sábado, 6 de novembro de 2010

O Sapatão

Eu tenho mais do que uma paixão por sapatos, chega ser uma verdadeira obsessão. Eu tenho tantos sapatos que eu já até pensei em fazer doações de alguns. Em algumas viagens da minha cabeça já imaginei até as minhas sobrinhas fazendo um leilão dos meus sapatos, quando eu vier a partir desta para a melhor.

Eu já perdi as contas de quantos calçados eu tenho. É sapatos, scarpins, sandálias, rasteirinhas, chinelinhos, tênis, sapatilhas... Eu precisava de um closet para guardar tanto sapato. Isso é porque eu nem falei das roupas ainda, por falar em espaço! Mas isto fica para uma outra postagem.

Fãs dos meus sapatos são meus alunos, sempre notam cada sapato que eu apareço nas aulas. E adoram! Até os guris também notam.

- Sora, o que a senhora fez com seus nikes? - ao me verem sempre de sapato alto. Antes eu usava mais tênis.

A minha sobrinha Isabel, que vai completar cinco anos este mês, sempre gostou dos meus sapatos.

- Ai que lindo, tia Cibele, posso experimentar? - ao ver que eu comprei um sapato novo.

E foi nela que eu me inspirei para fazer esta postagem. Nela e na minha paixão por sapatos que aconteceu estes incidentes que eu vou relatar. Seriam trágicos se não fossem cômicos!

Estes dias saí para passear no shopping e acabei entrando numa loja e não satisfeita em só admirar os sapatos comprei um que julguei lindíssimo, já me imaginando com ele e um vestidinho preto tomara-que-caia bem justinho! Comprei. Quase tive um orgasmo!

Certo dia, me arrumei para sair para dançar e coloquei o sapato novo que eu havia comprado mais o vestinho preto justo tomara-que -caia. Ficou linda a combinação de vestidinho e saltão!

Mas mal cheguei na festa senti que o bicho ia pegar! Calma, era o meu sapato. Era um samba de primeira e eu mal conseguia dançar. Aí pensei, "imagina só se eu beber um pouquinho eu vou cair!" Um amigo nosso me tirou para dançar. Rapaz! Eu nunca dancei tão mal! Nem conseguia me equilibrar naquele saltão, quase caí! Só faltava era o tomara-que-caia, cair! Aí acabou com o meu pagode! Gue-rê, gue-rê, gue-rê, gue-rê, gue-rê, gue-rê...

Jurei nunca mais sair para dançar com aquele saltão. Quem sabe jantar?

Fui num churrasco em família, na casa da minha irmã mais velha, estava toda a minha família lá, juntamente com os irmãos do marido dela. Quando eu bati na porta, não me lembro quem atendeu só sei que veio a minha sobrinha Isabel correndo me abraçar.

- Tia Cibele...
Juntos com ela, veio o meu outro sobrinho, o Matheus, de três aninhos, filhos da anfitriã e mais um priminho do Matheus, filho do meu cunhado.

- Eh, tia Cibele...

Vieram correndo me abraçar. Não deu tempo de nada, a Isabel se abraçou nas minhas pernas e eu me desequilibrei, porque milésimos de segundos depois vieram as outras crianças também me abraçar as pernas e caí. Além de ficar com dor, ainda levei um xingão da Isabel.

- Quem mandou tu sempre ficares andando nestes teus sapatões! Olha o tamanho dos salto, né, tia Cibele!

Sim, eu estava com o dito cujo!

Já o Matheus, foi mais solidário, me deu um beijinho e perguntou se eu estava machucada. O priminho do Matheus também compreensivo.

E o que me restou naquele dia? Levantar, sacudir a poeira e vestir uma rasteirinha. E dar volta por cima!

O famoso dito cujo - o sapatão

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