mas acho muito deprê. Hoje prefiro o som do George Harrison, e do Macca.

Os Beatles fizeram parte de muitos momentos de minha vida. O mais marcante foi o meu tempo de faculdade. Se quisesse uma referência sobre eles era só falar comigo. Uma vez, o músico Frank Jorge, também beatlemaníaco, comentou sobre mim, numa palestra, sobre "uma menina morena de cabelos compridos que gosta de Beatles, que nem eu." Foi a esposa dele, que me contou, na faculdade.

No dia da minha colação de grau, a minha música tema foi "Help".

Eu gostava de os classificar assim: Paul Mc Cartney, o beatle romântico. John Lennon, o beatle sarcástico. Ringo, o beatle infantil. George, o beatle quieto.

Mas e o show do Paul? Ah, vale a pena sim conferir o velho Macca! Ele, em entrevistas mostra que está em ótima forma, que esbanja energia para uma senhor de quase setenta anos. Apesar da idade, vejo que o tempo foi generoso com ele. Percebi também nas entrevistas, que além de vivaz, Mc Cartney se mostra muito simpático com as pessoas.

Sempre considerei Paul Mc Cartney um gênio da música. Ele é, na minha opinião, o melhor melodista e instrumentista que eu já ouvi.

E amanhã é um grande dia para mim, vou assistir a um show histórico. Sir Paul Mc Cartney, em pessoa. Nunca pensei que o veria.

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