sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Flor do Deserto

Ontem assisti um filme que me chamou muito a atenção. "Flor do Deserto" conta a história de uma modelo somali chamada Waris Dirie que aos três anos de idade sofreu mutilação genital feminina.  Aos doze anos de idade, Waris Dirie foge da aldeia em que vivia com a família, um dia após saber que seria obrigada por seu pai a se casar com um homem de 60 anos, do qual seria a quarta esposa. A menina então, atravessou sozinha um desertos inteiro, sofrendo com fome e sede e ficando com vários ferimentos nos pés, dos quais até hoje têm as cicatrizes. Sobreviveu e chegou até a capital de seu país, onde encontrou a sua avó que após algum tempo arranjou que sua neta fosse levada a Londres para trabalhar como faxineira na Embaixada da Somália.

Passou a adolescência apenas trabalhando na Embaixada, sem sair da casa onde esta se localizava, por isso mal aprendera a falar o idioma inglês. Após o término de uma Guerra na Somália todos da Embaixada foram chamados a retornar ao país. Waris Dirie foge pelas ruas de Londres e com ajuda de uma mulher, que tornou-se sua amiga, conseguiu emprego como faxineira em uma lanchonete. Enquanto trabalhava lá, foi observada por um famoso fotógrafo que a inseriu nas passarelas do mundo fashion.

Hoje mundialmente conhecida, Dirie luta contra a prática da mutilação genital feminina, além de ter se tornado embaixadora da ONU.

Vale a pena assistir, pois não se trata de um filme pesado, apesar dos assuntos que ele aborda. Este filme é um exemplo de resiliência, que é a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um Dia para Lembrar

Nunca esquecerei os meus últimos dias letivos do ano passado. O clima foi pesado! Eu estava me sentindo sobrecarregada com tantas tarefas escolares, afinal de contas, eu comecei a trabalhar 60 horas.

Não foi muito fácil me adaptar a uma nova rotina, pois de repente fui chamada em um novo concurso e resolvi assumir e preenchi minha carga horária com 60 horas semanais.

Ser professora nunca foi fácil, é extremamente desafiador. O ano passado, em especial foi bem desafiador. Houve momentos em que eu cheguei a cogitar jogar tudo para o alto, tamanho estresse, mas o meu bom senso nunca me permitiu e nem me permitiria agir de tal maneira.

Tenho dificuldades para me adaptar a novos ambientes, principalmente no que tange a trabalho. E no ano passado eu iniciei  a trabalhar em uma nova escola e com novos colegas. Na verdade eu tinha duas realidades, uma escola onde todos já me conheciam e outra onde recém estava começando.

Confesso que enfrentei muitos problemas tanto com os alunos quanto com os professores, tudo pelo problema de adaptação. Eu até que sou bem descolada quando chego nos lugares, mas desta vez foi diferente, sinto que demorei um pouco para ser aceita.

Havia dias que achava que não iria suportar tamanha provação, mas o tempo foi passando, o final do ano letivo chegou e eu me propus a neste ano fazer tudo diferente. Seria mais tolerante, faria "ouvidos de mercador", tentaria não me estressar e apenas tentar fazer o meu trabalho da melhor maneira que eu pudesse, já que na meu ver, naturalmente já sou bem dedicada aquilo que faço.

O resultado de tal mudança me proporcionou um dos meus melhores momentos na minha carreira como professora, fui escolhida a paraninfa das turmas que em sua grande maioria haviam sido meus alunos no ano em que eu entrei. Para mim isto foi mais que uma homenagem, e sim uma prova de superação.

Posso dizer que neste ano, diferentemente do outro, fechei com chave de ouro!

Os Fios da Fortuna


Lembro exatamente da primeira vez que li  "Os Fios da Fortuna", foi-me emprestado e dito que eu apenas lesse pois iria gostar. Foi o que exatamente aconteceu, pois me identifiquei de alguma maneira com aquela história.

Este foi um dos melhores livros que já li, e este ano casualmente o encontrei numa oferta na Feira do Livro de Porto Alegre. Resolvi comprá-lo juntamente com outros livros, para não correr o risco de ficar sem nenhuma leitura, pois na minha opinião os livros são essenciais.

Estou lendo-o novamente e no entanto parece que esta é a primeira vez que estou lendo, tamanha a riqueza de detalhes, que eu já havia esquecido.
"Os fios da fortuna" é um livro excelente e extremamente bem escrito. Não deixa de ser um romance histórico e vem com uma trama de superação.

Eis aqui uma pequena amostra deste livro maravilhoso, que eu recomendo:
" A passagem de um cometa amaldiçoado pelos céus de uma aldeia vira de cabeça para baixo a vida de uma jovem artesã. Após perder o pai e , consequentemente, a fonte de renda da família, a jovem e sua mãe Maheen se vêem obrigadas a recorrer a Gostaham, um tio distante que vive na cidade de Isfahan.

As duas viajam pelo deserto, em lombos de camelo, e chegam à capital.

No Irã do século XVII, sob o império do xá Abbas o Grande, Isfahan é uma cidade cosmopolita, que recebe aventureiros vindos do Ocidente em busca das maravilhas do mundo persa.

Encantada com a cidade, boquiaberta diante da praça Imagem do Mundo e da mesquita Sexta-Feira, com sua cúpula azul-turquesa, a jovem não é capaz de imaginar as provações que a esperaram. Ao lado da mãe, ela é obrigada a enfrentar a perversidade da tia Gordiyeh, mulher de Gostaham. E a dureza do trabalho de todo dia: Limpar a casa, fazer comida, lavar a roupa, cuidar do jardim.Aos poucos, mãe e filha vêem-se transformadas em escravas da família, tão exploradas quanto a dúzia de empregados que cuidam da mansão.

Apesar do cansaço físico, a moça encontra energia para aprender a arte da tapeçaria com o tio. Dono de uma fábrica de tapetes, Gostaham ensina com carinho e paciência os segredos da escolha de fios, cores e desenhos, e a menina aos poucos desenvolve seu talento. Mas o destino atravessa de novo seu caminho e o sigheh - o casamento clandestino-, que parecia a usa chance de ter uma vida feliz, acaba provocando a sua expulsão da casa de Gostaham.

Enfrentar a pobreza das ruas de Isfahan, encontrar um lugar naquele mundo para si e para sua mãe é o desafio da jovem artesã. Os fios da fortuna é a história de uma jovem mulher sem nome que, como quer a autora, constitui uma bela homenagem a todos os anônimos artesãos da tapeçaria persa."

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Crônicas da Vida Real e Divagações do Imaginário: Na medida certa

Crônicas da Vida Real e Divagações do Imaginário: Na medida certa

Na medida certa

Recentemente eu estreei um "reality show". A maioria de vocês não viram, mas quem me conhece bem, já viu várias edições e inúmeras temporadas. Não passou na televisão e não fiquei famosa também. Era apenas mais um episódio da vida pessoal. A minha eterna luta para ter um corpo na medida certa.

Eu sempre fui magra, já tive meus dias mais cheinha, mas nunca enfrentei problemas de obesidade. Eu sempre tive pavor de engordar, amo comer e como bem, mas sempre temi o sobrepeso. A minha preocupação excessiva com minha imagem corporal já me trouxe alguns transtornos bem sérios que com muito sacrifício eu imagino ter superado. Já sofri de anorexia, meu menor peso foi 39 kg, bem na época que eu fiz vestibular. E também me tornei bulímica, ingerindo comida até quase não suportar e depois me livrando dela com laxantes e vômito induzido. Este último mal, eu demorei um pouco mais de tempo para me recuperar, pois até o ano de 2007, eu tomei laxantes, só parei após ter um problema de saúde, que me deixou tão fraca que eu não conseguia nem mesmo assistir um filme no cinema sem ter que tomar um Imosec, para não evacuar.

Até os 30 anos eu consegui manter um peso corporal até 49 kg, para 1.63 de altura, mas após esta idade eu ganhei alguns quilinhos, pois é natural com idade as pessoas ganharem um pouquinho mais de peso.  E eu não sou muito fã de exercícios...

