terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Até dos meus Pentelhos...

Estava eu num momento de lazer, lendo uma revista, quando me deparo com a seguinte pergunta, na seção "Pergunte ao Especialista":
Os pentelhos dele me incomodam.
Meu namorado não corta os pelos pubianos. Acho horrível, falta de higiene e tenho nojo. Como devo dizer isso a ele? Camila, Lins/SP

A resposta do especialista foi esta:
Há cerca de 10 anos ninguém cortava os pelos pubianos e isso nunca foi considerado falta de higiene. É apenas moda. Mas, se você prefere que seu homem apare, fale com jeitinho. Pergunte se ele gosta do seu púbis depilado e, se ele disser que sim, você pode então dizer que também gostaria que ele depilasse ou cortasse um pouco os pelos da região. Seja sincera!

Nem preciso dizer, principalmente aos que já me conhecem, que dei uma sonora e boa gargalhada. Achei o assunto engraçado, mas me fez ponderar sobre o assunto.

Concordo em gênero, número e grau com a leitora que acho além de nojento, anti-higiênico, não depilar os pelos pubianos. Tanto para homens, quanto para mulheres. Para mim, os homens não precisam raspar, deixar com aquele aspecto lisinho, que para mim fica mais é com cara de "frango depenado". Mas por que não dar uma aparadinha? Me diga leitora, qual é a mulher que gosta daquele visual "Mata Atlântica"? Eu não considero moda, aparar ou depilar os pelos pubianos e sim uma questão de higiene! Quem é que gosta de tomar banho e pegar um sabonete cheio de pentelhos? Que nojo!


A depilação é um costume antigo das mulheres do Oriente Médio, que antes de se casarem tinham todos seus pelos depilados. Uma famosa atriz disse uma vez ter visitado um banho turco e ser surpreendida por olhares reprovadores, pois ela era a única mulher do recinto que não estava depilada.


Acho importante para o homem ter estes cuidados, como aparar os pelos pubianos, cortar as unhas, cuidar da higiene corporal e bucal, pois um homem cheiroso e bem cuidado "naquela hora" faz toda a diferença.


Confesso que já tive namorado que eu mais parecia mãe do que namorada. "Fulano, vai tomar banho, vai cortar as unhas, vai cortar o cabelo, coloca um roupa limpa..." Isso comigo, realmente não funciona. Sinceramente, não tenho vocação para ser babá de marmanjo. Ainda mais destes que não se mancam e tu tens até que mandar cortar os pentelhos! Faça-me o favor!

Além de tudo, temos que falar com jeitinho para eles não ficarem magoados... Me poupe!

"É a unha, é o cabelo, é a roupa, até dos meus pentelhos tu reclamas..."

É para rir ou para chorar?

Desventuras de um Celular

Há pouco tempo atrás resolvi trocar de celular, já que o meu tem pelo menos uns quatro anos de uso, está apresentando problemas na bateria e também não possui chip. Resolvi fazer um plano e trocar o celular. Tudo isso a muito custo, pois eu ainda possuo uma relação de muito carinho com meu antigo celular. Além do mais, tenho dificuldades de adaptação. Assim foi com o meu antigo carro. Demorei um tempo até me acostumar com o novo, que é cem por cento mais moderno que o antigo.

Decidida, mas nem tanto, fui a um shopping da capital e procurei um quiosque de atendimento da minha operadora para fazer todos os trâmites. Quando cheguei, mal pude acreditar na fila. E os clientes dizendo que estavam esperando há uma hora para ser atendidos. Alguns até desistiram, mas eu resolvi esperar, pois se não o fizesse, iria desistir da minha ideia de trocar o celular e fazer o plano. Achei que era exagero dos clientes dizer que estavam esperando um hora para serem atendidos até eu vivenciar esta experiência nada agradável. Eu fui chamada pra ser atendida após uma hora!

Quem me atendeu foi uma moça, com ar blasê. Expliquei tudo que eu pretendia. Pedia para ver os aparelhos de celular mas não gostei de nenhum. Ela só me mostrou dois e eu, igualmente não gostei. Ela não parecia estar de muito boa vontade. O quiosque estava cheio. Ela me atendia em pé, pois os computadores estavam todos ocupados. E ao mesmo tempo ela atendia outros clientes, perguntava o que eles queriam e mandava-os para uma outra loja de acessórios de celular. Aqueles que se recusavam, ela comentava que iria deixá-los esperando, já que queriam esperar.

