quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Os últimos dias de Elvis

Nesta postagem vou falar de um cantor que poucos sabem, mas gosto muito. Elvis Aaron Presley sempre me causou  distinta fascinação. Desde adolescente, após assistir um filme biográfico, que costumava passar nas tardes do SBT, intitulado "Elvis e eu", desenvolvi verdadeira curiosidade sobre o "rei do rock".

Não vou me ater profundamente em sua biografia, pois há diversas fontes que podem lhes trazer informações  mais completas. O que me proponho agora é fazer uma breve análise sobre seus últimos dias.


Ao assistir o vídeo "Aloha from Hawaii", de 1973, tive a nítida impressão que em sua tocante interpretação da música "My Way", imortalizada por Frank Sinatra, ele fazia um balanço de sua vida. É claro que isso não passa de uma mera sugestão de minha parte, já que a letra não é de sua composição. Apenas chamo a atenção para a coincidência de alguns fatos que me levaram a fazer um paralelo entre a vida do cantor e a música.

Aloha From Hawai foi assistido por mais de 1 milhão de pessoas via satélite na TV no mundo inteiro, em Janeiro de 1973. Nesse show, Elvis ainda apresentava-se em forma, muito bonito, vestido em sua roupa especial branca, anéis, cinturão e uma capa.

Entretanto, após o show do Hawai, Elvis pareceu perder o viço e sua carreira começou a se repetir tanto em shows, quanto nos álbuns. O que ocorria  era que os problemas de saúde também se tornam cada vez mais constantes e embora o rei sempre tenha sido um homem vaidoso, as coisas já estavam fugindo do seu controle no aspecto físico e psicológico. Como tinha dificuldades para dormir, ele trocava a noite pelo dia e abusava de calmantes para dormir, sofria de hipertensão, pois engordara muito.

O divórcio, também em 1973, lhe causou extremo transtorno pessoal. Soube-se que Pricilla teve um caso extra-conjugal com seu professor de caratê. Elvis praticou a arte marcial por 20 anos, chegando a se tornar  faixa preta. 

Poucos sabem que, de certa forma, Elvis já imaginava que não viveria por muito tempo, tanto que no mesmo ano de seu falecimento, já havia preparado um testamento, em que os principais favorecidos foram seu pai e sua única filha. No reveillon de 76, o cantor realizou um show de fim de ano e após o concerto, confidenciou a pessoas próximas que achava que não viveria até 50 anos. Como tinha uma forte espiritualidade, talvez o cantor pressentiu sua morte chegando.

Na noite anterior a sua morte, Elvis resolveu ficar em casa. Sua namorada na época, Ginger Alden, disse que Elvis só conseguiu dormir por volta das 9h da manhã do dia 16. Ela ainda pediu para que ele não ingerisse remédios para dormir. Ele a tranquilizou dizendo que estava tudo bem e mais tarde acordou-se e foi ler no banheiro, sendo somente mais tarde encontrado desfalecido. Apesar de tentar ser reanimado, já não havia mais o que ser feito e o rei do rock foi declarado morto no dia  16 de agosto de 1977.  

Desde então Elvis se eternizou como um mito. E nunca houve mais ninguém que chegasse perto do que foi um dia o fenômeno Elvis Presley.

E é com esta frase de John Lennon que eu finalizo esta postagem. "Antes de Elvis não existia nada" O que de certa forma, não deixa de ser verdade.

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