Este ano eu tive uma rotina corrida, uma longa e exaustiva jornada de trabalho e quando chegava em casa depois de um cansativo dia de trabalho, nada parecia mais reconfortante que uma fatia de torta da minha padaria preferida. E os meus programas todos se resumiam a almoços e restaurantes, petiscos... Não deu outra, eu engordei!

É claro que eu percebi que as minhas calças favoritas estavam justíssimas, mas não tinha força de vontade de mudar meus hábitos e continuava comendo. E sofria ao me ver no espelho. Parecia que eu carregava uma cauda, que nem a da Cuca do Sítio do Pica-Pau Amarelo.

Eu chorei um dia, porque de brincadeira, minha sobrinha me chamou de "gordinha" e deu um apertão na minha barriga. Eu nunca me senti tão barriguda como naquele dia! Nem mesmo quando uma colega me disse que eu estava com o mesmo problema dela, barriga. Ela me falou que eu estava magra e com barriga, que fácil, fácil eu perdia... Eu deveria ter respondido que já que era tão fácil, porque ela ainda não tinha perdido a dela, mas não... isso apena me deu mais força para correr atrás do "preju". Outros comentários também me motivaram a começar uma dieta, como por exemplo um dia que uma outra colega achando que estava me elogiando, falou que eu estava com um bundão e a outra me comparou com a minha irmã caçula, que é seca, dizendo que eu era mais "encorpadona".

Pois lá foi foi a "encorpadona" tomar uma atitude. Eu estava com 60 kg e para mim, estava demais, não aguentava mais carregar minha "cauda". Pesquisei umas dietas na internet e achei uma que eu botei fé que funcionaria e ia seguí-la a risca. É a chamada "dieta japonesa". Extremamente restritiva, ela prometia secar 6 kg em uma semana. Tentei e comecei muito bem, já estava me sentindo melhor e mais animada com meu corpo, mas não predi os 6 kg prometido, pois no quarto dia, eu estava me sentindo muito fraca. Então resolvi fazer o seguinte: aliada a uma reeducação alimentar com compostos de beringela em cápsula em jejum, garcínia e outros compostos fitoterápicos, antes das refeições, eu perdi 6kg! Foi tão recompensador que estou bem disciplinada. Nos dias de semana eu me cuido bastante e nos fins de semana me permito, com muita cautela, fugir um pouquinho da dieta.

No começo eu me sentia como o Zeca Camargo, no na Medida Certa. Ele ficava bem irritado, assim como eu também fiquei em muitos momentos. Perdi o sono, sonhava com com comida, achava que não ia aguentar. Mas valeu o meu esforço.

No começo resolvi fazer uma tabelinha anotando os dias e quanto eu pesava naqueles dias. A minha pretenção não era tão grande como um dia foi. Se eu chegasse aos 55 kg, já me daria por muito satisfeita.

Foi mais ou menos assim:

03/11 - 58,65 kg
12/11 - 56,70 kg
23/11 - 56,40 kg
26/11 - 56,20 kg
30/11 - 54,80 kg
08/12 - 54, 35 kg

E estou muito feliz, com meus jeans preferidos mais folgados e meus vestidos servindo como uma luva. Nem me pesa mais a "cauda", pois me sinto mais leve! Mas minha luta continua, tudo para me manter magra, para continuar sempre na medida certa.

Píramo e Tisbe

O conto de Píramo e Tisbe pode ser considerado como a influência que Shakespeare teve para elaborar sua mais famosa obra: Romeu e Julieta. A história se passa entre dois jovens belos e muito apaixonados, Píramo e Tisbe, que queriam muito casar, porém seus pais não permitiam. Sempre que posso, passo esta linda história da mitologia grega para meus alunos.

Esses jovens moravam em casas vizinhas, separadas por uma parede. Nessa parede havia uma fresta onde os apaixonados trocavam palavras de amor. Em certo dia, se encontraram a noite e decidiram que a única alternativa que tinham para ficar juntos era fugir de suas casas e então combinaram de se encontrar no túmulo de Nino, fora dos limites da cidade, ao pé de uma amoreira branca e próxima a uma fonte refrescante.

Tisbe chegou primeiro ao local e de repente uma leoa chegou bem próximo com a boca ensanguentada querendo se molhar na fonte. Tisbe correu e escondeu em uma gruta, deixando seu véu cair sobre a terra. A leoa viu o véu e o rasgou com os dentes ensanguentados.

Quando Píramo chegou e não achou Tisbe, viu as pegadas do felino e o véu de sua amada todo rasgado e ensanguentado, se desesperou e decidiu morrer por causa da amada, desembainhou sua espada e feriu o próprio coração.

Quando Tisbe retornou ao local se deparou com o amado morto, entendeu a situação e decidiu também morrer junto com ele. Segundo a mitologia, foi por causa do sangue dos apaixonados que foi derramado aos pés da amoreira que os deuses se comoveram e decidiram dar a cor vermelha às amoras.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

22

É com lágrimas nos olhos que escrevo esta postagem. Dia 26 de novembro, meu irmão faria aniversário. É muito duro saber que não irei mais abraçá-lo, nem dar-lhe os parabéns. Apenas poderei no máximo, encontrar-lo em sonhos, que hoje em dia andam tão raros. Eu não consigo esquecê-lo, nunca o esqueci, a dor da perda apenas diminuiu com o tempo, mas não apagou o sentimento que eu sempre tive por ele.

Ele tinha 22 anos de idade quando partiu. E eu 10. Ele parecia tão maduro. Quando fiz 22 anos, não me achei tão madura quanto eu o achava.

Ele partiu de moto e nunca mais voltou. Até hoje eu fico esperando ouvir o barulho de suas chaves na fechadura, como ele fazia quando chegava em casa.

Eu lembro do seu último Natal. Nós dançamos e ele disse carinhosamente que eu estava "borracha". Lembro dos nossos últimos momentos juntos, do abraço que ele me deu antes de eu viajar para o interior para passar o Ano Novo. Eu acho que ali ele já se despediu.

Também nunca esquecerei a noite do dia 31de dezembro de 1988. Foi o pior Reveillon que alguém poderia passar. Eu estava no interior com meus pais e minhas irmãs mais novas e como se estivesse prevendo, perguntei a um primo que horas eram. Ele respondeu que eram 19:30. E eu fiquei repetindo "sete e meia, sete e meia". Coincidência ou não, foi horário em que ele morreu.

Quando vieram avisar que ele havia sofrido um acidente, não avisaram à minha mãe de seu falecimento, mas eu já sabia que ele não estava mais aqui e na minha inocência de criança rezei pedindo que ele ressuscitasse.
Outro fato estranho, foi quando meus pais me perguntaram se eu queria ir para Porto Alegre ou ficar no interior e eu respondi que preferia ficar, pois não queria ver meu irmão morto num caixão. Eu nem sabia que ele já estava morto quando disse isso.

A noite deste Ano Novo foi marcada por muita dor. Quando eu resolvi dormir na sala da casa de uma tia, tinha a impressão que estavam me velando. Foi nesta noite que tive um sonho muito diferente com meu irmão. Sonhei que ele estava em um hospital e que se levantava e tirava as ataduras de sua cabeça e de repente sentava na cama de uma outra pessoa que estava com ele na hora do acidente, mas ainda estava em coma e de repente uma luz os levou. No dia seguinte, logo após acordar, perguntei para minha tia:

- E o mano?
- O mano faleceu. - respondeu ela.

Sei que poucos dias depois da morte do meu irmão, a outra pessoa que estava em coma também veio a óbito.

Depois de tudo isso eu nunca mais fui a mesma. É claro que criança tem uma facilidade muito maior para lidar com a dor. Eu fiquei triste, muito triste, mas continuava a brincar e a tentar me distrair. Tenho certeza que hoje eu não teria tamanha capacidade de superação.

Atualmente eu lembro muito do meu irmão. Queria muito que ele estivesse aqui, é claro. Fico imaginando qual seriam suas reações ao me ver como adulta. Nós éramos muito próximos, talvez como eu e a minha sobrinha mais nova somos hoje, se é que isso se explica. Às vezes assim como eu inconscientemente repito como a minha sobrinha mais nova, ele me pegava pra dar uma caminhada e ao passarmos por um bar, eu lhe pedia:

- Vamos tomar um guaranazinho?