O que mais me chamou atenção foi a relação de cumplicidade ou algo mais entre esta moça e o outro atendente, que estava sentado na frente do computador. Como ela não tinha computador, dividia o computador com ele. Para esperar as informações, ela se debruçava nos ombros dele, para falar algo, falava ao pé do ouvido, quase que beijando a orelha do moço. Para pegar algo do balcão, não precisava, mas ela se esfregou como pode, nas pernas do rapaz e mais algumas vezes ao esperar as informações do computador, debruçada nos ombros dele, vi a atendente beijar o pescoço do colega. Eu pensei que eles eram namorados, pois vi um nome "Camila" tatuado no pulso do moço. Mas logo ao ler no crachá da menina, vi que seu nome era Fabiane. Vocês já leram algo parecido? Sim, e foi aqui mesmo neste blog, mas não com tanto detalhes. Estou falando deles mesmos. Para quem não leu ou não lembra, leia a postagem "Delírios de Consumo Natalino".

A minha história com a Fabiane e o tal moço não terminou ali, infelizmente. O pior estava por vir.

Após efetuar minha compra, Fabiane disse que o plano passaria a vigorar no meu novo aparelho em no máximo vinte e quatro horas. Saí do quiosque e fui até a loja que a própria Fabiane, indicava aos clientes que não eram atendidos, pois precisava de um cabo USB. Lá na loja, as atendentes estavam todas comentando que os clientes reclamavam do péssimo atendimento dado a eles, que eram encaminhados pela tal moça do quiosque da operadora e ainda comentaram do chamego dela com o atendente.

Vinte quatro, quarenta e oito, setenta e duas horas e nada do meu plano funcionar no novo celular. Só funcionava no antigo celular! Além do mais, eu nem tinha gostado do meu novo celular. Foi algo como: "se não tem tu, vai tu mesmo"!

Peguei o celular novo e migrei para o quiosque e fui muito bem atendida por uma outra moça, que me explicou que o problema era com a plataforma deles e que logo seria solucionado. Eu expliquei toda a minha desventura daquele dia, e disse que não tinha gostado daquele aparelho, que a outra atendente só havia me mostrado dois modelos e eu gostaria de ver algo mais moderno. Ela pacientemente me apresentou outros modelos e eu escolhi um super moderno, nem eu saberia como iria usá-lo de tão moderno que era! Eu só precisaria pagar uma diferença e resolvi pagá-la em dinheiro. Eu nem comentei que para tudo isso, demorou duas horas, sem exagero. Pois precisava da liberação de isto, senha daquilo, gerente, fulaninha aqui dando pitaco, dizendo "não, faz assim, não, faz assado". E daqui a pouco chega ela, com sua impáfia, que lhe é peculiar. A Fabiane. Fica só de canto. O moço da tattoo também chega e já assume sua posição. Enquanto isso ficam os dois naquela brincadeira, ele beija a mão dela, ela fica na volta dele, toda lépida e faceira. Tem momentos que eu acho que ela vai sentar no colo dele. Mas também, não chega a tanto.

Quando me dizem que eu só posso pagar a diferença, que é mínima, no cartão de crédito e em três vezes e para melhorar, não acho meu cartão de crédito. Eu perco a classe, não com a moça educada que até então estava me atendendo, mas com a fulaninha que toda hora dá pitaco. Digo que tudo é uma dificuldade lá, que dá vontade de desistir de tudo, não levar mais porcaria nenhuma e se a Fabiane tivesse me atendido direito, mostrasse os celulares que tinham e não ficasse de cochichinhos com o moço do lado, metade dos problemas seriam resolvidos. O rapaz deu um pulo na cadeira. Fabiane só olhava com seu ar blasê. A fulaninha ainda tentou tirar as caras pela Fabiane e eu como uma fera, lhe respondi que ela não falasse nada, pois ela nem estava lá pra dizer coisa alguma.

O saldo de tudo isso foi que a minha compra foi cancelada. Ganhei um chip. Não vou usar um celular tão moderno, mas também não posso mais continuar com o meu antigo. Vou habilitar um "primo-irmão" do meu antigo, um semi-novo, presenteado pela minha irmã mais velha. Ele é bem parecido com meu antigo e fácil de usar.

