sábado, 25 de dezembro de 2010

Delírios de Consumo Natalino

Natal é época de reflexões, mas também de gastos. E para que quem gosta de uma "spending spree" esta data é um convite às compras!

Este ano decidi que só iria comprar o presente do meu amigo secreto e o das crianças, ou seja, meus sobrinhos, pois ao que parece, este ano como estou sem namorado, fiquei mesmo para titia. Que bom para mim! Assim não precisei gastar com presente de namorado e resolvi me presentear em dobro!

Dei uma de "Becky Bloom" e fui às compras. Divertido não foi comprar, mas sim o que aconteceu durante as compras.

Comecei minhas compras aos poucos. Primeiro foi assim, um dia depois de sair de um dia cansativo de trabalho, para me consolar, adivinhem o que eu resolvi fazer? Enfrentar o centrão de Porto Alegre para comprar uma parte dos presentes das crianças. Tentei comprar o do amigo secreto, mas as lojas já estavam fechando. Terminei a noite numa mesa de bar com amigas num papo estilo "Sex and the City".

No dia seguinte, continuei as compras lá numa das cidades onde eu trabalho. Finalizei a compra dos presentes dos meus sobrinhos no Bazar Central da cidade. Após sair de mais um dia de trabalho, bem tranquilo, pois era o último, migrei para um shopping da capital e comprei tudo que tinha comprar lá.

Sou tão indecisa que fiquei meia hora decidindo qual DVD iria presentear meu amigo secreto. Escolhi um show ao vivo do Queen, mas ao ver outros shows ao vivo do Queen, fiquei ainda mais em dúvida de qual seria o melhor. Quando finalmente escolhi, o atendente até já tinha tirado a notinha e eu perguntei se tinha algum DVD do Paul Mc Cartney. O rapaz disse que sim e então eu resolvi trocar.

Na fila do caixa eu reparei que havia duas moças muito bonitas, vistosas, altas e de cabelão comprido. Uma delas se virou e eu vi seu rosto, parecia meio plastificado, mas a voz não deixou enganar. Eram dois transexuais. "Me apaixonei", disse um dos vendedores, eu fiquei paralisada, vendo a mudança que eles ou elas haviam feito nos seus corpos. Cada corpão mais bonito que o outro! Se duvidar eram mais mulheres que eu!

Como o meu celular está nas últimas resolvi trocá-lo e fazer um plano com a minha operadora. Que novela! Depois de enfrentar uma fila do "INSS" para ser atendida, tive que mais uma vez enfrentar minha indecisão na hora de escolher um aparelho. Como se nada mais fosse possível a moça que estava me atendendo, não tinha computador, para efetuar a compra, o que deixava o processo ainda mais demorado. Então para ganhar tempo, ela resolveu dividir um computador com um colega, digamos, muito especial. Ele estava sentado na cadeira em frente a tela e ela, enquanto o esperava usar, ficava se esfregando no rapaz ali na frente dos clientes. Não é exagero. Era um de cochichos e beijos no pescoço, abraços por trás. O menino tinha uma tatuagem no pulso escrito "Camila". A atendente tinha cara de Camila, mas seu nome não era este. Era Fabiane, eu li no crachá. Se "Camila" não era a filha do moço, que me pareceu muito jovem para ser pai, coitada da Camila, porque a noite depois do expediente prometia com a Fabiane.

No dia seguinte para fechar com chave de ouro, fui fazer as compras para a ceia natalina no Zaffari e ao entrar no elevador, senti aquele cheiro exagerado de perfume. Segundo a minha sobrinha mais velha, parecia um cheiro daqueles produtos de limpeza de tão forte que era o odor. Todos no elevador se olhavam e diziam entre dentes, "bah, tá forte, hein?" Até que eu resolvi largar esta antes de sair do elevador:

- Alguém exagerou no francesinho!
E uma jovem senhora me respondeu:
- Não é francês, é Natura mesmo.

Que vergonha. Depois desta, passei a régua e fechei a conta. Chega de delírios de consumo natalino!

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