Ele não está mais aqui, mas a memória dele continua viva. Ele viverá para sempre nas minha lembranças.

domingo, 28 de agosto de 2011

Lista de Desejos Femininos

LISTA DE DESEJOS FEMININOS

Lista Original *

Eu quero um homem que...

1. Seja lindo,

2. Encantador,

3. Financeiramente estável,

4. Um bom ouvinte,

5. Divertido,

6. Em boa forma física,

7. Se vista bem,

8. Aprecie as coisas mais finas,

9. Faça muitas surpresas agradáveis,

10. Seja um amante criativo e romântico.


Lista Revisada aos 32 Anos

Eu quero um homem que...

1. Seja bonitinho,

2. Abra a porta do carro

3 Tenha dinheiro suficiente para jantar fora com certa frequência

4.. Ouça mais do que fale,

5. Ria das minhas piadas,

6. Carregue as sacolas do mercado com facilidade,

7. Tenha no mínimo uma gravata,

8. Lembre de aniversários e datas especiais,

9. Procure romance pelo menos uma vez por semana.


Lista Revisada aos 42 Anos

Eu quero um homem que....

1. Não seja muito feio,

2. Espere eu me sentar no carro antes de começar a acelerar,

3. Tenha um emprego fixo

4. Balance a cabeça enquanto eu falo,

5. Esteja em forma ao menos para mudar a mobília de lugar,

6. Use camisetas que cubram sua barriga,

7. Não compre cidra achando que é champagne,

8. Se lembre de abaixar a tampa da privada (já tá bom, né? Esquece o Romance...)


Lista Revisada aos 52 Anos

Eu quero um homem que...

1. Corte os pelos do nariz e das orelhas,

2. Não coce o saco

3. Não peide dia e noite

4. Não balance a cabeça até dormir enquanto eu estou reclamando,

5. Não conte a mesma piada o tempo todo.


Lista Revisada aos 62 Anos

Eu quero um homem que...

1. Não assuste as crianças pequenas,

2.. Ronque baixo sem babar quando dorme,

3. Esteja em forma suficiente para ficar de pé sozinho,

4. Não cague na cueca



Lista Revisada aos 72 Anos

Eu quero um homem que...

1.. Respire,

2. Lembre onde deixou seus dentes


Lista Revisada aos 88 Anos

Eu nem lembro o que eu quero...


Recebi de um internauta.

domingo, 24 de julho de 2011

Amy Winehouse morreu

Ontem fui surpreendida com a ligação de uma amiga dizendo:
- Sabe quem morreu?
Imaginei tantas pessoas, pessei que decerto era alguém lá da cidade onde nós trabalhamos, pensei tantas coisas mas respondi que não.

- Amy Winehouse.

O quê? Amy Winehouse? Tanto ouviu-se falar sobre ela escândalos, drogas, bebedeiras, internações, mas esta era realmente uma crônica de uma morte anunciada, como disse Nelson Motta. De certa forma todosjá esperavam que algo acontecesse a Winehouse, mas que a morte ainda me choca, isto não nem eu nem ninguém temos como negar.

As memórias mais recentes que tenho de Amy Winehouse são de sua visita ao Rio de Janeiro. Meu tão amado Rio. Ela escolheu o tranquilo bairro de Santa Tereza, e apresentou uma Amy diferente daquela que estávamos acostumados a vermos na mídia. Parecia outra pessoa, avessa às badalaçõs, discreta, muito distante daquela imagem de algumas celebridades que costumam a se hospedar no Copacabana Palace. Pareceu-me que em Santa Tereza ela buscava um pouco de descanso. De repente até pensei que toda aquela loucura de drogas, vendo assim uma Amy tão serena, definitivamente faria parte do passado.

Mas não foi isto que aconteceu e Amy Winehouse foi encontrada morta em seu flat em Londres, no dia 23 de Julho de 2011, com suspeita de overdose, aos 27 anos de idade, a mesma idade em que outros ídolos da música também morreram, como Jim Morrison, Jimi Hendrix, Kurt Cobain e Janis Joplin. Infelizmente mais uma talentosa e jovem cantora que se juntou à lista dos três J.

Uma das coisas que mais me impressiona é a mudança na aparência da cantora e sua elevante decadência.

Mas de todas estas imagens a que insiste em ficar na minha memória será sempre esta daqui.

Rest in peace.






sexta-feira, 22 de abril de 2011

Rio

Quer uma dica de um bom filme para assistir com toda a família? Que tal aproveitar o feriadão e assistir Rio? Eu já fui vi duas vezes de tanto que gostei. Levei meus três sobrinhos e todos adoraram, do maior ao menor!

Rio conta a história de uma arara azul que troca sua gaiola pela aventura de voar até o Rio de Janeiro. Muitas aventuras acontecem na cidade maravilhosa, que está na semana de carnaval. Blu, a arara, se encanta por uma fêmea de sua mesma espécie e juntos com seus amigos cariocas eles dão o que falar na cidade do samba.

Rio é uma animação em 3-D da 20th Century Fox e Blue Sky Studios e dirigido por Carlos Saldanha e escrito por Don Rhymer, mesmos criadores da Era do Gelo.

Além do cenário que é tudo de bom, a trilha sonora não deixa a desejar. Uma mistura perfeita de bossa nova com samba balançam as aventuras de Rio. Quem compõe esta magnífica trilha sonora são artistas consagrados como Sergio Mendes, Carlinhos Brown, Bebel Gilberto e Will I. Am.

Para uma amante do Rio de Janeiro, assim com eu, este foi sem dúvida, um dos melhores filmes que eu já assisti nos últimos tempos.

Assistam vocês também e apaixonem pelo Rio!



Rio Original Motion Picture Soundtrack
Various artists


1. Real In Rio – The Rio Singers
2. Let Me Take You To Rio (Blu’s Arrival) – Ester Dean and Carlinhos Brown
3. Mas Que Nada (2011 Rio Version) – Sergio Mendes featuring Gracinha Leporace
4. Hot Wings (I Wanna Party) – will.i.am & Jamie Foxx
5. Pretty Bird – Jemaine Clement
6. Fly Love – Jamie Foxx
7. Telling The World – Taio Cruz
8. Funky Monkey – Siedah Garrett, Carlinhos Brown, Mikael Mutti, and Davi Vieira
9. Take You To Rio (Remix) – Ester Dean
10. Balanco Carioca – Mikael Mutti
11. Sapo Cai – Carlinhos Brown and Mikael Mutti
12. Samba De Orly – Bebel Gilberto
13. Valsa Carioca – Sergio Mendes

quinta-feira, 24 de março de 2011

Afinal, se vestir para quem? Ser mulher e feminina

Qual é a mulher vaidosa no mundo que não gosta de estar bem vestida, bonita, perfumada e bem cuidada? Eu sou uma vaidosa assumida e não poderia ser diferente. Eu gosto de estar bem vestida, perfumada, maquiada e com as unhas feitas. Mesmo naqueles dias em que não estou muito inspirada, as unhas, pelo menos eu tenho que fazer! Posso até andar de havaianas, mas o meu cabelo ou a minha unha tem de estar impecável. Perfume, então, não saio de casa sem.

Tem dias que eu me visto melhor, estou melhor maquiada e tem uma coisa nas pessoas que me incomoda muito. Quando elas vem uma mulher assim, arrumada, bem cuidada, acham que está assim por causa de alguém.

Diversas vezes já me perguntaram ou comentaram, o porquê de eu estar tão bem apresentada. As perguntas e comentários são diversas.

- Por quê estás tão bonita? Estás apaixonada?
- Estás tão linda... Deve ser porque estás amando.
- E esta produção toda? É para o namorado?

Nossa, quanta bobagem! Será que as pessoas tem que se arrumar para alguém? Será que elas precisam de um motivo para estarem bonitas? Será que amor-próprio e autoestima não poderão ser um grande motivo para as pessoas se tornarem atraentes?

Esta postura de pessoas que pensam este tipo de coisa me perturba, pois ao que me parece, se gostar não é um motivo para estar bem arrumada.

Estes dias me perguntaram se eu estava gostando de alguém. Eu respondi que sim e estava namorando. Comigo mesma. Foi o sufiente para deixar-lhes boquiabertos. Seria eu louca por estar tendo um caso de amor comigo mesmo?