Quem sabe num futuro, não muito distante, eu me renda aos apelos de um moderno celular? Mas sem toda esta confusão, com certeza!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Frases de Efeito

Ontem eu estava passeando de carro com a minha irmã, a minha sobrinha e o meu cunhado e ao olhar para uma senhora que segurava um cão num carro ao lado, parado no semáforo, minha irmã me saiu com esta:

- Detesto pessoas que tratam cachorro como gente!

Só para constar, minha irmã é estudante de biologia, prestes a se formar, ama os animais e diz ser muitos mais dos bichos do que de gente, hein!

E eu lhe respondi:

-E eu detesto pessoas que tratam gente que nem cachorro!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Brigar por Comida

Os meus encontros familiares me lembram um pouco o seriado "A Grande Família". Quando se reúnem, alguém sempre acaba brigando ou dizendo alguma coisa que não deve, mas ai de quem vier de fora, dizer uma coisinha só da nossa família para ver o que é bom para tosse, porque nós podemos até brigar entre nós, mas ninguém estranho pode falar da gente. Entenderam?

Seria trágico se não fosse cômico, uns implicando com os outros. Uns nem aí, alheios ao que está acontecendo, outros preocupados demais. Alguns com humores que mudam constantemente. Do tipo que vai do riso às lágrimas. Às vezes eu penso que daria um bom seriado pastelão.

Ontem por exemplo depois da ceia natalina e troca de presentes, uma das minhas irmãs tratou de se mandar, antes que a tempestade literalmente se manifestasse. Levou filha, namorado, periquito e papagaio. Resolveu deixar a incumbência de levar meus pais que já são idosos para casa, juntamente com a minha irmã e meu cunhado. Só que na hora de ir embora, o mundo resolveu desabar. Uma tempestade daquelas, não dava nem para sair na rua pois faltou até luz e chovia cães e gatos! A minha irmã mais velha e anfitriã sugeriu que todos pousassem naquela noite em sua casa, já que no dia seguinte teria almoço em família. Ela alojou todo mundo onde deu. O problema de tudo é que eu detesto dormir fora de casa. Eu já tenho dificuldade de dormir e na casa dos outros ainda, nem se fala.

No dia seguinte, acordei com os gritinhos de felicidade do meu sobrinho, ainda em volta dos presentes e os meus pais e a minha irmã estavam se preparando para tomar café da manhã. Detalhe: já eram onze horas da manhã e eu pensei, talvez não fosse uma boa ideia tomar café, mas sim almoçar, pois estava mais para hora do almoço, do que para o café da manhã. Avisei a minha irmã que iria almoçar, mas como o resto da família ainda estava dormindo e nem parecia querer acordar tão cedo, ela respondeu que talvez fosse melhor eu esperar todo mundo para almoçarmos juntos, na mesa. "Faz um lanchinho", disse minha irmã. Isto me remeteu a uma lembrança, acontecida a muito tempo atrás quando eu era pelo menos uns dez anos mais jovem do que eu sou hoje.

Eu tinha passado o Ano Novo na casa da família de um ex-namorado e como eu não aguentava mais ficar deitada resolvi levantar. Eu era tímida e nem tinha muita intimidade com a família dele, por isso não queria aparecer sozinha e insisti que ele levantasse comigo, mas ele ficava naquele jogo mole, do "depois", "só mais um pouquinho" e eu estava louca de fome, então resolvi ir sozinha. Quando cheguei na sala, estava toda a família reunida, tomando café da manhã e eu fiquei parada, olhando com aquela cara de cachorro pidão, me lambendo toda. Ninguém me ofereceu uma xícara de café. Nada. O tempo todo que eu estive ali, eles me ignoraram. A minha ex-cunhada, que até me convidara para ser madrinha da filha dela, não me ofereceu nada e muito menos a minha ex-sogra, que me "adorava" (eu sempre tive um azar para sogras, nunca me dei bem com elas!). Eu parecia uma "dalit", uma intocável, nem chegavam perto de mim, não me falavam e ainda guardaram toda a comida quando eu cheguei.

Quando eu entrei no quarto o meu ex, graças a Deus já estava acordado. Eu comecei a chorar, estava quase desmaiando e ele, que era tão carinhoso, já foi logo me levando para cozinha e providenciando o que eu comer. E o que eu me lembro é "ela tem que esperar para almoçar como todo mundo." Foi o que as mulheres da casa disseram.

