quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Na medida certa

Recentemente eu estreei um "reality show". A maioria de vocês não viram, mas quem me conhece bem, já viu várias edições e inúmeras temporadas. Não passou na televisão e não fiquei famosa também. Era apenas mais um episódio da vida pessoal. A minha eterna luta para ter um corpo na medida certa.

Eu sempre fui magra, já tive meus dias mais cheinha, mas nunca enfrentei problemas de obesidade. Eu sempre tive pavor de engordar, amo comer e como bem, mas sempre temi o sobrepeso. A minha preocupação excessiva com minha imagem corporal já me trouxe alguns transtornos bem sérios que com muito sacrifício eu imagino ter superado. Já sofri de anorexia, meu menor peso foi 39 kg, bem na época que eu fiz vestibular. E também me tornei bulímica, ingerindo comida até quase não suportar e depois me livrando dela com laxantes e vômito induzido. Este último mal, eu demorei um pouco mais de tempo para me recuperar, pois até o ano de 2007, eu tomei laxantes, só parei após ter um problema de saúde, que me deixou tão fraca que eu não conseguia nem mesmo assistir um filme no cinema sem ter que tomar um Imosec, para não evacuar.

Até os 30 anos eu consegui manter um peso corporal até 49 kg, para 1.63 de altura, mas após esta idade eu ganhei alguns quilinhos, pois é natural com idade as pessoas ganharem um pouquinho mais de peso.  E eu não sou muito fã de exercícios...

Este ano eu tive uma rotina corrida, uma longa e exaustiva jornada de trabalho e quando chegava em casa depois de um cansativo dia de trabalho, nada parecia mais reconfortante que uma fatia de torta da minha padaria preferida. E os meus programas todos se resumiam a almoços e restaurantes, petiscos... Não deu outra, eu engordei!

É claro que eu percebi que as minhas calças favoritas estavam justíssimas, mas não tinha força de vontade de mudar meus hábitos e continuava comendo. E sofria ao me ver no espelho. Parecia que eu carregava uma cauda, que nem a da Cuca do Sítio do Pica-Pau Amarelo.

Eu chorei um dia, porque de brincadeira, minha sobrinha me chamou de "gordinha" e deu um apertão na minha barriga. Eu nunca me senti tão barriguda como naquele dia! Nem mesmo quando uma colega me disse que eu estava com o mesmo problema dela, barriga. Ela me falou que eu estava magra e com barriga, que fácil, fácil eu perdia... Eu deveria ter respondido que já que era tão fácil, porque ela ainda não tinha perdido a dela, mas não... isso apena me deu mais força para correr atrás do "preju". Outros comentários também me motivaram a começar uma dieta, como por exemplo um dia que uma outra colega achando que estava me elogiando, falou que eu estava com um bundão e a outra me comparou com a minha irmã caçula, que é seca, dizendo que eu era mais "encorpadona".

Pois lá foi foi a "encorpadona" tomar uma atitude. Eu estava com 60 kg e para mim, estava demais, não aguentava mais carregar minha "cauda". Pesquisei umas dietas na internet e achei uma que eu botei fé que funcionaria e ia seguí-la a risca. É a chamada "dieta japonesa". Extremamente restritiva, ela prometia secar 6 kg em uma semana. Tentei e comecei muito bem, já estava me sentindo melhor e mais animada com meu corpo, mas não predi os 6 kg prometido, pois no quarto dia, eu estava me sentindo muito fraca. Então resolvi fazer o seguinte: aliada a uma reeducação alimentar com compostos de beringela em cápsula em jejum, garcínia e outros compostos fitoterápicos, antes das refeições, eu perdi 6kg! Foi tão recompensador que estou bem disciplinada. Nos dias de semana eu me cuido bastante e nos fins de semana me permito, com muita cautela, fugir um pouquinho da dieta.

No começo eu me sentia como o Zeca Camargo, no na Medida Certa. Ele ficava bem irritado, assim como eu também fiquei em muitos momentos. Perdi o sono, sonhava com com comida, achava que não ia aguentar. Mas valeu o meu esforço.

No começo resolvi fazer uma tabelinha anotando os dias e quanto eu pesava naqueles dias. A minha pretenção não era tão grande como um dia foi. Se eu chegasse aos 55 kg, já me daria por muito satisfeita.

Foi mais ou menos assim:

03/11 - 58,65 kg
12/11 - 56,70 kg
23/11 - 56,40 kg
26/11 - 56,20 kg
30/11 - 54,80 kg
08/12 - 54, 35 kg

E estou muito feliz, com meus jeans preferidos mais folgados e meus vestidos servindo como uma luva. Nem me pesa mais a "cauda", pois me sinto mais leve! Mas minha luta continua, tudo para me manter magra, para continuar sempre na medida certa.

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