No meu ambiente de trabalho há pessoas tão relaxadas com a sua própria aparência que ao verem um vestidinho, um saltinho ou um batom, já acham que é porque tem homem no meio. De certo está, para elas esse é o normal, nos vestirmos para os maridos, namorados, paqueras e não para nós mesmas. Não vale o simples fato, de querermos nos sentirmos bem conosco, temos que estar bem para alguém ou por algum motivo.

Muitas mulheres deixam de lado sua feminilidade por confundir desleixo com conforto. Não deve ser assim. Há diversas maneiras de ser feminina sem ser perua, de se vestir confortavelmente sem apelar para a breguice e o descuido.

Não é porque eu sou casada que eu vou estar sempre com aquela roupa de fazer faxina em casa. Não é porque eu sou mãe que vou preciso deixar de me depilar. Não é porque eu lavo louça todo dia que eu vou deixar de fazer as unhas. Não é porque eu sou professora, que eu vou estar sempre de abrigo. Não é porque eu não tenho tempo, que vou deixar de feminina!

Podem achar o que quiser, mas a aparência para mim, é o cartão de visitas das pessoas!

Alguns motivos pelos quais os homens gostam tanto de mulheres

ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS OS HOMENS GOSTAM TANTO DE MULHERES:

1- O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.
2- O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito.
3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.
4- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.
5- Como são encantadoras quando comem.
6- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.
7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora.
8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo.
9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.
10- Como ficam lindas quando discutem.
11- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão.
12- O brilho nos olhos quando sorriem.
13- Ouvir a mensagem delas na secretária eletrônica logo depois de uma briga horrível.
14- O jeito que tem de dizer "Não vamos brigar mais, não.."
15- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.
16- O modo de nos beijarem quando dizemos "eu te amo".
17- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta.
18- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram.
19- O jeito de pedir desculpas por terem chorado por alguma bobagem.
20- O fato de nos darem um tapa achando que vai doer.
21- O modo com que pedem perdão quando o tapa dói mesmo (embora jamais admitamos que doeu.)
22- O jeitinho de dizerem "estou com saudades".
23- As saudades que sentimos delas.
24- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.

Isso NÃO é uma corrente, apenas mande para todas as mulheres de sua lista, para elas perceberem o quanto são importantes, e para os homens, para que eles lembrem o quanto as mulheres são essenciai

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Mulheres de 30

Arnaldo Jabor para as mulheres com mais de 30

Isto é para as mulheres de 30 anos pra cima… E para todas aquelas que estão entrando nos 30, e para todas aquelas que estão com medo de entrar nos 30… E para homens que têm medo de meninas com mais de 30!!!

“ A medida que envelheço, e convivo com outras, valorizo mais as mulheres que estão acima dos 30. Estas são algumas razões do porquê:

- Uma mulher de 30 nunca o acordará no meio da noite para perguntar: “O que você está pensando?” Ela não se importa com o que você está pensa, mas se dispõe de coração se você tiver intenção de conversar.

- Se a mulher de 30 não quer assistir ao jogo, ela não fica à sua volta resmungando. Ela faz alguma coisa que queira fazer. E, geralmente è alguma coisa bem mais interessante.

- Uma mulher de 30 se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Poucas mulheres de 30 se incomodam com o que você pensa dela ou sobre o que ela esta fazendo.

- Mulheres dos 30 são honradas. Elas raramente brigam aos gritos com você durante a ópera ou no meio de um restaurante caro. É claro, que se você merecer, elas não hesitarão em atirar em você, mas só se ainda sim elas acharem que poderão se safar impunes.

- Uma mulher de 30 tem total confiança em si para apresentar-te para suas melhores amigas. Uma mulher mais nova com um homem tende a ignorar mesmo sua melhor amiga porque ela não confia no cara com outra mulher. E falo por experiência própria. Não se fica com quem não confia, vivendo e aprendendo né???

- Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem. Você nunca precisa confessar seus pecados para uma mulher de 30. Elas sempre sabem….

- Uma mulher com mais de 30 fica linda usando batom vermelho. O mesmo não ocorre com mulheres mais jovens.

- Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te dirão na cara se você for um idiota, se você estiver agindo como um!

- Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem, e o resto deixe que ela faça;

- Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 por um “sem” números de razões. Infelizmente, isso não é recíproco. Para cada mulher de mais de 30, estonteante, inteligente, bem apanhada e sexy, existe um careca, velho, pançudo em calças amarelas bancando o bobo para uma garçonete de 22 anos. Senhoras, EU PEÇO DESCULPAS: Para todos os homens que dizem, “porque comprar uma vaca se você pode beber o leite de graça?”, aqui está a novidade para vocês: Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento, sabe por quê? Porque as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça. Nada mais justo.”

Fonte:http://piquiri.blogspot.com/search/label/Dia%20Internacional%20da%20Mulher

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Equilíbrio Pessoal

Assisti dois filmes hoje, que coincidentemente tem o Brasil como tema secundário. Nos dois filmes, as protagonistas se envolviam amorosamente com um brasileiro. E nos dois, as duas procuravam manter o equilíbrio. Num deles o equilíbrio financeiro e no outro o equilíbrio pessoal.

Os filmes eram respectivamente Bonequinha de Luxo e Comer, Rezar e Amar. A sinopse dos filmes é muito mais do que eu acima comentei, com certeza. O Brasil é apenas um aperitivo para o filme. Para mim, foi algo surpreendente já que eu não sabia que este seria tratado durante os filmes.

Em Bonequinha de Luxo, a performance de Audrey Hepburn é perfeita, assim como sua beleza que encanta. O filme é uma comédia romântica e é uma joia rara do cinema de Hollywood. A história se passa em Nova York e tem seu nome original em inglês em "Breakfast at Tiffany's" e traz Hepburn como um garota de programa de luxo que sonha em se casar com um milionário.

Já em Comer, Rezar e Amar, trata-se de uma drama. Mas nada tão dramático assim. O filme emociona em muitas cenas. A performance de Julia Roberts também é excelente, na pele de uma mulher moderna que resolve viajar pelo mundo em busca de uma jornada de auto-conhecimento. Durante suas viagens à Itália, Índia e Bali, ela conhece pessoas, descobre o prazer da boa mesa, o equilíbrio da alma através da meditação e um novo amor. Curiosidade: Não é mencionado, mas Felipe, o amor brasileiro da protagonista é gaúcho, assim como eu!

Vale a pena assistir estes filmes. São filmes bem leves, emocionantes e valem a pena pela beleza da história, das personagens e das locações. Eu recomendo!

Antipatia gera antipatia

Pessoal, recebi este e-mail do meu querido Lee Swain, do Blog "Eu e Meu Chapéu", resolvi publicá-lo, para que todos possam lê-lo, já que ele não conseguiu publicar seu comentário e aproveitar para indicar o seu blog para meus leitores, pois é "tri-legal":

http://www.euemeuchapeu.com.br/

Cibele, fiz o comentário abaixo no post que vc publicou sobre o ator Ze Victor no seu blog, mas acho que por algum motivo não foi aceito. Por via das dúvidas, aí vai. Parabéns, muito legal o blog.
Bjs

"Cibele, diz o ditado que cada um colhe o que semeia. Antipatia gera antipatia. E afinal de contas, quanto custa um sorriso? Publiquei um post ano passado sobre um encontro ocasional com a Lidia Brondi em um restaurante aqui em São Paulo, em que ela foi simpaticíssima, e inclusive posou para foto com a maior boa vontade. Este post virou uma febre, e os fãs da atriz enviam comentários diariamente para ela. Simpatia gera simpatia."

Lee Swain


A foto que a atriz, no qual sou fã, gentilmente tirou para a esposa de Lee Swain

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Insensato Coração

Ontem fui almoçar na Lancheria do Parque, no tradicional bairro Bom Fim, na minha cidade, Porto Alegre e adivinhem quem eu encontrei por lá? O ator gaúcho e "global" Zé Victor Castiel. O Werner, de Insensato Coração.

Não me causou grande surpresa encontrá-lo na Lancheria do Parque já que eu sei que outros artistas gaúchos, como o cantor Nei Lisboa, também frequentam este lugar. Eu mesma já o vi lá.