...
Tudo bem, já passou e faz tempo, é uma situação bem diferente da que ocorreu aqui na minha irmã, pois ela não é mesquinha e só queria reunir a família e como ela mesmo disse, após eu ter contado este fato, vale a pena ficar relembrando este ocorrido, com tantos detalhes?

Apenas um fato que lembrei e senti vontade de contar, posso?

Lição: Brigar por comida é mesquinharia.

Delírios de Consumo Natalino

Natal é época de reflexões, mas também de gastos. E para que quem gosta de uma "spending spree" esta data é um convite às compras!

Este ano decidi que só iria comprar o presente do meu amigo secreto e o das crianças, ou seja, meus sobrinhos, pois ao que parece, este ano como estou sem namorado, fiquei mesmo para titia. Que bom para mim! Assim não precisei gastar com presente de namorado e resolvi me presentear em dobro!

Dei uma de "Becky Bloom" e fui às compras. Divertido não foi comprar, mas sim o que aconteceu durante as compras.

Comecei minhas compras aos poucos. Primeiro foi assim, um dia depois de sair de um dia cansativo de trabalho, para me consolar, adivinhem o que eu resolvi fazer? Enfrentar o centrão de Porto Alegre para comprar uma parte dos presentes das crianças. Tentei comprar o do amigo secreto, mas as lojas já estavam fechando. Terminei a noite numa mesa de bar com amigas num papo estilo "Sex and the City".

No dia seguinte, continuei as compras lá numa das cidades onde eu trabalho. Finalizei a compra dos presentes dos meus sobrinhos no Bazar Central da cidade. Após sair de mais um dia de trabalho, bem tranquilo, pois era o último, migrei para um shopping da capital e comprei tudo que tinha comprar lá.

Sou tão indecisa que fiquei meia hora decidindo qual DVD iria presentear meu amigo secreto. Escolhi um show ao vivo do Queen, mas ao ver outros shows ao vivo do Queen, fiquei ainda mais em dúvida de qual seria o melhor. Quando finalmente escolhi, o atendente até já tinha tirado a notinha e eu perguntei se tinha algum DVD do Paul Mc Cartney. O rapaz disse que sim e então eu resolvi trocar.

Na fila do caixa eu reparei que havia duas moças muito bonitas, vistosas, altas e de cabelão comprido. Uma delas se virou e eu vi seu rosto, parecia meio plastificado, mas a voz não deixou enganar. Eram dois transexuais. "Me apaixonei", disse um dos vendedores, eu fiquei paralisada, vendo a mudança que eles ou elas haviam feito nos seus corpos. Cada corpão mais bonito que o outro! Se duvidar eram mais mulheres que eu!

Como o meu celular está nas últimas resolvi trocá-lo e fazer um plano com a minha operadora. Que novela! Depois de enfrentar uma fila do "INSS" para ser atendida, tive que mais uma vez enfrentar minha indecisão na hora de escolher um aparelho. Como se nada mais fosse possível a moça que estava me atendendo, não tinha computador, para efetuar a compra, o que deixava o processo ainda mais demorado. Então para ganhar tempo, ela resolveu dividir um computador com um colega, digamos, muito especial. Ele estava sentado na cadeira em frente a tela e ela, enquanto o esperava usar, ficava se esfregando no rapaz ali na frente dos clientes. Não é exagero. Era um de cochichos e beijos no pescoço, abraços por trás. O menino tinha uma tatuagem no pulso escrito "Camila". A atendente tinha cara de Camila, mas seu nome não era este. Era Fabiane, eu li no crachá. Se "Camila" não era a filha do moço, que me pareceu muito jovem para ser pai, coitada da Camila, porque a noite depois do expediente prometia com a Fabiane.

No dia seguinte para fechar com chave de ouro, fui fazer as compras para a ceia natalina no Zaffari e ao entrar no elevador, senti aquele cheiro exagerado de perfume. Segundo a minha sobrinha mais velha, parecia um cheiro daqueles produtos de limpeza de tão forte que era o odor. Todos no elevador se olhavam e diziam entre dentes, "bah, tá forte, hein?" Até que eu resolvi largar esta antes de sair do elevador:

- Alguém exagerou no francesinho!
E uma jovem senhora me respondeu:
- Não é francês, é Natura mesmo.

Que vergonha. Depois desta, passei a régua e fechei a conta. Chega de delírios de consumo natalino!