Quem percebeu a presença do Zé Victor, foi um amigo meu que estava almoçando comigo. Quando eu o vi, achei o sorridente, simpático com os garçons, pensei, que talvez se eu fosse até até lá o cumprimentar, também seria igualmente simpático comigo. Mas confesso que estava com um pouco envergonhada.

Esta semana eu estive pensando que, eu, que já avistei alguns artistas globais e até mesmo tive coragem de ir até eles, cumprimentá-los e tirar uma foto, nestas minhas andanças, nunca tinha feito tal gesto com algum artista gaúcho, meu conterrâneo, da minha terra. Por que não exaltar um artista da minha terra, como um destes artistas que eu já encontrei no Rio de Janeiro?

Não pensem vocês que eu sou uma daquelas tietes, que não pode ver artista que já vai saindo correndo, pedir autógrafo, não! Eu não sou assim. Mas quem é que não gosta de ser reconhecido? Se eles não gostassem de ser figuras públicas, que não conseguem conviver com o carinho das pessoas, teriam escolhido qualquer outra profissão em que eles pudessem viver como pessoas anônimas, comuns.

O acordeonista Renato Borghetti
Estes dias eu estava no Bom Fim, tomando um sorvete e vi um cara de cabelos compridos, bombachas, boina e alpargatas, passeando pela rua e falei de brincadeira, Renato Borghetti! E não é que era o próprio? Na mesma hora, na minha cabeça já veio aquele som inconfundível da sua gaita. Renato Borghetti, para quem não sabe é um músico gaúcho que toca gaita, como só ele. Fiquei observando-o de longe, mas pensei que na próxima vez que visse algum artista gaúcho, gostaria de cumprimentá-lo, dizer algumas palavras legais, afinal, é tão bom ver nossos gaúchos dando certo!

Olha a Beija-Flor aí gente! Chora cavaco!

Pois ontem eu tive esta oportunidade com o Zé Victor Castiel. Para quê?

Eu estava bem insegura, mas para quem já bateu papo, como se fosse velha conhecida do Neguinho da Beija-Flor, no Aeroporto de Cumbica - aliás, o Neguinho é uma pessoa muito simples, simpatissíssimo, adorei conhecê-lo! - achei que ir dar um alô para o Zé Victor Castiel, seria fichinha!

Quando eu cheguei perto dele, ele me olhou de cima a baixo. Eu falei com ele, cumprimentei-lhe sobre seu trabalho e ele nem deu um sorriso. Na hora pensei, para que trabalha com humor - ele estrela há anos a famosa peça Homens de Perto - ele parece um tanto quanto mal humorado! Ele olha que eu não fui falar com ele, enquanto ele estava comendo, fui bem breve e bem educada. Ele não me deu um sorriso!

Eu me lembrei de uma vez, não faz muito tempo também, que eu fui almoçar num restaurante nordestino, lá em Santa Tereza, no Rio e me disseram que neste mesmo restaurante, quase em frente da minha mesa, estava o ator Lázaro Ramos. Lázaro Ramos interpreta o André Gurgel, de Insensato Coração e é colega de elenco do Zé Victor na novela. Diferentemente do meu conterrâneo, o ator Lázaro Ramos foi uma pessoa super agradável, me deu três beijinhos, conversou comigo numa boa, sem estrelismos. Disse que gostava muito de Porto Alegre e que tinha um carinho especial pelos gaúchos. Tirei até foto com ele. Ó pai, ó!
Ó pai, ó! Lázaro Ramos
 Lá no Rio, os cariocas gostam de andar assim bem à vontade, os atores passam por eles como pessoas normais - que são mesmo, nós é que os endeusamos - nas últimas vezes que estive lá, passei por alguns e se não tivessem me dito que tal pessoa era o fulano de tal, eu nem saberia quem era. Exemplos deles: Felipe Dilon, Angela Bismark e uma ator da novela Ti -ti-ti aque eu não sei o nome, mas acabei vendo onde ele morava. Para mim estas pessoas passaram despercebidas, eu não as reconheci, só sabia que eram quem eram porque me disseram.

Até a Isabelita dos Patins, eu já encontrei, na Banda de Ipanema!
 Mas nas primeiras vezes que reconheci um global, nas ruas do Rio de Janeiro, dei uma de tiete. Pedi para tirar foto, apesar de me dizerem que eu estava dando uma de "Paraíba", - o que eu achei extremamente preconceituoso e indelicado, se referir aos paraíbanos desta forma, como se os cariocas fossem as melhores pessoas do mundo! - que estava pagado mico. Nessas tirei foto com a Danni Carlos, que estava na praia do Arpoador, toda cheirosa e foi super simpática, me abraçou e tiramos uma foto bem legal. Outro colega de elenco de Insensato Coração do Zé Victor Castiel, que eu encontrei há alguns anos atrás foi aquele ator português, o Ricardo Pereira. Ele estava gravando um comercial no Mirante do Leblon e quando pedimos para tirar uma foto com ele, ele falou que só ia terminar o comercial e depois ia lá conversar com a gente e foi. Bem educado o rapaz.

´Depois de tudo isso que eu lhes contei, esperava um pouquinho mais do Zé Victor Castiel. Quando parabenizei o seu trabalho, ele resumiu-se a dizer apenas "ah, tá, ok". Uma vez eu estava lendo o blog do ator Pedro Paulo Rangel e lhe mandei um comentário, elogiando o seu trabalho e vocês nem sabem que surpresa eu tive ao receber um e-mail seu, "agradecendo minhas palavras carinhosas". De PP Rangel, como ele mesmo assinou! O pior de tudo foi quando eu estendi a mão para cumprimentar Zé Victor. Ele ficou parado olhando para a minha mão estendida, de certo acho que eu fosse pedir dinheiro para ele! Só depois de me deixar ali com a mão estendida, ele na sua impáfia, apertou minha mão. E não sei porque disse isso antes de me virar e ir embora:

- E meu nome é Cibele.

E ele ainda não entendeu e perguntou:

- Como?

- Cibele.

E fui embora, arrependida de ter ido falar com alguém tão blasê. Como se ele fosse lembrar do meu nome! Se por acaso esta postagem chegar aos olhos deles, foi a "Cibele" quem escreveu, tá?

Ao contar para uma amiga, ela ria e dizia:

- Só tu mesma, Cibele! Só tu tens "cara" para fazer estas coisas!

Eu tenho mesmo, se não, não teria mais esta história para lhes contar.
E quanto ao Zé Victor, que "Insensato Coração"!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Oferenda para Iemanjá

Dia dois de fevereiro foi o dia de Nossa Senhora de Navegantes, uma das maiores festas que ocorre em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Inclusive é feriado aqui em Porto Alegre. Existe uma fusão de concepções religiosas entre a santa católica Nossa Senhora dos Navegantes e a orixá da Mitologia Africana Iemanjá. No Brasil, tanto Nossa Senhora dos Navegantes como Iemanjá, tem sua data comemorativa no dia 2 de fevereiro. Costuma-se celebrar o dia que lhe é devotado, com uma grande procissão fluvial.

Neste dia dois de fevereiro, eu fui passear no Gasômetro com meus sobrinhos e um amigo que veio lá do Rio de Janeiro. Estava um sol de rachar o côco.

A minha sobrinha mais velha estava mostrando os pontos turístico para o nosso amigo e tirando fotos quando de repente, eu tive uma ideia. Vou fazer uma oferenda para Iemanjá!

Mal não iria fazer, né? Eu já estava ali, tinha um monte de banquinhas vendendo rosas, observei que haviam outras pessoas com a mesma ideia que eu havia tido. Por que não tentar?

A minha sobrinha falou toda convicta, que se Iemanjá não aceitasse meus pedidos ela me devolvia a minha oferenda. Eu nem conseguiria imaginar uma possibilidade destas, de tão encorajada que eu estava para fazer minha oferenda.

Deus me que perdoe, mas acho que até aquela estátua da Elis Regina que fica ali Gasômetro teve direito a mandinga, pois alguém deixou uma garrafa de sidra e uma carteira de cigarros para ela!

Brincadeiras a parte, ainda escutei esta da minha sobrinha:

- O que tu vais pedir?
Dizem que o pedido não se diz, mas crendices à parte, eu acabei num impulso dizendo. E ela gritou, surpresa:

- Ai... eu pensei que tu ia pedir pra se casar, porque tu já está encalhadinha, né tia?

Mas ela achou bem inteligente o meu pedido.

Ao caminharmos, vimos várias pessoas soltando uns barquinhos no Rio Guaíba. A minha sobrinha comentou, que eu deveria ter um barquinho. Foi quando eu avistei um senhor vendendo embarcações de tudo quanto era tamanho e preços diferentes. Eu pedi o mais barato e coloquei minhas duas rosas ali no barquinho. A minha sobrinha achou que a minha oferenda estava muito pobre, que eu deveria colocar uns quindins, umas pipocas. Onde é que eu ia encontar quindim e pipoca aquela altura do campeonato? E quando ela falou isso, me passou uma coisa horrível pela cabeça. Sempre que eu vejo uma oferenda com quindim, me dá vontade de comer, mas eu nunca fiz isso, tá!

Como marinheira de primeira viagem, na hora de fazer oferenda, eu nem tinha ideia de como iria largar o barquinho. Sem noção nenhuma, eu achava que era só jogar o barco e pensar "muito axé"! Que nada! Estavam todos na beira do Guaíbão fazendo suas oferendas. Muitos deles estavam dentro d'água, com a água até os joelhos, oferecendo os seus barquinhos para Iemanjá e vendo se ela ia os devolvê-los ou aceitá-los.

Foi o que eu tive que fazer. "Tire os chinelos, se não tu vais escorregar", me diziam. E eu desci de chinelo e tudo, tinha muitas pedras e ferros retorcidos, mas lá embaixo pensei duas vezes antes de tirar os chinelos. Todos viam que eu estava com nojo de pisar naquela areia nojenta e diziam "marinheira de primeira viagem". Na beira do Guaíba, tinha de tudo! Tinha despacho, até uma galinha se decompondo, cacos de vidro. Eu é que não ia colocar meus pés ali!

"Entra, entra, entra" diziam. E eu entrei. Me senti no Ganges. Com todo o meu respeito à Iemanjá, que nojo que eu fiquei daquelas águas do Guaíbão! Mas pelo menos, coloquei o meu barquinho lá e ao que eu vi, Iemanjá aceitou minha oferenda.

E esta foi mais uma das tantas histórias que ainda tenho para lhes contar. Muito axé para mim. E muito axé para vocês!


Detalhe: E ainda fui de preto, se tivesse planejado colocaria um vestido branco!



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Amor Bandido

Qualquer semelhança com caso verídico é mera coincidência. Esta postagem pode conter linguagem inadequada para menores de 14 anos.

Esta é a história de Bárbara, uma adolescente de 16 anos, que nunca deu trabalho para os pais.
Bárbara, sempre foi uma menina super protegida pelos pais, que só a deixavam ir da escola para casa e da casa para escola. Os pais também não permitiam que Bárbara, tivessem amizades. Ela só poderia conversar com os irmãos menores e de maneira nenhuma poderia levar nenhuma amiga ou colega em sua casa. O maior medo de seus pais era que Bárbara se desvirtuasse e se tornasse uma dessas meninas que começa a namorar e engravide precocemente.

Bárbara foi sorteada e premiada com um curso de inglês no centro da cidade onde morava e não teria custo algum, nem com material, nem com transporte, pois o curso de inglês, pagaria tudo, mas os pais de Bárbara não aceitaram que ela fizesse o curso, pois temiam que algo ocorresse neste meio tempo de deslocamento de Bárbara.

Em casa, Bárbara se mostrava uma menina tímida e retraída. Ela costumava a ficar um pouco chocada com assuntos relacionados a sexualidade, como por exemplo, quando escutava um funk, cheio de linguagem de baixo calão, Bárbara costumava a dizer "que horror".
Na escola, Bárbara era uma adolescente como as outras. Tinha suas amigas, seus "paqueras". Ela era uma menina linda, loira, de cabelos compridos e cacheados e de olhos verdes. Seu apelido na escola era "Fergie", tamanho era sua beleza.
Bárbara conversava sobre todos os assuntos de que tinha vontade, mas sempre com suas amigas, nunca com sua mãe. Ela não se sentia à vontade para se abrir com sua mãe, pois ela era muito rígida e seus valores também.
Por ter notas muito boas, a família nunca desconfiou do problema de Bárbara. A garota se sentia muito presa e começou a ter atitudes estranhas.
Um dia ela acordou tarde para a escola e como os portões tem uma certa tolerância para os alunos que chegam atrasados, não havia porque Bárbara ir naquele dia a escola. Bábara insistiu que precisava ir à escola, mas sua mãe tentou convencer-lhe que ao chegar lá encontraria os portões da escola fechados. Bárbara chorava compulsivamente e implorava a mãe que precisava ir à escola, que não podia faltar, mas a mãe não a entendia pois ela não tinha nenhuma prova marcada para aquele dia. Sem desconfiar do que estava acontecendo com Bárbara, a mãe deixou que a menina fosse à escola, convencida de que ela apenas não queria perder mais um dia de aula.
Outra atitude estranha de Bárbara foi que ela começou a receber ligações para seu celular de madrugada. Os pais e os irmãos começaram a desconfiar, mas a eles ela dizia que era o despertador que tocava. Ela saía de mansinho, sem ninguém perceber e ia conversar no pátio de casa.
Bárbara mostrou mais uma postura curiosa, quando de repente começou a apoiar, atitudes que antes ela abominava, como meninas que engravidavam precocemente, pessoas usando palavras de baixo calão. Até funk, que ela não apreciava, agora estava escutando.
Os pais notaram uma certa modificação no comportamento de Bárbara, mas não deram a devida importância. Ela sempre foi uma menina que teve boas notas, nunca saia de casa sem os irmãos, nem para ir aos parentes ela ia sozinha. Uma vez a madrinha a convidou para irem visitar Balneário Camboriú, mas os pais não permitiram que Bárbara fosse sozinha. Somente se fossem os irmãos. Como não havia espaço físico para comportar todos, Bárbara não pode ir ao passeio com sua madrinha.
Uma noite, aconteceu o improvável. Bárbara foi embora de casa, apenas deixando um bilhete:
"Não se preocupem comigo. Estou bem, vou embora com o amor da minha vida. O Luciano e eu já estamos juntos há um ano e meio. Aqui eu estava me sentindo muito presa. Ele vai cuidar de mim. Amo vocês. Um beijo. Bárbara."
Quando a mãe de Bárbara leu aquele bilhete escrito em folha de caderno e com a letra de Bárbara, não teve dúvidas. A filha estava com um grande problema há muito tempo e nem ela e nem o marido haviam percebido. A mulher caiu de joelhos em prantos:
- Eu nunca a surrei, nunca a deixei de castigo, por que ela fez isso? O que foi que aconteceu com a minha menina? Quem é esse Luciano? Meu Deus... há um ano e meio! Como é que nós não vimos?
O pai da garota começou a revirar o quarto de Bárbara e viu que ela não tinha levado muita coisa. Apenas a roupa do corpo e uma mochila pequena com uma bermuda duas camisetas. Não levou dinheiro, não levou documentos, nem a câmera digital que ela havia ganhado de Natal do pai, ela levou. Os pais começaram a temer o pior. Será que este rapaz havia coagido Bárbara a fugir com ela para depois ela se prostituir?
A família se uniu e começou a fazer uma investigação. Começaram a ligar para as amigas de Bárbara. Ao mesmo tempo que a mãe e os irmãos faziam uma operação pente fino nos cadernos e no diário dela. Sim, Bárbara estava se relacionando com Luciano, 22 anos, rapaz negro, morador da periferia da cidade. Eles se conheceram há um ano e meio, quando Luciano ficava na frente da escola esperando a prima de uma colega de Bárbara, mas logo desistiu de namorá-la, pois encantou-se com Bárbara.
A polícia foi avisada do sumiço de Bárbara e o conselho tutelar também. A família viveu dias de angústia sem saber o paradeiro de Bárbara, até que uma dia a menina resolveu ligar de um orelhão e disse apenas estar bem e que não precisavam se preocupar, que ela nunca mais iria voltar para casa, que agora ela iria morar na praia. Quando seus pais lhe perguntaram onde ela se encontrava, a ligação caiu.
Com as poucas informações obtidas através dos depoimentos das amigas de Bárbara, o pai e o tio da menina foram até o local, onde vivia o rapaz e o que encontraram foi um lugar da mais plena miséria. A tia do rapaz os recebeu em um barracão de apenas um cômodo, onde dormia oito pessoas. Um cubículo. Lá estavam duas mulheres catando piolhos de algumas crianças, enquanto outros dormiam. Ao ser questionada sobre o caso, a tia de Luciano, foi curta e grossa ao responder-lhes:
- Como é vocês não sabiam que ela já estava há um ano e meio vindo aqui dar o rabo pra ele?
Quando o conselho tutelar entrou em ação, a coisa apertou e Bárbara foi obrigada a voltar. Luciano teve que dizer onde eles estavam ou senão reponderia pela menina, pois ela era menor de idade. Ela não queria voltar, mas Luciano a obrigou a voltar, pois não queria maiores responsabilidades. Achava-se muito jovem para assumir este risco. Ela chorava e dizia que não iria sem ele. Ele a colocou à força no ônibus.
- Volte pra sua família, Fergie, pro conforto da sua casa.
E assim acabou o romance de Bárbara.
Quando ela chegou na rodoviária, o conselho tutelar e a polícia estavam lhe esperando. Na delegacia, sua família toda lhe aguardava. Bárbara estava toda suja, assustada, parecia um bicho acuado, sentada na cadeira daquela delegacia. Sua mãe só chorava de alívio por ter sua filha de volta, suas tias também. O pai, chegou perto da menina e levantou a mão, pensamos que iria lhe fazer um carinho, mas deu-lhe um bofetão de derrubar-lhe da cadeira.
- Controle-se! - disse a delegada - O senhor, por favor, controle-se, porque pode ser autuado por maus tratos, só não será pois está sobre forte emoção!
E a vida de Bárbara nunca mais foi a mesma depois disso. Há quem diga que quando ela voltou para casa levou uma surra da mãe, mas isso ninguém sabe. A única coisa que se sabe é que a criação de Bárbara mudou muito. Os pais que antes, a proibiam de fazer tantas coisas hoje já não a proibem mais.
Hoje Bárbara mora com uma uma tia solteira. As duas tem uma ótima relação de confiança e Bárbara não precisa mentir e nem esconder as coisas, como ela fazia com seus pais. As duas conversam sobre tudo e nesta tia, Bárbara encontra um pouco da segurança que ela não encontrava nos seus pais.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Pai, tô com fome

Achei esta história comovente. Já havia lido quando recebi a por e-mail e agora novamente recebi de uma senhora, e resolvi postar para que mais pessoas possam ler e se emocionar com esta bonita lição.


Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:

- Pai, tô com fome!!!

O pai, Agenor , sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...

- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente...

Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:

- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!


Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...

Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo...

Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua...

Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá...

Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...

A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...

Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:

- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!

Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...

Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho....

Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...

Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...

Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de
pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...

Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...

Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...

Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...

Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...

No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...

Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...

Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele
chamava-o para ajudar aquela pessoa...

E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar...

Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...

Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...

Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro...

Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno...

Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...


Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista...

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...

Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...

Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:

'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'

(História verídica)


sábado, 15 de janeiro de 2011

Ser ignorado

Recebi este e-mail que muito me fez lembrar de uma infeliz fala do jornalista Boris Casoy , que em 31 de dezembro de 2009, comentou em tom arrogante e debochado, as imagens exibidas anteriormente, que mostravam uma dupla de garis desejando felicidades aos telespectadores da emissora. Isso foi após uma vinheta do Jornal da Band, quando Casoy chamou o intervalo comercial, sem saber que o áudio ainda estava sendo transmitido.

"Que merda: dois lixeiros desejando felicidades… do alto de suas vassouras… dois lixeiros… o mais baixo da escala do trabalho…"

Por meio da assessoria de imprensa da emissora de televisão, o jornalista reconheceu o insulto contra os garis e se desculpou durante a exibição do programa do dia posterior, com o seguinte discurso: "Ontem, durante o intervalo do 'Jornal da Band', em um vazamento de áudio, eu disse uma frase infeliz, que ofendeu os garis. Por isso, quero pedir profundas desculpas aos garis e aos telespectadores do 'Jornal da Band'."

Depois que a merda está feita, fica bem difícil remendar!

Por isso através deste e-mail, proponho uma reflexão. Vamos olhar mais para as pessoas com carinho. Vamos descer de nossos pedestais, pois não somos melhores que ninguém. Devemos respeitar as pessoas, como seres humanos, independente do salário, classe social ou profissão que elas representam.


TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO

'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'

'Fingi ser gari por 1 mês e vivi como um ser invisível'

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da
'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas
enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado
sob esse critério, vira mera sombra social.

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
um mês como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo.

Ali,constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres
invisíveis, sem nome'.

Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição
de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode
significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o
pesquisador.

O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano.

'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, algunsse aproximavam para ensinar o serviço.

Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro.

Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.

O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central..

Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo
andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu.

Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de um mês trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais.

Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.

Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.

Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe.

Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo
nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.


Ser ignorado é uma das piores sensações que existem na vida.

Tão bom é ser amado

Como é bom, quando ficamos juntos de alguém, de que tanto gostamos. É tão bom quando nem imaginamos estar com aquela pessoa e de repente, estamos. Melhor ainda é quando podemos acreditar que aquilo que sentimos em relação ao outro é correspondido.

É indescritível a sensação de bem estar que nos causa estar junto do objeto de nosso desejo. Sentir o cheiro, o gosto e desfrutar da sua companhia.

É maravilhoso saber que ele está conosco pelo simples fato de que quer ficar junto, porque nos gosta e não porque quer apenas satisfazer seus desejos sexuais.

Melhor é fazer sexo com alguém porque está junto e não porque quer ficar junto. Pena que algumas pessoas não entendem isso.

Melhor do que ouvir daquele de quem gostamos que ele não brincará com nossos sentimentos, é reconhecer que ele não está conosco para nos usar e sim porque nos ama, porque nos quer.

É tão difícil ser amada assim? Há quem tenha desistido, mas eu não desistirei.


Pedro, me dá meu chip

Estes dias assisti aquele vídeo que virou febre na internet. Uma moça num ataque de fúria resolve ir até a casa do ex-namorado, pedir um chip de celular, que segundo ela o pertencia. Como seu ex, o Pedro, não a recebe, ela começa a gritar na frente do prédio, de madrugada, que quer seu chip de volta. Ela grita para Pedro que ele devolva seu chip, por alguns minutos descontroladamente. Enquanto isso, o mesmo nem dá sinal de vida, o que a deixa muito mais irritada e gritando mais.

O vídeo quando surgiu na internet, fez o maior sucesso, tendo milhares de acessos pelo You Tube. Alguns blogueiros chegaram até procurar a rua em que ocorreu o fato e buscaram por Pedro. Até o Fantástico, entrevistou Pedro. Outros programas de televisão fizeram matérias, tentando esclarecer o porquê, de tamanho descontrole de um ser humano em razão de um chip.

Piadas a respeito foram várias. Vídeos fazendo a paródia sobre o acontecido forão as campeãs de provocar boas risadas. A com o Darth Vader, é uma delas. Tem também algumas montagens engraçadas, como a do presidente dos E.U.A. que é interrompido durante um pronunciamento pela moça que grita:

- Pedro, me dá meu chip. Devolve meu chip Pedro. Me dá meu chip. Devolve o que é meu.

Fizeram até um funk. Admito que ficou muito engraçado ficou o vídeo com a montagem.

Mas o que eu proponho aqui é fazermos uma reflexão sobre nossos sentimentos. O que leva uma pessoa a ter uma reação tão exagerada, tão extrema quanto esta? Gente, sinceramente, ninguém ficaria tão desesperado simplesmente por causa de chip de telefone, a não ser que nele contessem informações valiosíssimas. Está na cara que a ex-namorada não queria o chip, e sim queria o Pedro.

A moça não teve censura nenhuma, não se importou com o horáriode silêncio (o fato ocorreu à noite) , com os vizinhos, e principalmente, não se importou nem um pouco em se expor. Não sabemos qual foi o motivo da separação do casal, mas pelo conteúdo do vídeo, é claro que houve uma separação. O chip foi apenas um motivo para a moça ir até o rapaz e como não foi recebida, agiu com extrema emoção. O que mais me chama a atenção neste vídeo é a repetição sistemática da frase "abre esta porta". Durante grande parte de nossa vida, assim como a moça, encontramos portas fechadas, quando que o que mais queremos é encontrá-las abertas.

Não achei nada de mais num vídeo que mostra uma moça gritando desesperadamente na porta da casa de um ex-namorado. Não penso que isto seja algo de tão especial, a ponto de atiçar tanto a curiosidade alheia. Acredito que muito dos expectadores ao assistirem o vídeo, possa ter se identificado, se comovido ou mesmo se soliedarizado com a moça neste momento de dor e descontrole exaberbado. Esta demonstração exagerada de desconforto e desconsolo são sentimentos que a maioria de nós reprime. Não demonstramos, porque vivemos em uma sociedade que foi educada a internalizar suas emoções. As vezes nos acontecem coisas que somos obrrigados a engolir, deixar passar. Nem mesmo diante da morte, muito de nós não explodimos, gritamos e choramos como, no nosso íntimo, gostaríamos de fazer. Quem de nós não gostaria de num momento de inconformidade, gritar e chorar quando perdemos um ente querido ou quando nos separamos de alguém que gostávamos muito. O que fazer quando não há nada mais a ser feito? Acredito que foi movida por sentimentos de perda, de dor, raiva ou de total impotência, que a moça tenha feito tal cena.

Há outras maneiras de se entregar a dor, e acredito que haja muitas outras alternativas saudáveis de se extravasar este sentimento. Não julgo esta atitude exagerada da moça, mas também não a apoio. Sou solidária. Acho que a saída seria não se expor diante daqueles que não nos merecem. É dificil aceitar uma separação, dói, mas não podemos perder a dignidade. Não que aqueles que perdem a cabeça sejam indignos. Mas a melhor coisa num momento destes, é focar em si mesmo. Devemos nos preocupar em nos resguardar e cuidar da pessoa mais importante de nossas vidas, que somos nós mesmos.

Um relacionamento acaba, mas nossa vida não. A vida é cheia de frustrações e quanto melhor soubermos lidar com elas, mais fortalecidos ficaremos para dar continuidade a vida e viver as muitas coisas boas que estamos vivos, justamente para experenciar.

Conselho de uma pessoa impulsiva, que está aprendendo a se controlar. Diante de uma adversidade, respire fundo. Melhor engolir um sapo, perder um livro, ou até mesmo um chip do que perder a própria paz. Valerá a pena tamanho desgaste?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Doze Conselhos Para Ter Um Infarto Feliz

Recebi este e-mail e achei muito interessante postá-lo para que todos leiam e pensem mais na sua própria saúde. Se vocês entenderam bem, estes são conselhos de como levar uma vida mais tranquila. Dessa maneira, teremos menos risco de ter um infarto:

DOZE CONSELHOS PARA TER UM INFARTO FELIZ!!!

Dr. Ernesto Artur - Cardiologista

Quando publiquei estes conselhos 'amigos-da-onça' em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2 Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes..

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro. (e ferro , enferruja!!. .rs)

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado.. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.

Duvido que alguém não tenha um belo infarto se seguir os conselhos acima!

IMPORTANTE:

OS ATAQUES DE CORAÇÃO

Uma nota importante sobre os ataques cardíacos...
Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo (direito). Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes.

Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam, não se levantaram... Mas a dor no peito, pode acordá-lo dum sono profundo.

Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água. Ligue para Emergência (193 ou 190) e diga ''ataque cardíaco'' e que tomou 2 Aspirinas. Sente-se numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse pois ela fará o coração pegar no tranco; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro... NÃO SE DEITE !!!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Falta Romantismo no Mercado


Não se faz mais homens como antigamente. Já tinha chegado a esta conclusão há um bom tempo. Quando converso com as minhas amigas, todas são unânimes em concordar de que os homens em geral, estão muito sem noção.

Ao longo das minhas conversas, aqui e ali, eu vou colecionando pérolas da ala masculina. Algumas coisas que eu escuto, dá vontade de chorar. De tanto rir. Outras dá raiva mesmo. Como podem dizer as coisas assim, de uma forma tão velada? Está faltando um pouquinho de sutileza e muita classe. Não espero mais nada. Daqui a pouco não me surpreenderei se alguém me contar que um homem simplesmente, chegou na cara dura e perguntou:

- Vamos trepar?

Não há mais romantismo. Ninguém mais abre a porta do carro, se oferece para pagar a conta, convida para um jantar à luz de velas. Eu sei que vocês homens, podem achar minhas ideias um tanto quanto retrógradas, ultrapassadas e caretas. Eu não me importo. A maioria das mulheres, assim como eu, concorda comigo. Sentimos falta de quem nas ideias, no caráter ou no temperamento, revela algo de apaixonado, de nobre, de lírico, que eleva os relacionamentos acima do prosaico, do cotidiano. Me parece que para alguns, ser romântico não passa de alguém sentimental, piegas e meloso.

Mas quem, nos dias de hoje, dá importância aos sentimentos? Será que os homens subestimam tanto assim nossa inteligência? Recentemente ouvi uma menina reclamar de um rapaz que lhe mandou uma mensagem no celular, lhe desejando um "feliz ano novo". Detalhe, estamos no dia sete de Janeiro. Ou seja, o rapaz não teve alguns bons dias para lhe saudar boas entradas de ano? Ao agradecer-lhe e desejar-lhe o mesmo, o rapaz sentiu-se no direito de esticar a conversa para um convite a algo mais. E com que direito?

Quem lhes dá o direito de nos ligar de madrugada? Será que eles nos julgam tão ingênuas ao nos convidarem para jantar em suas casas, contando que o prato principal somos nós? O que será que se passa em suas cabeças, ao nos proporem para dividirmos a conta do motel? Quem lhes deu o direito de nos querer apenas como amantes, de nos procurar quando já estamos com outra pessoa, de agir com comportamentos sarcásticos, de não recear nos magoar...

Não há dúvidas de que eles pensam sim, mas com suas cabeças debaixo.

Estão chocados como o que estou a lhes dizer? Não fiquem, pois a mim, parece que muitos homens agem de certa forma porque querem nos chocar. Não me admirei ao saber que dia desses foi perguntado a um rapaz o que ele fazia nas férias e ele respondeu:

- Saio com os amigos, dou umas voltas e faço sexo.

Me desculpem, mas há certas coisas que não precisam ser ditas. Guardem suas particularidades para vocês. Imaginem só se tudo que nós fizessemos, saíssemos relatando de uma forma tão fiel.

- E aí, como foi o fim de semana?
- Foi ótimo.
- E o que tu fizeste?
- Ah, eu saí para jantar com a minha família, tomei banho de piscina e caguei.

Para mim, é mais ou menos isso que me parece, quando alguém faz um comentário desta natureza.

Não me causa tanto espanto quando as minhas amigas vem me contar poucas e boas. Eu mesma, já tive o desprazer de escutar coisas tão desagradáveis, do tipo que eu teria até vergonha de comentar-lhes.

Que vergonha, uns marmanjões de barba na cara. Como será que se sentiriam se um barbado falasse ou tratasse suas mães, irmãs, primas ou sobrinhas assim?

Cada vez mais as mulheres conquistam um lugar de destaque na sociedade e tem que se sujeitar a tamanho desrespeito. Não somos objetos, brinquedinhos ou um esporte. Queremos ser bem tratadas, com carinho, deferência, estima e reverência. A alegria, a delicadeza e a feminilidade nos gestos, nas atitudes, nas palavras, existem para serem veneradas.

Aconselho a ala masculina a reletir muito mais sobre seus atos e reverem seus conceitos. Vamos reverenciar mais as mulheres! Falta romantismo no mercado.


“Sem reverência, o que distinguirá o homem de um animal irracional?” Confúcio